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Rossana Fischer
  Abril 29, 2003


Olhem que livro interessante , melhor dizendo CURIOSO. Tanto no titulo como no design da capa. A HISTÓRIA DE UMA MULHER TURBULENTA, de Booth Tarkington. Nada sei sobre o libro e tampouco sobre o autor. O que achei interessante é a forma como o capista fez as letras do titulo irem fazendo uma curva e caindo pela direita. Uma capa bem maluca , como deve ser o livro, que não pretendo ler. Mas o livro merece guardado, é muito esquisitão.
por JoãoAntônioBührer às 1:17 AM 1:17 AM





Este é o primeiro número da revista CARIOCA, que era editada por A NOITE, propriedade do Governo, naquela época naturalmente o Getúlio . O complexo compreendia a RÁDIO NACIONAL, VAMOS LER, A NOITE e CARIOCA. Nâo posso precisar agora em que ano foi lançada a revista, pois procurei na revista toda e não achei a data. Por incrivel que pareça nem no expediente há indicação de data. Nela consta o nome do diretor ANISIO MOTTA, o gerente VASCO LIMA e o secretário RAYMUNDO MAGALHÃES JR. Alem de cobrir a parte de cinema, música e mundanismo, como se dizia, também falava da chamada alta cultura, um dos primeiros números da revista tratou da obra de JULIO DANTAS. Prometo colocar aqui a data exata do lançamento da revista, que presumo, tenha sido mais ou menos em 1942. Tenho a revista comemorativa dos cinco anos, e por lá conseguirei saber exatamente quando é que saiu esta número um. Este primeiro número alem de cobrir a visita de CLARK GABLE ao Rio, tem um ótimo editorial , onde se pesquisa as origens da palavra carioca. Esta palavra inclusive era pejorativa no século dezenove, e pouco utilizada nos romances de bons modos. Qualquer hora reproduzirei o editorial todo,q ue vale a pena.
por JoãoAntônioBührer às 1:09 AM 1:09 AM





ALCEU, o célebre desenhista da seção AS GAROTAS DO ALCEU, da extinta O CRUZEIRO, também publicou na revista TRICÕ E COCHÊ. Fazia capas belissimas, como essa aqui, alem de ilustrar as matérias do miolo, que naturalmente eram de moda, especialidade dele. A revista é de setembro/outro de 1947.
por JoãoAntônioBührer às 12:54 AM 12:54 AM


Abril 24, 2003


AMBROSE BIERCE(1842-1913) costuma ser comparado a E.A.POE, escritores cujos temais principais são a morte e o mistério. Este livro tem como tema a Guerra da Secessão americana, que foi de 1861 a 1865. A capa da Artenova faz o incauto supor que trata-se de uma guerra mais moderna, pois botaram nos pés dos militares uns coturnos que decidamente não são do século XIX.Andei pensando nos outros livros do Bierce que possuo e me lembro que tenho outro, lembrando o nome de cabeça, que se chama DICIONÁRIO DO DIABO. Se o titulo não for este é por aí. Um livro repleto de máximas . Prometo postar algumas por aqui. E também prometo publicar a foto da Sofia Loren nua. Quem viver verá.
por JoãoAntônioBührer às 1:44 AM 1:44 AM





Dei uma pausa nos desenos do JUAREZ para por aqui duas capinhas do BENICIO, fabuloso desenhista dos livrinhos de bolso dantanho. Esta coleção AVEC é da Monterrey, e trazia contos dos principais escritores do mundo. Uma beleza. E as capas eram todas assim, uma pin-up envolvida com livros, sempre livros.
por JoãoAntônioBührer às 1:25 AM 1:25 AM





Acabaram de ver no post anterior uma das estações do Juarez, e agora podem curtir outra. Juarez fazia e faz sua arte como se fosse uma ópera, isto é uma série de desenhos ou pinturas. E com eles conta uma história.Numa entrevista recente diz que não lhe interessa uma obra que não seja fruto de um tema, e a ele dedica todo seu empenho.Mas este blog anda Juareziano demais....
por JoãoAntônioBührer às 1:14 AM 1:14 AM


Abril 12, 2003


JUAREZ MACHADO gostava de fazer uma série de cartuns de um mesmo tema, ou então uma variação, neste caso foram as estações do ano. Foi um desenho para a extinta revista FAIRPLAY, uma das mais belas revistas que j´´a tivemos, uma mistura de Playboy, Esquire e Fortune. Bom, nos anos 60 ele esta em todas, e não estava prosa.
por JoãoAntônioBührer às 4:36 PM 4:36 PM




JUAREZ MACHADO foi um artista multimidia, isto quando esta palavra ainda estava nos cueiros, falava-se em artista renascentista, como se designava este tipo de artista.A tonica principal era o humor, mas o humor nonsense, e bastante lirico. Usava todos os suportes, inclusive o corpo, quando deu vida a personagens de cartun para viver um palhaço(mimico) eletronico na TV Gllobo. E na revista Pop, de saudosa memória, fez uma série de desenhos na camiseta. Juarez era Pop.
por JoãoAntônioBührer às 4:23 PM 4:23 PM






JUAREZ MACHADO na opinião deste blogueiro é um dos maiorais do humor gráfico, seja aqui seja em qualquer lugar. Claro que não é original, afinal original ninguém é. Nota-se explicitamente nele influencias de Dali, Degas , Magritt(pera lá, é assim mesmo que se escreve o nome do pintor surrealista?) e outros pintores. No começo da carreira dele a influencia era mais do cartun, pois usava muito pouco da cor, de forma que ele calcava seus desenhos nos de Ziraldo, Fortuna e Claudius, os amigos que estavam mais próximos dele. Depois seu cartun foi cada vez mais embicando para o lado dos pintores, até que finalmente nos anos 80 mudou-se de mala e cuia para Paris e para a pintura. Perdeu o cartun. Não digo a caricatura pois ele não produziu muito nesta área, fez pouca coisa, mas o que fez fez bem feito. É só ver as caricaturas do JucaChaves e a sua ´própria autocaricatura, que está numa das capas deste caderno. Eu comprei este caderno em 1978 e nunca usei, só por causa do desenho mesmo, e vejam a outra capa. Que lirismo, um clima de tristeza. E as bicicletas hem, como este tema é recorrente nos desenhos dele. Se explica, vem de uma cidade chamada Joinville, onde a bicicleta é o veículo principal dos cidadãos.
por JoãoAntônioBührer às 3:58 PM 3:58 PM







Desde moleque que sou fã do ZORRO, de Walt Disney, aquele de capa e espada, que o Disney adaptou, por sinal genialmente, para o seriado de TV.Sou daqueles guris que viu todos os episódios, sem tirar um. Me lembro de cor a música de abertura, e recentemente comprei uma revistinha de seriados de Tv que deu todas as infos que me faltavam, bendita publicação, que se não me engano se chama TV SÈRIES, extinta infelizmente.O próprio Disney também adaptou para os quadrinhos, que eram coloridos e vinham nas revistas MICKEY, TIO PATINHAS, e ALMANAQUE DISNEY. Mas eu creio que a primeira vez que foi publicada foi na revista DIVERSÕES JUVENIS, da Abril, no número 25, em setembro de 1962. Esta curiosa revistinha um dia premiou o filho de Jorge Amado, num concurso de contos e também a Ana Cristina César, que muito depois viraria poeta. Pois bem, neste número de DIVERSÕES JUVENIS foi publicada a história A MARCA DO ZORRO, que justamente vem a ser a história que conta as origens do personagem. Me parece, pelo traço que a história é do ALEX TOTH. Me perdoem se escrevi o nome do Alex errado, sinceramente não lembro direito a grafia do nome dele. Neste mesmo post vêem a página inicial da historinha.
por JoãoAntônioBührer às 12:57 AM 12:57 AM





Descobri há algum tempo os ONOMATROGRAMAS do caricaturista RAUL, brincadeira de traço e palavra. Pois eu julguei que isto havia na internet, pelo menos alguém devia ter falado nisto, imaginei que se eu entrasse nos buscadores eles iriam me remeter a milhares de sites sobre o assunto. E nada, fui nos buscadores e eles me mandaram só pro Grafolalia. Aí fiquei pensando, peraí, então na internet não tem tudo né... Pois mudando de assunto, fui tirar xerox na papelaria, dos onomatrogramas, e o dono, que também rabisca, se interessou por eles. No outro dia me mostrou algumas experiencias dele, que eu coloco aqui para vocês verem. Ele se chama Renato, e brincou com o nome da noiva dele, que se chama ISA. Reparem no desenho dela como se fosse estátua da liberdade. E aí eu aproveitei pra pedir pra ele fazer um onomatograma da minha querida MEG, e ele fez, reparem no MEG com o formato de flor.
por JoãoAntônioBührer às 12:38 AM 12:38 AM


Abril 10, 2003


Existem poucos jornalistas na TV que me agradam, cito apenas dois deles pois minha memória não registra outros.Um é o Fernando Faro, do programa Ensaio, e o outro é o Roberto Dávila, do Conexão Roberto D´Avila. Ambos programas da TV Cultura, coincidencia? Há anos que o Faro registra e guarda a memória de nossa música popular, e o Roberto o mundo da cultura brasileira. Ambos jornalistas educados e que sabem ouvir, como quem não quer nada extraem destas personalidades depoimentos que ficarão guardados para todo e sempre. Roberto sempe entrevista pessoas a quem eu gostaria de entrevistar, se um dia pudesse bater um papo com elas. No último domingo foi a Odete Lara, musas de todos nós. Depois do programa fui reler a autobiografia dela, em que está nua mesmo. Até na capa ela se despojou, e não foi para vender livro não.
por JoãoAntônioBührer às 12:52 AM 12:52 AM





Ao contrário das outras pessoas que lidam com blog eu falo menos de mim e mais das coisas que me rodeiam, falo naturalmente de livros e revistas. Podem observar aqui mais algumas coisas de minha estante. Por exemplo uma edição fac-similar do ALMANHAQUE DO BARÃO, curiosamente tenho também a edição original. Um cartaz da minha amada BB. Edição comemorativa dos 40 anos do CAHIERS DU CINEMA, de 1991 e OS COSMONAUTAS DA AUTOPISTA, livro que encerrou a carreira de JULIO CORTÁZAR. Uma espécie de diário de uma viagem de Paris a Marselha, num automóvel.
por JoãoAntônioBührer às 12:31 AM 12:31 AM


Abril 8, 2003

Com vocês, mais um dos MIL E UM CONTOS.
KIJ
PETITS CONTES VOYEURS
5/1000

Entrou no atelier e percebeu seu público:
colegas e professores em volta de uma prancheta,
conversando em semicírculo aberto.
Diante do arco, a mesa vazia.
Como sem ver pessoa alguma,
dobrou-se sobre o tampo, articulada na altura da fenda,
como lendo os cartazes da parede próxima.
O velho jeans, fino e desbotado de tantas lavadas,
cós na cintura, agarrado a todo o corpo,
obra-prima de aperto e modelagem.
O cinto no último furo, com a inclinada,
fez a costura sob o ziper penetrar fundo, fundo
na rachinha e no reguinho.
A esfericidade perfeita do rabo foi fendida
exatamente ao meio e fundo, fundo.
Ninguém deixou de perceber que ao sair da sala
as ancas se agitavam mais que à entrada.




por JoãoAntônioBührer às 1:41 AM 1:41 AM





Fui apaixonado pela CRISTINA, grande cantora . Subiu o morro e nunca mais deixou de falar das coisa de lá. Tive e tenho grande parte dos discos dela. Este aqui , com esta capa que nos invade, é maravilhoso. Quantas lágrimas...
por JoãoAntônioBührer às 1:35 AM 1:35 AM





Este blog é muito chegado numa boa arte gráfica, hoje chamam de design. Como este Brasil se ingleizou hem? Hoje chamam de clow e não mais palhaços. Só falta eles mudarem o nome de buteco pra pub. Aí eu mudo de vez deste troço.O design é de EGEU LAUS, grande artista gráfico e pesquisador das coisas da cultura popular.
por JoãoAntônioBührer às 1:30 AM 1:30 AM




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Desenho do caricaturista maior de São Paulo: Belmonte. Vi poucos anúncios do Belmonte, me parece que não foi um homem de publicidade, salve engano.
por JoãoAntônioBührer às 1:22 AM 1:22 AM


Abril 6, 2003


por JoãoAntônioBührer às 11:15 PM 11:15 PM




Ganhei de presente, do artista plástico Guto Lacaz, um belíssimo cartaz do palhaço CHICHARRÃO. Trata-se de um material de divulgação de um espetáculo dele. Foi impresso em tipografia e com dezenas de caricaturas . O que observam neste post é apenas um detalhe deste cartaz que é enorme, tem 60 cm por 90 cm, nem cabe em meu apartamento. Esta peça gráfica deve ter pelo menos uns 60 anos de idade.
por JoãoAntônioBührer às 11:10 PM 11:10 PM


Abril 3, 2003

Acho o PATO DONALDO, que é como eu chamava ele quando guri, o máximo. Um dos mais expressivos personagens dos quadrinhos.Há muitos anos o artista gráfico Guto Lacaz estampou na capa da AZ uma imagem dele, no meu entender uma das grandes capas de nossa imprensa.Recentemente a BRAVO copior e botou o Pato na capa. Por sinal eu adoro esta revista, muito bem editada pela Joyce Pascowiti. Aqui neste post-baú também postei uma das minhas taras: SILVIA KOSCINA. Não perdia um filme dela. Não me perguntem porque encasquetei com ela, há outras atrizes mais charmosas e bonitas. Gosto porque gosto. Outra imagem que gosto muito e guardo nos meus guardados é o mico do baralhinho.A propaganda vem se apropriando desta imagem nos últimos tempos, primeiro num anuncio do Estadão, agora num anuncio de tv onde um sujeito que está fazendo obras está pagando o mico pro pedreiro.Finalmente uma das mais belas revistas que já tivemos, a PARATODOS, editada por ALVARO MOREYRA, nos anos 20. Nesta fase a revista tinha tanto a capa como no miolo dezenas de ilustrações do genial J CARLOS. Um dia alguém neste Brasil terá que fazer um livro reunindo só as capas desta fase de PARATODOS. Cada capa é uma obra de arte.Loredano precisa fazer isto.
por JoãoAntônioBührer às 4:12 AM 4:12 AM


Abril 2, 2003


por JoãoAntônioBührer às 12:52 AM 12:52 AM





Assisti ao filme VÁ TRABALHAR VAGABUNDO, do HUGO CARVANA em 1973, em São Paulo, num cinema chamado CINESPACIAL.Era a primeira vez que punha os pés naquela cidade, que me encantou.Eu , um caipira do interior, com 17 anos, maravilhei´-me com a modernidade da metrópole. Nunca tinha visto um caixa eletronico, me lembro perfeitamente que isto me deixou intrigado. Demoraria muito tempo para que o brasileiro comum se acostumasse a sacar dinheiro nestas engenhocas. Acho que isto só aconteceu de fato na década de 80. Mas o filme me encantou, e ainda me encanta. Fala de um Rio malandro, mas que soa hoje ingenuo e até poético. E o filme no fundo é uma declaração de amor do diretor ao Rio e a amizade. Tanto é que no fim do filme os atores desfilam, não como personagens mas como pessoas reais. Andam na praia ao som do belissimo tema de Chico Buarque, que produziu uma trilha sonora maravilhosa. Carvana voltaria ao tema da amizade em Se Segura Malandro e Bar Esperança. Uma maravilha de filme.
por JoãoAntônioBührer às 12:50 AM 12:50 AM