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Dezembro 23, 2002
Saudades do Henfil, que tanta falta nos faz. A indignação era o traço mais importante da sua personalidade. Acho que seria o ministro da cultura, se estivesse vivo. Não sei se aceitaria e nem se teria saco pra tanto.Mas seria interessante ouvir o Henfil lá no céu, e saber o que acha do Lula presidente. Como todos sabem Henfil foi um dos primeiros a acreditar no politico Lula . por JoãoAntônioBührer às 1:53 AM 1:53 AM
Também foi lançado um carimbo so PRESÉPIO DE PORTINARI, este blogueiro é ligado em carimbos, não falo na burocracia, que essa senhora não tem vez comigo. por JoãoAntônioBührer às 1:48 AM 1:48 AM
Este blog a partir de agora vai falar dos selos que esão sendo lançados.Me parece que a filatelia está em baixa, o pessoal hoje liga mais para cartão telefônico, mas nós vamos na contra-maré. Pois é, os correios estão lançando o selo PRESÉPIO DE PORTINARI. Não percam. É mais um post com tema natalino , que faço, para lhes desejar um belo natal. por JoãoAntônioBührer às 1:46 AM 1:46 AM
J CARLOS foi o grande artista da CARETA, genial revista de cultura e politica, e de caricaturas naturalmente. Ainda vou fazer um blog só para falar deste artista, que sem sombra de dúvidas foi dos mais importantes , em todo o mundo, e em todas as épocas.LOREDANO anda publicando livros sobre ele, e com a obra dele, mas ela é tão extensa e numerosa que precisariam de inumeros blogues para conseguir esgotá-la. por JoãoAntônioBührer às 1:39 AM 1:39 AM
Faço parte de uma pequena comunidade de amantes do EX LIBRIS. Entre eles estão Elza Aleman, Carlos A.Brantes, Key Imaguire e o artista Jorge de Oliveira. Jorge é talvez o último profissional , em atividade. Todos meus amigos. Pois bem, para eles, especialmente, e para todos que não conhecem esta bela arte aqui vai uma amostra. O ex libris é do poeta MENOTTI DEL PICCHIA, e foi criado pelo artista gráfico PAIM. por JoãoAntônioBührer às 1:29 AM 1:29 AM Dezembro 21, 2002
Eis um cartun do Ziraldo, dos anos 60, para a revista REALIDADE. Este post vai para todos, como desejo de que todos tenham boas festas. De uma certa forma venho falando muito de natal, e todos os posts naturalmente vão para todos. por JoãoAntônioBührer às 1:41 AM 1:41 AM Dezembro 19, 2002
Esta imagem é de uma exposição do Pinóquio , em Sampa, há pouco tempo. Acho que no Sesc. Eu colecionei algumas dezenas de edições deste personagem, que li no original, há pouco, e gostei muito. O Dudi ficou de me mandar uma curiosidade sobre este personagem e se esqueceu. Estou curioso pra ver qual é, pois coisa do Dudi é sempre instigante. por JoãoAntônioBührer às 4:52 AM 4:52 AM
No auge da Xuxa, na Globo, nos anos 80, a editora Globo lançou as histórias em quadrinhos da Xuxa. Um gibizinho bem interessante, com histórias bem fantasiosas, à la Alice nos país das maravilhas. Numa edição de natal, de 1989, o Papai Noel vem pra incubi-la de representa-´la. Era o auge da fase Xuxa-consumismo, se é que ainda não acabou... por JoãoAntônioBührer às 4:49 AM 4:49 AM
Aqui estão alguns brinquedos da minha época, tanto para os meninos como para as meninas. Nesta época a Estrela já tinha 30 anos de vida nas costas. Os brinquedos eram feitos em matéria plástica, ou baquelite, como chamavam. Pois é , matéria plástica era o nome que se dava a um plástico duro. Eu tive poucos brinquedos industrializados, era coisa de ricos. O que a gente curtia era a gente mesmo fazer os próprios brinquedos. lMas confesso que sentia inveja de quem podia comprar nas lojas os brinquedos da estrela. por JoãoAntônioBührer às 4:45 AM 4:45 AM
Eu achei os ONOMATOGRAMAS do Raul na HISTÓRIA DA CARICATURA NO BRASIL, do Herman Lima; mas o Claudio Rocha diz que tem conhecimento que Raul publicava-os pelo menos na REVISTA DA SEMANA. E eu achei os MONOGRAMAS OBJETIVOS do MAX YANTOK, no livrinho acima. Os dois deram nomes diferentes a mesma brincadeira visual. Eram caricaturistas contemporaneos, pelo jeito isto era comum entre eles. Mas há muito que sumiu. das revistas e jornais. por JoãoAntônioBührer às 4:40 AM 4:40 AM
Eu confesso! Sou um fã da Xuxa, e não é de ultima hora. Isto vem desde os anos 70, com fotos dela para capa de Lps. Publicarei aqui ela de short numa bicicleta...Começou junto com a Luiza Brunet, fez muitas revistas eróticas. Faziam uma dupla. Ela foi queridinha da editora Bloch, em todas as revistas da casa ela aparecia, e não foi a toa que éla apareceu na tv foi na TV Manchete, do Bloch. E aí a história todo mundo conhece. Guardo acho que umas mil imagens dela, retiradas de revistas e o diabo a quatro. Se me perguntarem eu respondo que não sei porque fiz isto. Simplesment porque gosto dela. Não me atirem pedras, tenho algumas manias...Aqui ela numa moto, numa tentativa que fizeram de lançá-la como rainha dos motoqueiros, que não deu certo. Foi ser a rainha dos baixinhos né. por JoãoAntônioBührer às 4:34 AM 4:34 AM NATAL BRASILEIRO O natal- a mais comemorada festa nacional- talvez seja a menos brasileira de todas as nossas festas. É um natal com neve, com trenós puxados por renas, com Papai Noel agasalhado com peles de arminho. Na noite de natal, nas casas onde há alimento e há ceia, servem-se nozes, avelãs, amêndoas ¿ ricos em calorias, para equilibrar os rigores de nosso inverno de 40 graus. Comemora-se o natal porque nesse dia nasceu um pequeno que teve uma vida breve, mas que marcou, talvez mais do que qualquer outro, a vida de todos nós neste vale que fazem de lágrimas e que deveria ser de sorrisos. Essa foi a proposta do menino logo que ele ficou grande. Por causa de suas idéias subversivas, ele foi crucificado, morto e sepultado. O dia de Natal é o dia de seu aniversário. Mas o povo, desconhecendo que a fraternidade é um sentimento subversivo, comemora o natal. Festa sugere música. E , à semelhança da neve e das avelãs, a música gravada e disponível representa uma realidade que não é nossa, incorpora valores que não são nossos. E é cantadda numa língua que não é a nossa. O povo do Brasil, a parte do povo que o rádio, a televisão e o disco desconhecem, comemora o Natal com música que seu talento elaborou a partir das inflûências que recebeu. Neste disco apresentamos um repertório de pastoril e lapinha, do ciclo natalino do nordeste. È o natal da alegria, do sol, da cachaça e do caju. O Natal comemorado com os nossos valores, a pobreza inclusive. O Natal brasileiro. MARCUS PEREIRA (encarte do LP NATAL BRASILEIRO, gravadora DISCOS MARCUS PEREIRA, 1977) ![]() por JoãoAntônioBührer às 4:27 AM 4:27 AM Dezembro 17, 2002
Teste do Grafolalia: quem será esta modelo? por JoãoAntônioBührer às 1:30 AM 1:30 AM Dezembro 16, 2002
Conheci a poesia minimalista(hai kais e tankas, em sua maioria), de HELENA KOLODY, há quase vinte anos, por culpa de meu amigo Key, que me presenteou há muito tempo com quase todos os livros dela.Inclusive os mais raros e antigos.Só há pouco tempo que as editoras oficiais passaram a publicá-la.E é claro que fiquei impressionado com ela´. O Key intermediou e travei alguns contatos com ela, e em troca me mandou esta cartinha maravilhosa., que aproveito pra pedir licença a ela pra publicar. Como não há nada que não possa ser publicado, ao contrário, que deve ser publicado, para atestar o quanto esta senhora é especial, eu posto aqui. E com isso quero homenageá-la pelos seus 90 anos, feitos este ano. Volto a falar dela e postarei fotos e uma biografia dela. Sosseguem. Este post é para a Meg, que manifestou o interesse de conhece-la. por JoãoAntônioBührer às 9:06 AM 9:06 AM
JORACY CAMARGO e HEKEL TAVARES bolaram uma suíte lançada em disco sei lá quando, infelizmente o álbum que tenho não informa, deve ser nos anos cinqüenta. Este álbum duplo, que contém esta história de natal, tem regência de Eleazar de Carvalho, com a Orquestra Sinfônica Brasileira. Quem originalmente comprou este álbum datou como 1956, exite uma dedicatória de natal. Alem dos discos há um encarte belíssimo, totalmente ilustrado por MONTEIRO FILHO, um dos grandes desenhistas que este país já teve, grande capista da EBAL. Não sou muito animado com a figura importada de PAPAI NOEL, prefiro os nossos mitos e lendas, e temos aos montes. Muitos escritores e artistas tentaram criar um símbolo para nosso natal. Me lembro por exemplo do caricaturista OCTA SGARBI, que criou um índio velho. Lembro do publicitário CARLITO MAIA, que sugeriu a figura do CARLITOS, para representar este sentimento de natal, até pediu pro ELIFAS ANDREATO uma ilustração adequada. Até o natal irei publicar estes dois símbolos aqui, para vocês verem. Fico aqui tentando me lembrar se Monteiro Lobato também sugeriu algum símbolo brasileiro para nosso natal.... E me lembro do outro publicitário MARCUS PEREIRA, totalmente esquecido, e que teve a mais brasileira de todas as gravadoras, que levou seu nome. Fez um disco magistral nos anos 70 chamado O NATAL BRASILEIRO. Mas voltando a este álbum ACONTECEU NO NATAL, há uma coisa interessante. É a história muito boa do PAPAI NOEL( importado, digamos), que vem ao Brasil para conhecer o PAI JOÃO (negro velho, que simboliza a bondade), para passar a ele a incumbência de representá-lo aqui no Brasil. A idéia desta história é brilhante . Pois não podemos nos esquecer que no Brasil não há só negros, mas europeus e de outros povos. Portanto o Papai Noel não poderia ser só branco como também não poderia ser só negro.Porque não podem coexistir vários Papais Noeis? O único problema é que o Papai Noel impôs ao Pai João a mesma roupa esquisita pro Brasil ensolarado. Isso realmente é uma grande bobagem, uma imposição cultural que eu não concordo.Os Papais Noeis brasileiros poderiam ser um índio ou um negro, mas com vestimentas daqui. E é claro que o Papai Noel importado também poderia existir, afinal o Brasil também foi construído por europeus... por JoãoAntônioBührer às 8:59 AM 8:59 AM Dezembro 15, 2002
É um poema, uma piada, é um avião? Não, é mais uma arte do PAULO BRUSCKY, tipo mail-art, dos anos 70,.Foi antoligizado no livro ALTO RETRATO, de 1981. Sou o feliz possuidor desta bela edição. por JoãoAntônioBührer às 3:06 AM 3:06 AM
Acompanhei com vivo interesse a poesia visual, mail art e quejandos. Um dos caras que eu achava pra lá de inventivos era (e é), PAULO BRUSCKY, de Recife. O homem era a arte em pessoa.Em 1981 a EDIÇÕES PIRATA, de Recife, publicou um almanaque onde fizeram um apanhado das intervenções do Paulo. Muita coisa não dá pra aprisionar no papel, afinal o homem também era especialista em intervenções poéticas na realidade, mas o que deu pra reproduzir no papel esta neste álbum denominado ALTO RETRATO. No próximo post podem observar um dos poemas visuais dele. Só recentemente vim a saber que ele é tio de uma amiga minha, como é esta vida né... por JoãoAntônioBührer às 3:02 AM 3:02 AM Dezembro 13, 2002
Um sujeito vei aqui e quiz por toda lei comprar meus livros de pin-ups do VARGAS.E tive que vender, com muito peso no coração. Mas salvei algumas imagens aqui pro meu blog. Como por exemplo algumas capas da ESQUIRE, bela revista masculina, que deu origem a revista PLAYBOY, dos bons tempos. Éla também causou muito furor aqui no Brasil, pois foi em cima dela é que foi criada aqui a revista SENHOR (primeira fase), no final dos anos 50, talvez uma das mais belas revistas que já tivemos. por JoãoAntônioBührer às 6:47 AM 6:47 AM Dezembro 11, 2002
O que vem a ser isto? ora, é simples. É um ONOMATOGRAMA, invenção do caricaturista RAUL. Uma brincadeira com nome e desenho, no caso naturalmente é o meu nome. por JoãoAntônioBührer às 3:18 AM 3:18 AM
Olhem só que postais curiosos. São da Billie Holiday e Shirley Temple, daquele tipo de brincadeira de vestir. Quem editou isto foi MALU CARDS, em São Paulo, provavelmente nos anos 80. por JoãoAntônioBührer às 3:04 AM 3:04 AM
BARLAN era um projetor doméstico( na verdade um brinquedo), de desenhos animados. A animação era tosca e precária, apenas dois quadros.Só que o resultado que a gente vê na parede é bem interessante. Grandes artistas, como Ziraldo e Joselito, fizeram suas animaçõezinhas. Este bibliófilo e colecionador possui o projetor e 49 das 50 animações que fazem parte do brinquedo. Ele foi lançado no inicio dos anos 50, lá por 52, mas permaneceu por um bom tempo no mercado. Eu brinquei com este projetor em 1967, para verem que antigamente os brinquedos duravam muitas estações. Foi emprestado por um amigo endinheirado. Sim, era brinquedo de rico na época. Hoje isto é uma raridade, imagino que pouca gente no Brasil tem isto. É preciso dizer que os filmes eram feitos em papel manteiga, pra verem como era um material frágil. Para aguçar a curiosidade de vocês eu pus uma imagem do projetor e um pedacinho de um dos filmes, é O PIRATA NEGRO, desenhado pelo Ziraldo. Poderia explicar como é a animação, mas ficaria chato aqui, pode ser que vendo as própias pessoas já cheguem a conclusão de como ele funcionava por JoãoAntônioBührer às 2:59 AM 2:59 AM
Até os anos 70 era comum se achar nas papelarias estes postais, que se usavam para dar de presente de aniversário, para namorada ou para alguma amiga. Era um humor tipicamente argentino. Se explica porque eram feitos por PEDRO SEGUI, que veio para o Brasil nos anos 60 e trabalhou muito por aqui. Na Argentina Pedro era companheiro de DIVITO, na revista de humor RICO TIPO. Quem me mandou este postal anonimo foi uma moça , de quem eu gostava na época. Depois é que fui descobrir é claro.Reparem que é um tipo de humor que lembra o estilo gráfico do Amigo da Onça, do Péricles. por JoãoAntônioBührer às 2:55 AM 2:55 AM
TESTES DO GRAFOLALIA No inicio dos anos 60, na pré Jovem-Guarda, apareceram várias cantoras em cima do estilo da Cely Campello. Esta foto que faz parte deste teste é de uma delas. Qual é o nome dela? Acima vêem a foto , da época (não é bonita?), e com isto dou mais alguns subsideos para que possam descobrir o nome dela. Abaixo uma letra com um clássico interpretado por ela. O QUE EU FAÇO DO LATIM (1964) (Bertolazzi-Beretta- versão de Theotonio Pavão) O que eu faço do latim, iê-iê-iê/ Não sei o que será de mim, não sei, não sei/ Eu já não posso nem pensar, assim, assim/ Porque então devo estudar, latim, latim/ (estribilho) É osso duro pra mim, estudar o latim/ Prefiro dançar, um twist legal/ (estribilho) Eu sei o que quero porque no latim ganho zero/ Se a aritmética serve pra somar/ Se a gramática serve pra falar/ Se a ginástica serve pra pular/ Ao professor vou perguntar (estribilho) por JoãoAntônioBührer às 2:47 AM 2:47 AM
Quando FRANK SINATRA veio ao Brasil, no comecinho dos anos 80, o cordel não deixou passar em branco. Como esta literatura é uma espécie de jornal dos nordestino, registrou o fato e também criticou, é claro.Afinal os cordelistas são francos e ferinos. O que me intrigou é o fato deles não terem colocado na capinha deste folheto uma xilogravura, mas sim uma sofisticada caricatura.Não posso afirmar mas tenho quase certeza que esta caricatura é do AL HIRSCHIFILD, mais sofisticado caricaturista americano, e do mundo, quiçá.Provavelmente eles piratearam a caricatura de alguma publicação americana. por JoãoAntônioBührer às 2:41 AM 2:41 AM
Um leitor deste blog disse preu não postar qualquer coisa, será que isto se enquadra neste "qualquer coisa"? Pois é, eu acho o Donald muito expressivo, curto as capas. Aqui neste post vêem uma capinha de uma edição israelense do gibi do Pato. A familia Disney hoje está em baixa nos gibis, as novas gerações não se importam mais com eles, não faz parte mais do imaginário da criançada de agora,O que fazer... por JoãoAntônioBührer às 2:35 AM 2:35 AM
Nos anos 70 se publicavam Revistas Alternativas, umas melhores impressas e outras mais ou menos. Esta aqui foi bem caprichada, e continha material gráfico dos cartunistas e quadrinhistas da época .Chamou-se ALTERNATIVA, nome inclusive da editora, que até publicou coisas importantes, como uma reedição de PARQUE INDUSTRIAL, de PAGÚ e a revista CORPO EXTRANHO. Neste gibi apareceram CLAUDIO ROCHA, RACY e SOLDA, entre outros. Uns sumiram e outros partiram para outros vôos gráficos. Cláudio Rocha , por exemplo, que na época fazia quadrinhos, hoje edita a bela revista de artes gráficas TUPIGRAFIA, que está no número tres. E tem site e blog , não percam. por JoãoAntônioBührer às 2:30 AM 2:30 AM
Passei hoje pela livraria PONTES e ganhei de presente da Eva estes marcadores de livros, com caricaturas e frases de nossos escritores. As caricaturas são de meu amigo BIRA. Que bela idéia a Eva teve para divulgar sua ótima livraria. por JoãoAntônioBührer às 2:23 AM 2:23 AM
CRUMB está sendo publicado novamente no Brasil, viva. Acabou de sair pela CONRAD uma coletânea com as histórias de FRITZ, THE CATS.Crumb apareceu no Brasil no corajoso gibi GRILO, lá por 1971, sempre pirateado. Naqueles tempos a pirataria era encorajada e os autores não se importavam, a revolução estava a caminho. Só depois é que Crumb passou a processar e exigir os pagamentos dos direitos. Depois nos anos 80 também foi pirateado, e teve até dois álbuns publicados pela caprichosa L&PM. Esta ilustração deste post não é Crumb, mas é inegavelmente chupado do desenho do Crumb. É a contracapa de um lp de uma banda de estudio dos anos 80, muito famosa na época. Fazia uma música popularesca e ruim, não guardem o nome SOM BATEAU.O desenho é atribuido ao capista do disco, que nem deu crédito ao Crumb. Se tivesse sido uma homenagem ele pelo menos poderia ter dito. Mas claro que não é, e o tipo de música deste disco nada tem a ver com o universo de Crumb. Que curioso! por JoãoAntônioBührer às 2:16 AM 2:16 AM Dezembro 3, 2002 ALOCIN: pouca gente sabe que foi parceiro do ADONIRAN BARBOSA. No começo dos anos 80 a repórter MARIA CLAUDIA MIGUEL foi achar o compositor em Tatuí, Sp. Como todo bom jornalista fez uma bela entrevista com ele. Vim conhecer a MCM aqui em Campinas, mas me lembro de ter guardado as coisas que ela publicava no suplemento MAIS CRUZEIRO, do jornal CRUZEIRO DO SUL, em Sorocaba. Não sabia que iria ficar amigo da CACAU, vejam só. Mas sabia que se tratava de uma jornalista de primeira. Para terem uma idéia, com todas as limitações de um jornal do interior, ajudou a transformar este suplemento numa publicação imperdível.Para terem uma idéia conseguiu que o Carlos Drummond colaborasse com o MAIS CRUZEIRO. Isso foi na década de 80, depois disto veio pra Campinas onde trabalhou aqui no CORREIO POPULAR, agora está na assessoria de imprensa da Orquestra Sinfônica de São Paulo. A MCM me autorizou a reproduzir aqui a matéria que fez com o ALOCIN. É histórica e aí tive a idéia de digitaliza-la e por isto na internet, pra que os interessados na MPB vejam.Foi publicada no suplemento MAIS CRUZEIRO , em 26/11/1983. NA MÚSICA DE ALOCIN A PRESENÇA DE ADONIRAN Com seu jeito simples e brincalhão, Alocin traz consigo o privilégio de ser o parceiro mais do que amigo - um irmão do compositor Adoniran Barbosa, que cantou os quatro cantos de São Paulo. Da parceria nasceram SAMBA DO ARNESTO, e VIADUTO EFIGÊNIA que todo o Brasil conhece. Adoniran já se foi; mas Alocin continua dando o seu recado. As madrugadas seresteiras de Tatuí que o digam Na última quarta-feira, 23, São Paulo acordou saudosa. Sem a Saudosa Maloca, sem o Trem das Onze e , por ironia do destino, teve que dar um Bom dia Tristeza . Um ano sem Adoniran Barbosa. Mas, nem tudo é saudade. E para comprovar aqui está Nicola Caporrino, conhecido por Alocin: o único parceiro vivo de Adoniran. Alocin preserva uma mescla de espontaneidade e poesia, que já deu muito samba, muita música sertaneja. Com Adoniran compôs Samba do Arnesto e Viaduto Santa Efigênia. E conhece, como poucos, a alma do meu amigo Adonis. Meu amigo do coração. Alocin tem 56 anos e vive hoje na tranqüila Tatuí, passeando vagarosamente pelas suas ruas estreitas; pelas madrugadas regadas de seresta e cerveja trincando. O me é indispensável, diz ele sorrindo, enquanto acende mais um cigarro. A parceria Adoniran/Alocin (o apelido ser for lido de traz para frente resulta em Nicola), começou em São Paulo, nos idos de 1945. Eu trabalhava na Continental - fui promotor de vendas, técnico de gravação- e o Adonis ( é desse jeito que Alocin se refere ao amigo) na rádio Record . E a gente se encontrava num barzinho. Nosso contato era de irmão pra irmão; era uma amizade de boemia mesmo. Sabe como é?Na hora do almoço - continua- a gente ia até um bar lá na rua Barão de Paranapiacaba. O cardápio era muito simples: 3 pingas e um bolinho de bacalhau.O Adoniran era uma pessoa super pontual, afirma Alocin, mas eu sempre dava minhas mancadas. E numa das nossas viagens de volta de Guarujá para São Paulo, o Adoniran reclamou desse jeitão de Alocin. E não deu outra: o assunto virou samba. Para homenagear o Ernesto - um amigo dele, advogado que mora no Bixiga - colocou esse nome na música que acabou virando Samba do Arnesto. Que o Brasil todo canta. O Arnesto nos convidou prum samba, ele mora no Braz; nóis fumos num encontremo ninguém. Nóis vortemo cum uma baita de uma reiva... A primeira gravação do Samba do Arnesto- rotação 78 -, com o Adoniran cantando está na parede da sala do Alocin. Uma peça sagrada... A gravação com Adoniran não foi sucesso, mas com Demônios da Garoa, foi um estouro. Os direitos autorais da composição não deixaram Alocin rico, mas o livrou de um aperto daqueles: - Minha mulher Milita, tava na maternidade. E eu sem um tostão . Se não pagasse o hospital, não podia tirar minha mulher e meu filho. Daí recebi 51 mil réis e livrei a barra!Graças ao Arnesto.Alocin acende outro cigarro, toma um gole de uísque e a conversa prossegue. Em 1969 ¿ por necessidade ¿ foi morar em Tatuí, para trabalhar num posto de gasolina e fazer programas de rádio: o Aperitivo Musical, levado ao ar todo domigo, das 12 às 13 horas pela Rádio Notícias. Ele tem também uma coluna no jornal O Progresso de Tatuí, chamada A Seresta do Alocin. -Amo Tatuí, diz com emoção. Alocin começa a cantarolar Viaduto Santa Efigênia: Venha ver, venha ver Eugênia, como ficou bonito o Viaduto Santa Efigênia... A música nasceu ¿ como tudo na parceria de uma maneira muito simples. - Um dia (há 4 anos mais ou menos) encontrei o Adoniran lá na Sadembra, recebendo os direitos autorais. Saímos de lá para tomar um me , quando passamos pelo viaduto. E vendo tudo aquilo, toda aquela realidade, surgiu o samba. A gente não inventava nada. Tudo tinha que ter um motivoAlocin volta a falar do Samba do Arnesto: quando lançamos o samba, uma revista do Rio de Janeiro desceu o cacete em nós. Ela dizia; não ouça essa coisa intolerável! Tudo por causa do nosso palavreado.- RepA linguagem da nossa música é simples. È a fala do pessoal da favela. Lá, é nós fumo, nós vortemo. Isso é linguajar puro.are : é viola autêntica com violino. Enquanto mostra o seu sapato branco ¿ é minha marca registrada ¿ Alocin coloca na vitrola a música Canoeiro que compôs em parceria com Zé Carrero.: Domingo na tardezinha, eu estava mesmo á toa, convidei o Ferrerinha pra ir pescar na lagoa... Neste instante, ele observa: olhe que arranjo! É viola pura com violino. Além dos seus inúmeros parceiros de Tatuí, el já fez música com Mário Zan ¿ Brincando com o Teclado- e tem uma porção de amigos artistas: Tonico e Tinoco, Demônios da Garoa, Tito Madi, Agnaldo Rayol, Gilberto Alves, Gregório Barros, Elza Soares , Simonal, Silvio Caldas, meu amigão e muitos outros. Conheci também o Vinícius de Moraes, numa noite de bebedeira... ele era meio caladão.-Você toca algum instrumento, Alocin? -É claro! Toco campainha, caixa de fósforo e mesa de bar! -Com o direito que recebi de direitos autorais, dava até pra ficar rico...mas nós, com essa tal boemia, já viu, né? Quando Adoniran estava no hospital, pediu prara Matilde (sua mulher) telefonar para o Alocin, porque queria falar com ele muito em particular. E nóis fumo e não encontremo ninguém. Adoniran havia partido para sempre MARIA CLAUDIA MIGUEL - por JoãoAntônioBührer às 1:59 AM 1:59 AM
ALOCIN , parceiro de ADONIRAN BARBOSA. por JoãoAntônioBührer às 1:57 AM 1:57 AM
ORIGENES LESSA ficou mais conhecido foi pelo livro O FEIJÃO E O SONHO, que virou até novela da Globo, de muito sucesso. Também atende como pai de IVAN ¿ o terrível- LESSA. Escreveu um belo livro infanto-juvenil que tem por titulo MEMÓRIAS DE UM CABO DE VASSOURA. O livro trata disso mesmo, um cabo de vassoura que conta sua vida, suas aventuras e seu relacionamento com os guris. Lamenta o fato dos meninos num certo período trocarem-no por brinquedos mais modernos. Enfim, é um livro ecológico e voltado a amizade. Há muito que o li, e agora dei uma folheada novamente , é que a Aninha do Udigruidi me pediu o livro e o estou enviando pra Salvador. Ela me proporcionou este prazer de rever o texto do Orígenes. Grácias Aninha! E este blog já abre a temporada de comemorações do centenário do Orígenes, que será no ano que vem. Nasceu no dia 12/07/03, portanto é também do meu signo:cancer. Reparem no belo retrato do Origenes, feito pelo CIRO FERNANDES, belíssimo xilogravurista, que está sumido da imprensa, mas por um bom tempo ilustrou o JORNAL DO BRASIL. por JoãoAntônioBührer às 1:54 AM 1:54 AM Dezembro 1, 2002
Que saudades das revistas masculinas, de mulher pelada, vá lá, dos anos 60/70/80....Os nomes eram muito parecidos, mas os projetos eram diferenciados e complementares entre si. E tome FAIRPLAY, STATUS, ELE & ELA, HOMEM e PLAYBOY. Acabaram-se todas, só sobrou a PLAYBOY, que não é nem uma sombra do que foi. Limita-se a retratar o que se vê na tela da TV, um repetidor das besteiras que se vê no video. Numa das últimas fases da STATUS, os suspiros derradeiros, passou pelas maõs do editor WAGNER CARELLI (que viria a fazer a BRAVO), e deu-se ao luxo de dar de brinde aos leitores um livro inédito de poesias, do outro bruxo , o JORGE LUIS BORGES. O livro, cuja capa reproduzi, é originalmente de 1985. Neste ano saiu em primeira edição na Espanha e na Argentina. E aqui no Brasil a STATUS o publica como brinde num dos números da revista deste mesmo ano de 1985.Tradução de Pepe Escobar e numa edição bilingueUm dos poemas para vocês: TRÍADE O alivio que terá sentido César na manhã de farsália, ao pensar : Hoje é a batalha! O alivio que terá sentido Carlos Primeiro ao ver o amanhe cer no cristal e pensar: hoje é o dia do patíbulo, da coragem e do machado. O alivio que tu e eu sentiremos no instante que precede a morte, quando a sorte nos desate do triste costume de ser al- guém e do peso do universo. por JoãoAntônioBührer às 11:30 PM 11:30 PM
ARQUIVOS DO INFERNO é o nome deste livro do imortal PAULO COELHO, editado em 1982. Sob este titulo ele enfeixou suas reflexões sobre arte e vida.Salpicou uma pítada de Borges outra de Cortázar, e deu este simpatiquinho volume. Li pouca coisa deste autor, confesso que deste até que gostei. Li muito os ensaios e a parte jornalistica do Paulo, publicada em revistas do tipo PLANÊTA e congeneres. Tambem li os manifestos todos e até o jornal de contracultura dele chamado 2002, se não me falha a memória. Ele parece que não gosta que estes livros sejam reeditados, pelo que me falaram, provavelmente para não associar seu nome com Bruxos do mal, quer que seja ligado aos bruxos do bem. Acho que não pega mal republicar um livro que tem a palavra inferno no titulo. Alguém aí pode me informar se foi reeditado? Esta edição cuja capa podem observar é a primeira, de 1982. E este dedo que está apontando é deste blogueiro, que se esqueceu de tirar quando escaneava a capinha(risos). Uma das reflexões do PAULO COELHO é esta: Se Hitler tivesse morrido atropelado aos 21 anos, não haveria o III Reich; se Maomé fosse assassinado, não haveria islamismo; se Joseph Fouchê não fosse tão intrigante, a Revolução Francesa provavelmente teria triunfado com a Convenção, dando plenos poderes a Robespierre; se Hitler não parasse em Dunquerque, a História da II Guerra teria sido outra; se Marx resolvesse morar na França ao invés de na Inglaterra, não haveria Lenin; se Mendelssohn não tivesse ido açougue comprar carne e descobrir que o papel de embrulho era uma partitura de Bach, não teríamos Bach. A forte incidênciado fator humano em qualquer transformação histórica elimina por completo a tentativa de transformar a História numa Ciência Exata. É claro que sempre haverá economistas tentando refutar os exemplos do período acima - mas nenhuma pessoa de bom-senso pode deixar de crer que estes fatos foram obras de homens- e não de dados. o por JoãoAntônioBührer às 11:08 PM 11:08 PM |
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