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Junho 30, 2003![]()
Capa e contra-capa de JUAREZ MACHADO. O livro eu não sei, não li os contos, mas os desenhos são geniais. por JoãoAntônioBührer às 7:59 PM 7:59 PM
ORIANA FALLACI fez muito sucesso no jornalismo dos anos 60/70, era moderna e arrojada. Fazia sombra para Norman Mailer ou Gay Talese. Um dos livros dela, que reúnem reportagens, chama-se OS ANTIPÁTICOS, cuja capa aqui vêem. As reportagens, em forma de perfis, deste livro, saíram originalmente em I´EUROPEO, no começo dos anos 60. Um dos que foram observados pela ORIANA é o FELLINI, ela inclusive fala da dificuldade de o entrevistar, mesmo sendo amiga dele. Fala com toda sinceridade. Aqui no Brasil quem costumava reproduzir as reportagens dela era a extinta REALIDADE, de saudosa memória. Vejam o comecinho da entrevista com o Fellini: Conheço Fellini há muitos anos, para ser exata desde quando o encontrei em New York por ocasião da estréia americana de seu filme Noites de Cabiria e nos tornamos mais ou menos amigos: de fato íamos sempre comer bifes no Jak s ou castanhas assadas em Time Square, onde também havia tiro ao alvo. As vezes ele aparecia no apartamento que eu dividia em Greenvich Village com uma moça chamada Priscilla, para pedir-me um café com leite: o café com leite nunca entendi por que, aliviava as suas saudades da pátria e a ausência da esposa Julieta... por JoãoAntônioBührer às 7:51 PM 7:51 PM
Este livro curiosamente tem tido uma procura incomum, no movimento editorial existem mistérios insondáveis. O que levou as novas gerações a procurar este livro só Deus pode esclarecer. A primeira tradução é do Monteiro Lobato, vejam só, mas eu postei aqui por causa da capa né. Curtam esta beleza , que foi feita por um tal de JOEL LINCK. Suspeito que este desenho é da capa da edição americana. Este livro no ano passado fez cem anos de idade.Foi um grande sucesso na época e em outras épocas idem, mas ninguém se lembrou do centenário. por JoãoAntônioBührer às 7:21 PM 7:21 PM PETITS CONTES VOYEURS Kij ¿ 9/1000 No cinema, as três colegiais, deliciosos petiscos, sentaram juntas, rindo e falando de ousadias com muitos ¿eles¿ cada uma. Na fila da frente, alguns respeitáveis senhores se torciam para olha-las e ver os dois palmos de pele acetinada entre o fim da meia três-quartos branca e a barra da curta saia azul marinho plissada. Elas perceberam, e a cada olhada deles as saias tinham sido puxadas mais para cima as coxas mais expostas e mais tentadoras. Eles também perceberam que elas tinham percebido mas nem por isso deixaram de se regalar. O apagar das luzes para o início do filme acabou com a brincadeira de todos. por JoãoAntônioBührer às 5:48 PM 5:48 PM Junho 27, 2003 Há quase um ano que estou a cata do livrinho DICIONARINHO MALUCO (Rocco, 1984, ilustrações e diagramação de Flávia Savary), por indicação de minha querida MEG( aquela que está voltando, pode por mais caldo no feijão). Não achava nem em sebos, mas continuei minha peregrinação e noutro sebo, entre os Reizinhos Mandões e o Planeta Lilás finalmente achei o volumezinho, que mais parece uma plaquetes.Para não atrapalhar a leitura, já que o desenho da Flávia está intrinisicamente ligado ao texto do Haroldo, eu tive que fac-similar aqui a página como saiu. Mas chamo a atenção para este escritor, que é muito versátil, tem livro bom que dói. ![]() por JoãoAntônioBührer às 12:22 PM 12:22 PM Junho 26, 2003
Estou reproduzindo um email que mandei para uma querida amiga, versava justamente sobre este postal. Acho que preciso explicar que moro em Campinas, uma cidade que teve muitas andorinhas, e tem por hábito assumi-la como um dos simbolos da cidade: querida Marialba. Estou usando o email pra me comunicar contigo simplesmente porque não tenho mais o seu, aquele que me passou não responde, de maneira que passo a ele e ele repassa pra ti. Você me contou do monumento das Andorinhas que tiraram pra colocar no lugar aquele obelisco, lembra? Sentamos nesta praça aí, pra tomar aquele suco. Depois me contou que uma amiga sua disse que puseram o monumento atrás da prefeitura, lembra. Pois até hoje eu não o achei. Que mistério meu Deus. Será que terei que esperar você pra me conduzir até a ele? Achei este postal dentro de um velho livro sobre a cidade. Data de mais ou menos 1976, pelos sinais que percebi. O monumento a que você se refere é este aí em primeiro plano. Nesta época ele estava aí, em frente a prefeitura. Mas não está mais neste jardin. Pelo que você me contou, que está mais por dentro das cousas daqui que eu, está atra´s da prefeitura. Putz, eles mudam este monumento daqui pra lá com a maior facilidade. Isto deve pesar um bocado né.É um desrespeito para com as andorinhas, que tanto alegraram a cidade. Tanto é que elas sumiram daqui, em protesto. Mas um dia ainda localizo este monumento, cê vai ver. Beijoão por JoãoAntônioBührer às 6:23 PM 6:23 PM
Houve um tempo em que se faziam edições de livros para circular tanto em Portugal quanto no Brasil, como é o caso deste volume aqui de VICENTE BLASCO IBANEZ, que saiu pela LIVRARIA FRANCISCO ALVES em conjunto com a LIVRARIA BERTLAND. Claro que a língua desta edição é o português de Portugal,que não é o mesmo vernáculo nosso. Acabo de ler um livro de PAULO RÓNAI, onde fala como aprendeu o português. E do espanto dele quando chegou em para Portugal e não conseguiu entender nada do que tinha aprendido na Hungria, ele na verdade tinha aprendido o português em dicionários de português do Brasil. Notem esta bela gravura da capa, de um artista português de nome COUTO TAVARES. por JoãoAntônioBührer às 10:40 AM 10:40 AM Junho 25, 2003
Desde os anos 80 vinha protelando a leitura de OLGA , do Fernando Morais.Já tinha lido dele um livro de reportagens sobre a Transamazonica, aquele da Ilha de Fidel e o livro do Chateaubrien . Não sei porque cargas dágua não tinha muito interesse pelo livro, sei lá. Mas caiu-me novamente o volume nas mãos e eu o li com um prazer que nem lhes conto. Li numa tacada só, acho que em quatro horas e pouco. Levantei do sófá até com dor nas costas, fiquei tão absorto na leitura que nem mexi os músculos. Uma reportagem belissima, e que agora me ocorre que virou parametro para a febre de biografias que se seguiram.Depois do Olga, com este assunto pairando na minha cabeça, caiu também nas minhas mãos a biografia do Prestes pelo Jorge Amado, que começo a ler ainda hoje. Vamos ver no que dá.Estou impregnado de Capitão. Fiquei intrigado, com o que este homem a cruzar a pé um continente, mais de 25 mil quilometros, na fabulosa Coluna Prestes. por JoãoAntônioBührer às 11:26 PM 11:26 PM
Como já deu pra perceber este blogueiro é um revisteiro de marca maior, se hoje o pessoal vai pro computador antigamente a gente ia pras bancas. Hoje a janela para o mundo é a internet, pois antigamente era a banca de jornal. A POP foi uma revista brilhante, mesmo no seio de uma grande editora, mesmo assim, mesmo asfixiada pela censura, pode publicar coisas legais do mundo pop. Geralmente a cultura pop era mal compreendida e mal divulgada nos anos 70, só mesmo as publicações alternativas é que tinham liberdade para falar naquela época em sexo livre e drogas, por exemplo. A POP mesmo pisando em ovos conseguiu passar algumas mensagens libertadoras. Eu li todos os números desta saborosa publicação. E qual não foi minha surpresa quando descobri recentemente que ela tinha se baseado numa revista homonima alemã, chamada naturalmente de POP. Neste número que mostro aqui há uma nota em que se fala de um dos mais interessantes programas de rádio que eu já pude ouvir, criativo e se fosse feito hoje assim mesmo seria fantástico. Era o NOITE ALTA, apresentado por GERALDO LEITE, na antiga FM BANDEIRANTES. Uma FM que veio pra bagunçar todo o conceito de rádio FM, que vigorava. Até mais ou menos 1978, quando começou o NOITE ALTA, a FM era mais ou menos um vitrolão, que tocava as músicas e um locutor sério e sóbrio dizia o nome da música, temperatura , noticias rápidas e mais nada. Só depois é que os locutures das FMS viraram papagaios e vivem metralhando idiotices. Saiu de um extremo e foi para outro. O melhor era o meio termo do tempo do NOITE ALTA, onde a inteligencia estava no ar. Pois neste número da POP eu descobri uma nota em que falava do sucesso deste programa de rádio. Bons tempos, corria o ano de 1979... por JoãoAntônioBührer às 1:15 AM 1:15 AM
Não sei se os sres frequentadores deste blog sabem mas a revista SENHOR , como os modernistas diziam, teve 3 dentições.A primeira apareceu no Rio, em março de 1959. Uma geração brilhante de jornalistas e escritores mais artistas plásticos a fizeram.Depois de uma carreira fantástica a revista desapareceu. Mas deixou frutos, como por exemplo a própria REALIDADE, a revista do DINNERS CLUB, FLAYRPLAY, sem falar no PASQUIM. Em março de 1971 ela reaparece , só que em S.Paulo, numa nova fase. Os colaboradores não eram os mesmos, nem tinha o mesmo brilhantismo, mas teve alguma serventia. Depois sumiu novamente, para retornar nas mãos do Mino Carta, que primeira a transformou numa revista mais pra negócios e finalmente numa revista semanal, do tipo da Veja. Depois a revista fundiu-se com a ISTO É e tornou-se ISTO É SENHOR. Mais uma vez a revista foi pro cemitério dos hebdomedários. E assim foi a história da SENHOR, quem quizer que conte outra.Em tempo: esta capa que podem observar neste post é a número um, da segunda fase da Senhor, exatamente de março de 1971. por JoãoAntônioBührer às 12:53 AM 12:53 AM
Para os fãs da ficção científica aqui vai uma capinha de Ray Bradbury, para a GRD, que até hoje foi a editora brasileira que maior atenção deu ao genero.O desenho da capa é de JOE MUGNANI. Quem é este senhor eu não posso nem imaginar. Presumo que deva ser algum desenhista de origem mexicana, que expatriou-se para os EUA, e lá fizeram com ele esta capa para o livro do RB. Mas é apenas suposição.Quanto ao livro, eu ainda não o li, acabou de dar entrada em minha bibliocasa. E todo livro que transpoe a minha porta primeiramente leva meu ex libris e depois vai pro blog, de maneira que este blog está virando uma espécie de registro dos volumes que adentram o gramado do ap. 67. por JoãoAntônioBührer às 12:40 AM 12:40 AM Junho 23, 2003
Olhem só o que a crinçada tinha que aguentar no inicio dos anos 70, tendo que colecionar figurinhas pra montar este tipo de álbum. Não tenho nada contra o patriotismo, mas tudo contra se forçar a barra. A meninada tinha que fazer fila para entrar no colégio, a partir da rua. O engraçado é que se viveu isto e sempre se achou que era normal. Eles queriam nos transformar em automatos, como mais um soldado. Que coisa, pelo menos isto as novas gerações não precisam engolir. Os problemas hoje são de outra ordem. Por exemplo, acabo de ver o Jornal Nacional onde deu-se a notica que mais de 15000 pessoas se candiadatram a um cargo para gari.Espantoso? Ficarias ainda mais se soubesse que são os candidatos apenas da letra A e B? Quer dizer, mudam-se os tempos mas os problemas continuam. por JoãoAntônioBührer às 9:16 PM 9:16 PM
A revista RECREIO, da Abril, saiu nas bancas lá por 1967.Estou falando de cabeça, não fui aos arquivos, de maneira que posso estar errado. Como a TICO-TICOque tinha sido a revista da petizada dos anos 20/30/40, ela veio pra encantar a gurizada do meu tempo. Grandes escritores como RUTH ROCHA e ANA MARIA MACHADO(agora academica), ajudaram a forjar a revista, e que depois até fincaram as bases da moderna literatura infantil brasileira. Ilustradores como OTAVIO e CANINI deixaram seuns traços pelas capas e páginas da publicação. Ela veio num momento em que a indústrial cultural e de consumo solidicavam-se, de maneira que não era raro ir ao supermecado comprar sabão pra pegar de brinde a revista que vinha grudada na caixa do sabão Omo.Fora isto , foi uma grande publicação, e muito ousada.Eu não sabia que tinha tido uma versão em castelhano, da Argentina.É natural pois a Abril tinha e sempre teve um braço na Argentina. por JoãoAntônioBührer às 8:07 PM 8:07 PM Para quem gosta de datas redondas e números idem, aqui vai uma informação. Este blog está prestes a emplacar o seu 10.000 (não sei como se diz este número por extenso), visitante. Também no mes que vem fará um ano de idade. Quando fiz este troço, impelido pela querida MEG, digo empurrado por ela, não achei que chegasse no primeiro mes. Vejam só... por JoãoAntônioBührer às 11:35 AM 11:35 AM Junho 20, 2003
Vejam que capa linda do ALDEMIR MARTINS. Pois o cara alem pintor colaborou muito com ilustrações para revistas e jornais, um craque também nesta área como em outras áreas mais da ilustração. Fez capa de discos, rótulos, ilustrações para livros, enfim era um faz tudo. Esta fase é a primeira da revista VISÃO, dirigida por NAHUM SIROTSKY, que depois iria para fabulosa SENHOR. Nos anos 60 a revista VISÃO passou pélas maõs de Ziraldo, W.Novaes, Zuenir Ventura, numa fase igualmente bela para nos 80 sucumbir nas maõs do empresário , cujo nome agora me esqueci, lme lembro apenas do primeiro nome HENRY, e que tinha um hotel de luxo em S.Paulo, também tinha uma construtora..Pois a revista morreu nas maõs dele.Mas nesta época já era uma pálida lembrança. Daqui a alguns posts eu voltarei a falar de nossa imprensa, da SENHOR. Aguardem. por JoãoAntônioBührer às 1:15 AM 1:15 AM
Vejam só que maluquice. Como não vem ninguém aqui pra discutir comigo, saí aqui do meu cantinho pra ir brigar lá no blog da Anna Fortuna.Pra quem não conhece, vale a pena:WWW.ANNAFORTUNA.BLOGGER.COM.BR. E lá eu briguei com meu amigo Panis que estava com saudades do seu Forte Apache. Edson, cê sabia que sou antiguário de brinquedos , entre outras? Pois eu acabei de vendeR um destes Fortes.Lá preguei contra os brinquedos brasileiros, que por muito tempo foram muito americanizados, especialmente depois da 2a Guerra até os anos 80. A minha geração pegou isto. Mas também pegou os brinquedos improvisados, como pegar um arquinho e sair tocando pelas ruas. Ou então pegar uma roda e sair tocando com um pedaço de pau. Não era exatamente um brinquedo de massa, mas acho que todo menino, aqui ou em qualquer parte tinha a mesma idéia. Mas aí não era uma imposição cultural, o menino fazia aquilo porque queria, não era a midia que o impelia. Também não era a midia que o fazia jogar bolinhas de gude. Mas a minha geração também fazia muita bobagem, incluindo eu. Que também construía brinquedos horriveis, como a setra, que alguns chamam de atiradeira. Pra matar passarinhos. Fiz muito isto, admito e me penitencio. Pois é, até o brinquedo que não é de massa, como a setra, que foi construída pelo próprio guri, também pode ser maléfico. O fato é que há brinquedos e brinquedos . Como tudo neste mundo o brinquedo também é coisa séria. por JoãoAntônioBührer às 12:53 AM 12:53 AM
No dia doze passado, eu estava passando por TATUÍ, simpática cidade aqui perto de Campinas. Vinha de um passeio, de Itapeva, onde fui visitar parentes.Entrei na cidade e vi um cartaz que dizia que ia ter um show do MARCOS VALLE.Putx, em Tatuí mora uma irmã minha, e aí resolvi fazer uma visita a ela e ao mesmo tempo assistir ao 12 FESTIVAL MPB DE TATUÍ, que iria coroar a noite com o tal do show do Marcos. E foi o que fiz. Passei a tarde no belo teatro Procópio Ferreira para pegar ingresso e ouvi ruídos lá no palco, e o Marcos estava ensaiando, ou passando o som, como dizem. Claro que fiquei a tarde toda ouvindo o ensaio dele. Sem falar que a noite vi o show, absolutamente irrepreensível. Toda vida fui fá dele, mesmo nos anos 80/90 onde esteve esquecido, pelo menos aqui no Brasil. Me lembro que no começo dos anos 80 a critica malhou um disco dele em que fazia música para malhação, que estava na moda na época. Eu não estranhei não. O Marcos sempre fez música pop, e da melhor qualidade, mesmo quando flertou com o hit-parade ele o fez com a máxima competencia.Mesmo este troço de mallhação dos anos 80 foi legal. Na verdade o Marcos sempre esteve em dia, sempre falou do que estava acontecendo no mundo. Tocou da bossa nova ao baião, do pop ao romantico. Um craque. Agora as novas gerações descobriram o som dele,que tem um balanço estraordinário. Ou como se dizia, um suíngue. Vejam o flyer acima, ao lado do meu bilhete para o show, para verem que ele está fazendo sucesso lá fora.No intervalo antes do show eu encontrei a cantora CÉLIA, do qual sou fã ardoroso, e fui tietar. Ela ficou hiper contente com o meu assédio. Comentei com ela que sou fá da música PELO TELETIPO, que ela gravou em 1970, e até filosofamos que aquela música era pop. Aquilo representava a internet, mal comparando, pelo menos era tecnologia. E logo depois o MARCOS VALLE, quase que como uma homenagem a ela, cantou PELA INTERNET, que gravou no último cd. Para verem que o Marcos está em dia com o mundo. Seu som é universal e eterno, e continua jovem e com todo o pique. por JoãoAntônioBührer às 12:40 AM 12:40 AM Junho 14, 2003
Aqui um detalhe um pouco maior do poster do WALACE WOOD, onde poe a familia Disney sob bons lençóis. por JoãoAntônioBührer às 11:37 PM 11:37 PM
Aqui está a página seguinte da EXCLUSIVE. por JoãoAntônioBührer às 12:24 AM 12:24 AM Junho 10, 2003
Encomendaram ao FRAZZETA esta bela caricatura para ilustrar esta paródia de anúncio. A caricatura é espetacular, e eu nem sabia que o FRAZETTA era caricaturista, sabia que fazia quadrinhos de humor, tanto é que produziu muito o FERDINANDO BUSCAPÉ, como era conhecido aqui no Brasil. mas caricatura mesmo eu não sabia. O ánúncio que vêem neste post é de uma velha edição da MAD americana, de outurbro 1964. por JoãoAntônioBührer às 12:37 AM 12:37 AM
Eu lhes pergunto: querem que eu mostre a página seguinte, onde aparece explicitamente, sem a tarja, o que o Pateta está fazendo com a mulher de seu melhor amigo? Esta revista EXCLUSIVE, de curta duração, era muito estranha. Primeiro não davam crédito ao que publicavam, como é o caso deste desenho. Na verdade esta capa, por sinal muito boa, é um detalhe de um poster enorme onde WALACE WOOD coloca todos os personagens do Disney em situações pornográficas, uma ótima sátira por sinal. E a revista ampliou apenas um detalhesinho da suruba coletiva.Como este blog é um blog de família eu pergunto novamente, posso virar a capa e ir para a página 1? por JoãoAntônioBührer às 12:27 AM 12:27 AM Junho 3, 2003
WILLIAM S.BURROUGHS foi neto daquele famoso inventor da máquina de calcular, riquissimo. Por toda sua vida foi tido como maluco de plantão, foi o estereótipo que fizeram dele, e ele também assumiu. Tudo culminou com a morte da esposa, acidentalmente, numa brincadeira de Guilherme Tell, naturalmente que o Guilherme foi o Burrougs. Isto foi nos anos 50. E justamente nesta década começou sua carreira literária, afinada com o pessoal da literatura BEAT.Em 1959 conclui seu romance, notadamente biográfico, chamado THE NAKED LUNCH, aqui traduzido para ALMOÇO NU. Pois bem, lido sem os estereótipos nota-se que este livro na verdade é um verdadeiro libelo contra as drogas. Os maluquetes que viram outras coisas nesta obra estão na verdade delirando, o que faz é quase um ensaio, que alguns , mais chegados em delirios, chamariam de papo careta. Me lembro de quando este livro foi lançado no Brasil, empacotado no rótulo de literatura beat, e passaram a idéia de que era a favor das drogas. Pois vejam apenas um trecho: A droga é determinada pelo nonopólio e pela póssessão. O viciado se sustém enquanto suas pernas drogadas o carregam até o raio luminoso da droga - para reincidir. A droga é quatitativa e precisamente mensurável. Quanto mais droga você usa, menos você tem, e quanto mais você tem, mais você usa.(...)O ópio é profano e quantificável como o dinheiro. Já ouvi falar num tipo de droga benéfica na Índia, que não viciava. Chamava-se Soma, e costumava ser descrita como uma bela onda azul. Se a Soma existiu alguma vez, o traficante estava lá para engarrafá-la , monopolizá-la e vendê-la -- e ela acabouse transformando na mesma e velha droga. Na ilustração vêem uma bela capa do irreverente LIBÉRATION, fabuloso jornal frances. Convenceram ao escritor de posar com uma arma na mão, provavelmente uma alusão direta a célebre e trágica brincadeira, de Gulherme Teel, nos anos 50, que tirou a vida de sua mulher. por JoãoAntônioBührer às 4:50 AM 4:50 AM Junho 2, 2003
Esta bela capa de DIVA , de JOSÉ DE ALENCAR não foi postada aqui simplesmente, por acaso. Eu a coloquei para homenagear a minha querida MARI, que faz anos hoje, dia primeiro de junho.Uma capa incomum de livro do Zé de Alencar, como é também incomum a curitibana MARI. por JoãoAntônioBührer às 5:16 AM 5:16 AM |
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