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Rossana Fischer
  Julho 24, 2003


Da safra de novas atrizes, e já não é tão nova assim, pois já tem seus 44 anos, MARIA PADILHA é a atriz que mais me chama a atenção. Assisto a novela MULHERES APAIXONADAS só pra vê-la em cena. Neste momento o personagem dela está as voltas com um possível câncer nos seios. E para tornar mais real a cena fez um toples na novela, apalpando-se, para descobrir os nódulos. Mas eu me recordo muito bem de um outro top-less dela, na novela Água Viva. Não sei porque a comparo com a italiana MONICA VITTI, que também tem um jeito meio cínico e tristonho de interpretar. Esta minha análise pode não fazer sentido pra vocês, mas pra mim ela é a nossa Mônica Vitti. Na foto ela está no resplendor de sua beleza, com 23 anos, em 1982, foto esta retirada da extinta revista Visão.
por JoãoAntônioBührer às 11:29 PM 11:29 PM





Na minha opinião é esta a mais bonita figurinha do álbum BICHOLÃNDIA.
por JoãoAntônioBührer às 12:51 PM 12:51 PM





BICHOLÃNDIA é um belo álbum de figurinhas de 32 páginas, editado no final da década de 60, pela EDITORA VERÃO. Nesta época este escriba estava de calças curtas, em buca de envelopinhos para completar o álbum. Vivia lambuzado de cola de farinha de trigo, pois era muito mais interessante fabricar cola do que comprar a goma arábica. Sim, eu sou do tempo da goma arábica. Naquele tempo a cola Tenaz engatinhava, e no interior, onde morava, as papelarias ainda não tinham esta cola branca.O álbum como o próprio nome diz traz em seu bojo série de figurinhas com seus animais em seu ambiente. A figurinha mais cobiça era um painel onde aparece um gráfico que se compara a velocidade dos animais. O homem está quase em último lugar. Como podem observar no próximo post.
por JoãoAntônioBührer às 12:40 PM 12:40 PM





O editor CLAUDIO GIORDANO me chamou a atenção para o livro e a obra do JÚLIO RIBEIRO, que ultimamente anda meio esquecida. Falou-se muito de que o livro dele A CARNE era meio pornográfico, hoje naturalmente isto não se aplica, mas esqueceu-se das qualidades do livro. Giordano escreveu uma plaquetes para lembrar do livro A CARNE. E eu que nunca tinha lido este livro fui a procura de uma edição, pra ler com olhas mais livres e argutos. E pesquei pérolas enormes, é um bom livro , que inclusive retrata muito bem os costumens dantanho. Peguei uma edição moderna, com uma capa bem pop, dos anos 60, que não está assinada mas que presumo ser de Cláudio Seto.Com vocês um pedacinho do livro. Vocês podem achar que é um ensaio , mas não é, é um diálogo entre dois personagens do romance.


O amor é filho da necessidade tirânica, fatal, que tem todo o organismo de se reproduzir, de pagar a dívida do antepassado, segundo a fórmula bramática. A palavra amor é um eufemismo para abrandar um pouco a verdade ferina da palavra cio. Fisiologicamente , verdadeiramente, amor e cio vêm a ser uma coisa só.

por JoãoAntônioBührer às 12:24 PM 12:24 PM


Julho 21, 2003


A editora ARTENOVA publicou grandes obras na década de 70, digamos que era uma casa bem afinada com as obras iconoclastas, haja visto que publicou por exemplo LARANJA MECÃNICA, entre outros. E também trouxe para gente o fabuloso, em todos os sentidos que a palavra contenha, FÁBULAS FANTÁSTICAS, do AMBROSE BIERCE. Neste livro eles enfeixaram na verdade, não sei se totalmente um apenas uma seleção, das FÁBULAS FANTÁSTICAS e o DICIONÁRIO DO DIABO. Com vocês uma das fabulas deste livro, na tradução de JORGE ARNALDO FORTES.

O CÃO E O MÉDICO

Um cão virou-se para um médico no funeral de um seu cliente rico e perguntou: Quando espera desenterrá-lo outra vez?
Por que iria desenterrá-lo?
Quando enterro um osso, é com a intenção de descobri-lo mais tarde e roê-lo.
Os ossos que enterro, disse o médico, são os que já não posso roer.

por JoãoAntônioBührer às 11:59 AM 11:59 AM


Julho 20, 2003


Daqui há uma semana fará um ano que recebi de presente de ELZA ALÉMAN esta reprodução de HISTÓRIAS DE PAI JOÃO, da BIBLIOTECA INFANTIL D´O TICO-TICO. O livrinho foi escrito por OSWALDO ORICO e ilustrado pelo LUIZ SÁ, e é mais uma pedra preciosa que eu encontro para completar esta coleçãozinha, que julgo ser importantíssima dentro da história da literatura infantil brasileira.
por JoãoAntônioBührer às 7:21 PM 7:21 PM





Outro dia, num post aqui mesmo no Grafolalia, andei pensando comigo mesmo, já que poucos aqui aportam. Pensava eu que a imprensa underground, ou udigrudi, do Brasil, era de uma certa maneira blogueira. Imagino até que já intuía que a internet viria mais cedo ou mais tarde. Jorge Mautner um dos que militaram muito neste tipo de imprensa praticamente descreveu uma espécie de internet em seu FRAGMENTOS DE UM SABONETE, em 1975. Estes jornais era incrivelmente criativos, por exemplo o FLOR DO MAL, editado por LUIS CARLOS MACIEL , e o PRESENÇA de JOEL MACEDO. Quanto ao jornal FLOR DO MAL eu já falei por alto neste blog, mas do PRESENÇA ainda não. Ele foi editado por um jornalista e escritor que sumiu do mapa, desde a década de 70 que não ouço mais falar nele. Tenho um livrinho dele, de mais ou menos 1974, dentro da famosa geração da Poesia Marginal, e depois sumiram as referencias. Creio que Joel não está mais no jornalismo, se está eu não tenho conhecimento. Enquanto editava o mítico jornal hippie PRESENÇA, publicou um livro de impressões de viagens, era o ano de 1971. O livro chamou-se TATUAGEM : HISTÓRIAS DE UMA GERAÇÃO NA ESTRADA. Como toda literatura da época é francamente influenciado pela geração beat, até a medula, há até uma clara referencia no título do livrinho. Vejam o comecinho do primeiro capítulo:

Logo que chegou a King´s Road percebeu que a cidade estava fechando . Uma rajada de vento atingiu suas costelas e ele sentiu que já era quase tarde para tirar alguma coisa daquela viagem. Para dar um rumo qualquer a ela.
Os últimos pubs fechavam suas portas e a avenida era uma multidão de bêbados sem qualquer charme procurando táxis.
Parou numa vitrine iluminada e ficou olhando os artigos não identificados. Não sabia se eram cristais da Bulgária ou artigos de caça e pesca mas durante vários minutos (ou apenas alguns segundos) ficou hipnotizado debaixo das fortes luzes prateadas. Tentou mas não conseguiu mover suas pernas em alguma direção (...)

por JoãoAntônioBührer às 6:29 PM 6:29 PM





A minha admiração pelo desenhista LUIZ SÁ surgiu na revista O BICHO, uma genial revista em quadrinhos tupiniquim, editada pelo FORTUNA. Esta publicação dava igual destaque aos cartunistas modernos quanto aos antigos, underground ou de mercado, contanto que tivesse qualidade. Depois em 1981 escrevi uma cartinha a Funarte, que na época tinha montado uma bela esposição em homenagem aos 50 anos de criação da trinca RÉCO RECO BOLÃO E AZEITONA. Fizeram um simpático catálogo , que inclusive tiveram a gentileza de mandar pra mim. Ele já estava morto, tinha falecido em 1979, aos setenta e dois anos de idade. Aqui fica mais uma lembrança deste artista, que mês que vem será homenageado num festival de animação de Niterói, esperemos então pelas novidades acerca deste evento. Por enquanto fiquem com este belo Cartum, de uma eclipse solar parcial e completa, retirado do citado catálogo. Ingênuo? Sim, mas dizem que as coisas mais simples é que são as mais difíceis de se criar, por outro lado a simplicidade é último grau da sabedoria. Como diziam Kalil Gibran.
por JoãoAntônioBührer às 5:34 PM 5:34 PM


Julho 17, 2003

Vejam só como é o mundo da blogsfera. Uma coisa leva a outra, como a Biblioteca de Babel, de que fala Borges. Primeiro conheci, há bastante tempo, o blog do INAGAKI, muito bom mesmo. Quando achei que este seria o máximo, para meu gosto, o próprio me achou de linkar com o PURAGOIABA. Outro blog estupendo. Quando já estava me acostumando com a sutileza de um paquiderme do RUY, ele me linkou com os luzitanos do GATO FEDORENTO. Falarei sobre o blog do Ruy com mais vagar. Vou reproduzir aqui no Grafolalia um interessante post filosófico da turma, sim é um blog coletivo, pelo menos está dito lá. Notem que os luzitanos também são irreverentes, tanto quanto nós, o que me leva a acreditar que as piadas com brasileiros devem ser em maior conta de que as nossas com eles.Embora achemos o contrário.

POLÉMICA NO W.C.: Gostaria de discutir uma questão delicada. Creio que os blogs também devem servir para levantar problemas incómodos como este: quando vamos a uma casa de banho pública, forramos a argola da sanita com papel higiénico antes de nos sentarmos lá. Mas, pergunto: os micróbios atemorizam-se com a visão do papel? Quem nos garante que as bactérias não galgam o papel higiénico, rumando depois em direcção a nossos rabos e partes circunvizinhas para levarem a cabo as suas torpes actividades infecciosas? Quão eficaz é o papel na protecção contra os germes, meus amigos? Alguém imagina o seguinte diálogo entre cirurgiões:
- Bom, vamos operar este paciente. Deixe-me só esterilizar a marquesa.
- Ó dr., não vale a pena. Ponha duas folhinhas de papel higiénico.
Com certeza que não. Esta conversa é, evidentemente, fantasiosa. Eis uma conversa verdadeira entre dois médicos:
- Bom, vamos operar este palhaço. O que é que o gajo tem?
- Parece que é não sei quê no fígado. Olha lá, comias aquela delegada de propaganda médica?
Cá está. Neste diálogo profissional verídico, não há o mais pequeno vislumbre de confiança nas capacidades profilácticas do papel higiénico. Está, pois, aberto o debate. RAP
posted by Gato 2:41 PM

por JoãoAntônioBührer às 12:05 PM 12:05 PM


Julho 16, 2003


AMARCORD é o belo filme do FEDERICO FELLINI, que estreiou aqui no Brasil na década de 70. Na mesma época a Artenova também lançou o livro, cuja capa podem observar aqui neste blog. Não sei se o Federico se baseou no livro para fazer o filme ou se foi o contrário, se escreveu o livro depois do sucesso do filme. Quem saberia dizer? O livro saiu aquim em 1975, e na folha de rosto há um troço interessante. A obra é creditada a dois autores: Federico Fellini e Tonino Guerra. Uma coisa que desconhecia, pra mim era uma obra única e exclusiva da lavra dele. A capa é do NEGREIROS, caricaturista que está até hoje na ativa, provavelmente era seus inícios pois o traço dele mudou um bocado. Mas não deixa de ser uma bela capa. Reproduzo aqui um pedacinho da epigrafe, traduzida por Eduardo Brandão:

EU ME RECORDO

Eu sei, eu sei, eu sei,
Que um homem de cinqüenta anos
tem sempre as mãos limpas
e eu as lavo duas ou três vezes por dia

Mas é só quando vejo minhas mãos sujas
que eu me recordo
de quando era rapaz

por JoãoAntônioBührer às 12:33 PM 12:33 PM




Uma das funções possíveis para o blog seria preencher os espaços em branco. Não adianta mimetizar a imprensa ou mesmo os outros blogs. É o que vem pautando este blog que fala pouco de seu dono e mais dos outros, e falando dos outros acaba falando mais dele do que ele suspeitava. Bom, agora no dia 12 de julho ocorreu o centenário de nascimento de ORÍGENES LESSA, grande escritor brasileiro, importante publicitário, jornalista e pesquisador da cultura popular. No final da vida ainda enveredou-se pela literatura infanto-juvenil e produziu best-sellers como MEMÓRIAS DE UM CABO DE VASSOURA. Como a imprensa silenciou-se este blog modestamente berra a todos os pulmões alertando sobre o fato. E como uma forma de homenagem aqui está um retrato dele feito em xilogravura por CIRO, formidável artista de cordel, que Orígenes tanto estudou e curtiu..
por JoãoAntônioBührer às 12:11 PM 12:11 PM




Fui lá no fabuloso site RELEITURAS, do Arnaldo, e roubei este belo conto do ORÍGENES LESSA, publicado no livro BALBINO HOMEM DO MAR, da José Olympio, em 1960. Aqui podem observar a capa do livro. É uma homenagem ao centenário do escritor, que transcorreu dia 13 de julho 2003. E fiquei sabendo lá no Releituras que ele morreu no dia 13 de julho de 1986, portanto morreu na mesma data em que nasceu, só que 83 anos depois.O homem nas mãos
Orígenes Lessa

Sim, realmente eu matei. Era a prova de amor. a suprema prova que exigira de mim. Eu dera-lhe um carro. Não gostara. Dera-lhe um apartamento. Apenas o aceitou. Dei-lhe um iate. Não se convenceu. Já me atirara a seus pés, muitas vezes, sem êxito algum. E antes de me ajoelhar e antes do automóvel, do apartamento e do iate, já lançara mão de todos os recursos ao alcance de um apaixonado em pleno delírio. Nada a comovera. Só acreditaria, só aceitaria um grande, um infinito. um amor sobre-humano. Assim julgava eu o meu amor. Ela não se convencia. porém. E eu sofria e escrevia poemas e chorava ao luar. Era a inatingível. Ofereci-lhe a minha vida. Recusou. Jurei que me mataria em seguida, se ela cedesse. Ela sorriu. "Pede-me o impossível", dizia eu. E ela sorria. Para os grandes amores não existe o impossível. Estava. toda inteira, nessa minha proposta, a prova definitiva de inexistência do amor em meu coração. E eu continuava me multiplicando em humildade e entregas desvairadas.

Um dia, olhei para a minha vida. Estava arruinado. Nada mais tinha de meu. Se ela quisesse um automóvel novo. um iate mais recente, um apartamento maior, já não os poderia dar. Meu desespero foi, então, sem nome. Perdera a última esperança. Mas conservava ainda a capacidade de argumentar, estranho poder de raciocinar friamente. Atirei-me de novo a seus pés. Se não era o dinheiro, se não eram tributos materiais de amor o que esperava, mas a prova apenas de um grande amor, a prova ali estava, na minha miséria. Que exigia agora ? Que podia esperar ?

¿ Enriqueça de novo.

E dentro em pouco ¿ somente eu, ninguém mais, pode falar do que é capaz um grande amor ¿ estava rico outra vez. Novo automóvel ? Dela. Viagem à volta do mundo ? Teve. Jóias? Colares? Todo dia. Festas? Jantares? Boates? Uma eu construí exclusivamente para ela e seus amigos. Três semanas depois, entediada, me dizia:

¿ Pode fechar a boate.

E eu fechei.

Abri e fechei em vão. Como em vão fora tudo. Era tédio e ceticismo. Certa noite, alucinado, eu a levava de automóvel por uma estrada maravilhosa.

¿ Você quer a lua ?

Ela sorriu.

¿ Não. Mate aquele homem.

A luz clara do luar, caminhava um pobre vulto à nossa frente, cem metros além. Pisei o acelerador. Teve a duração de um relâmpago.

¿ Vamos ver se morreu, disse ela.

Voltamos.

Sim, valeu a pena. Ela foi minha. Foi minha, afinal. E a vida se iluminou. Vivi alguns dias ou anos ou séculos ¿ até hoje não sei ¿ na mais total felicidade. A natureza cantava, os pássaros cantavam, o mar cantava, as ruas cantavam, as casas cantavam, cantavam os homens anônimos nas ruas. Até que ela começou a não acreditar outra vez. E eu voltei a dobrar-me a seus pés. E a suplicar, a pedir, como um doido. Desci a todos os extremos. Ate cantei boleros. Inutilmente. Foi quando, depois de novos boleros e jóias, ela me pediu outra vida. Apressei o carro ¿ o luar era lindo ¿ e tive-a novamente em meus braços. E daí por diante esse foi o preço. A sorte me ajudava de maneira espantosa no jogo. Do produto de uma noitada ofereci-lhe um colar de um milhão. Ela olhou o colar, abandonou-o displicente no sofá.

¿ Eu quero é sangue.

Levantei-me, com a chave do automóvel na mão.

- A tiro, disse ela.

Voei para casa, apanhei o revólver, ela ao meu lado.

¿ Eu quero ver.

Viu.

Tive-a de novo.

Passou tempo, depois disso.

Confesso, agora, confesso humildemente, que o amor também passou. Não sei como. Não sei quando. Foi de repente, foi aos poucos, não sei. Acabou. Hoje eu mato, mato quando ela me pede, quase por constrangimento, por hábito talvez. Porque ela pede. Talvez para não desapontá-la. Talvez para não me desapontar. Talvez querendo iludir-me. Talvez por displicência, por preguiça mental, preguiça de reagir . Mato sem vontade, mato sem paixão, quase uma questão de rotina. Pediu, eu mato. Adquiri o hábito de obedecer. Ficou em mim, entrou no meu sangue, esse automatismo. Uma jóia ? Eu compro. Um carro ? Eu dou. Um homem ? Eu mato. Eu não tenho é meio de recusar. Não me interessa mais, não quero mais, mas faço. Faço, obedeço. Negar não sei.

O pior é que, pelo jeito. ela anda querendo que eu me apresente à polícia...

por JoãoAntônioBührer às 11:49 AM 11:49 AM


Julho 15, 2003

O Grafolalia publica mais um dos OS MIL E UM CONTOS, com este já são dez, estão faltando portanto 991.Se é que fiz a conta certa.


PETITS CONTES VOYEURS
KIJ 10/1000

Ele encostou de bunda na mesa,
os pés no chão, afastados.
Ela veio do outro lado da festa, desfilando,
o macaquinho preto bem colado nas curvas,
o ziper aberto até abaixo dos peitinhos
e descendo fechado até a bicetriz das virilhas.
As longas pernas e coxas nuíssimas sob a meia-calça,
sapatos envernizados brilhando os saltos agulha
que a deixavam mais alta e mais ondulante.
Entrou entre as pernas do amigo até sentir
a face externa das coxas no interior das coxas dele.
Beijou-o no rosto e ficou ali encaixada,
conversando qualquer bobagem.
A ereção inesperada e de mau jeito incomodava,
mas ele não ousava meter a mão no bolso
para se arrumar, e ela ali encostada!
Ela sentia com a fenda modelada pelo tecido
o calor dele, a vontade de penetração.
Mais de duzentas pessoas estavam vendo.

por JoãoAntônioBührer às 9:21 AM 9:21 AM


Julho 13, 2003

Em 1932 ÉRICO VERISSIMO publicou seu primeiro livro, que se chamou FANTOCHES. Não foi sucesso, pelo contrário, a primeira edição de 1.500 exemplares amargou num depósito, até que foi consumida num incêndio. Tinha seguro. Depois naturalmente o Érico faria muito sucesso, e seria a prata da casa, no caso a editora LIVRARIA DO GLOBO. Quarenta anos depois a mesma editora o homenageou com uma edição fac-similar deste livrinho, só que acrescida de comentários, tanto de desenhos caricaturais como piadas sobre o seu livro.Como se nota ele era um bom caricaturista. É como se Érico tivesse tirando sarro(desculpa a gíria fora de época) de si mesmo, isto é o homem maduro criticando o menino de primeiro livro. Um livro fascinante que tem duas leituras, a primeira, do livro original, com os arroubos da juventude, e a segunda com os comentários sobrepostos .O livro é composto de contos que ele juntou, coisas publicadas em revistas da época.
por JoãoAntônioBührer às 12:28 AM 12:28 AM


Julho 12, 2003


Antes da internet, pessoal, não sei se vocês sabem, mas as pessoas também se comunicavam, e o sistema era bem interessante. A gente mandava uma carta e depois recebia a resposta, o processo era demorado, as vezes poderia até demorar uns 15 dias, mas de um jeito ou de outro havia comunicação. Monteiro Lobato e Mário de Andrade disparavam cartas a toda hora, há livros e mais livros de correspondências deles por aí. E eu me comunicava com meu amigo KEY IMAGUIRE, de Curitiba, como faço até hoje, com a acréscimo agora da internet, sobre os assuntos que mais nos interessava: tudo. Geralmente sobre histórias em quadrinhos, mulher e livros. Trocamos muitas figurinhas, ele era meu olheiro em Curitiba e eu o seu aqui em Campinas. Key é um grande fazedor de livros, tudo para ele tem que virar livro. Inclusive as minhas cartas ele as encadernou, não sei porque mais fez. E também fez isto com uma relação de procurados dele, isto é, livros e revistas, que ele está à caça há anos. Uma simples relação de procurados preu achar pra ele se transformou numa separatinha lindíssima. Cada página do livreto tem uma ilustração. Eu reproduzi aqui a página da VALENTINA, do Guido Crepax. É a Valentina de ninfeta. Não sei se vocês se lembram mas é uma aventura em que dela garotinha e se envolve entre outras com uns soldadinhos de chumbo, que na verdade estão a fim de coisa séria, e não estão pra brinquedo. Nesta página tem a relação dos procurados do Key. Vejam só o que ele procura avidamente, entre outras coisas:
NONSENSE, livro de cartuns de Juarez Machado.
TRIBO, Campos de Carvalho.
DRAMA BARROCO ALEMÃO, de Walter Benjamin.
LES ENFANT S TERRIBLES, de René Clair (francês ou italiano)
HUMOR DO PRIMEIRO AO SEXTO, Sampaulo (Ed Catavento)
HISTÓRIA DA IMORALIDADE NO BRASIL , Abelardo Romero ( Conquista, 1967)


por JoãoAntônioBührer às 11:29 PM 11:29 PM


Julho 10, 2003

Com vocês mais um poema-fábula do TRILUSSA, que está injustamente esquecido. Mais uma campanha do GRAFOLALIA, vamos recuperar o TRILUSSA minha gente.

ÁTILA

Átila, o bárbaro, berrava assim:
-No lugar em que deixo rastros meus
Não brota um só pezinho de capim!
Sou o flagelo de Deus!
Mas, aos amigos: - É bom que eu insista

Dizia, no negócio do capim,
Pois é freqüente , após cada conquista.
Muito burro seguir atrás de mim.

por JoãoAntônioBührer às 7:45 PM 7:45 PM


Julho 9, 2003


O PORCO


Um velho porco disse, um dia á vaca:
-A´ minha suja vou dar fim.
Para isso, é só metter-me na casaca
E a cartola, a luneta e o borzequim

Farão o resto. Vou para a cidade,
Onde me insinuarei no alto escol,
Em meio á nata e á flor da sociedade,
Que isto aqui já não vale um caracol.

Com tal coisa mettida na cabeça,
Si bem disse, melhor o porco fez.
Ao chá dansante foi de uma condessa,
Onde bebeu,dansou, falou francez.

Mettendo-se no meio da alta roda
E com ella gosando o vinho e o amor,
Vários dias o porco andou na moda,
Parecendo um authentico senhor.

(verso extraído do livro VERSOS DE TRILUSSA, traduzido por Paulo Duarte e ilustrado por Belmonte. Eu copiei da primeira edição deste livro, cuja capa aqui vêem, portanto está com a grafia da época)

por JoãoAntônioBührer às 7:21 PM 7:21 PM




Minha doce Norazinha putazinha. Fiz o que me pediste, pequena sacana, e me esporrei duas vezes enquanto lia tua carta. Estou feliz de ver que gostas de ser fodida no cu. Sim, lembro-me agora daquela noite em que tanto tempo te fodi por trás. Foi a foda mais suja que jamais te dei, meu bem. Mantive a pica metida em ti horas a fio, entrando e saindo de teu traseiro virado para cima.. Sentia tuas nádegas gordas e suadas debaixo de meu ventre e via teu rosto em fogacho e teus olhos aloucados. Cada vez que eu metia , tua língua despudorada se punha de fora de teus lábis e se uma foda era maior e mais violenta que as outras saíam peidos gordos e úmidos espocando por tuas ancas.
Naquela noite, bem , tua bunda estava cheia de peidos, e com a foda eu os fiz sair, grandes e gordos, prolongados e cheios de vento, estalinhos rápidos e alegres e uma porção de peidinhos pequeninos e travessos que terminavam num jorro demorado por teu buraco. É maravilhoso foder uma mulher peidorrenta quando cada metida faz sair um.. Penso que reconheceria um peido de Nora em qualquer lugar. Penso que poderia distinguir o dela numa sala cheia de mulheres peidando. É um barulhinho bem de menina não como o peido molhado e cheio de vento que imagino ser o das esposas gordas(...)Espero que nunca pares de soltar peidos na minha cara para que eu fique conhecendo também o cheiro deles...

Esta cartinha de amor é de um famoso escritor para sua amada. Não conto o nome dele , só o da amada, nem a data e local da carta, pra que os nobres visitantes deste blog descubram. Este é o primeiro teste do GRAFOLALIA. Quem descobrir ganhará um livro, que receberá em casa, desde que naturalmente mande seu endereço pra mim. As cartas eróticas deste famoso escritor foram publicadas aqui no Brasil, numa edição raríssima, de apenas 500 exemplares, pela Ohno-Kempf Editores já tem uns bons anos. Quando saiu publicada lá fora causou certo rebuliço, aqui no Brasil passou em branco, pelo menos nunca tinha ouvido falar pelos jornais.

por JoãoAntônioBührer às 4:54 PM 4:54 PM


Julho 6, 2003


Eu não sabia que a Paz e terra é que editava os livros da CLARICE LINSPECTOR na década de 70, até que peguei a 5a edição de A MAÇÃ NO ESCURO, de 1978.Na contra-capa há um retrato da escritora que eu desconhecia, está creditado a CESHIATTI, desenhista que desconheço. Neste mesmo espaço a editora reproduz um trechinho de um depoimento de Alceu Amoroso Lima sobre ela e sua obra. Merece que eu reproduza aqui:

Ninguém escreve como ela. Ela não escreve como ninguém. Só seu estilo mereceria um ensaio especial. É uma clave verbal diferente, à qual o leitor custa a adaptar-se. É preciso ler muito devagar as primeiras páginas, para entrar nesse plano estilístico singular, cheio de mistério e de sugestão. Uma vez nele, cremos que o leitor sentirá o mesmo encanto sombrio que sentimos. E que coloca Clarice Linspector numa trágica solidão em nossas letras modernas.

por JoãoAntônioBührer às 8:40 PM 8:40 PM





No ano em que a revista O TICO-TICO ia completar 45 anos ela lançou a revista TIQUINHO, que era um pouco diferente da revista mãe. Se ela era indicada para a criança já alfabetizada, que já dominava a leitura, a TIQUINHO era pra criança que estava em fase de alfabetização. Tanto é que tinha inclusive cartilhas, com desenhos de letras e tudo mais. As historinhas eram simples e basicamente visuais. Esta revistinha veio à luz em janeiro de 1950, em outubro deste mesmo ano, justamente quando se publicou o número 10 a revista TICO-TICO completava seu 45 ano. Ela chegou a fazer cinqüenta anos, mas já estava em decadência .

por JoãoAntônioBührer às 7:59 PM 7:59 PM





Na última capa do livro CONTOS DA MÃE PRETA da Biblioteca Infantil Tico-Tico eles publicaram o logotipo, do simpático passarinho, e também o nome dos livros que se sucederiam: NO MUNDO DOS BICHOS, de CARLOS MANHÃES, RECO-RECO BOLÃO E AZEITONA e CHIQUINHO. Os dois últimos são como se nota os célebres personagens em quadrinhos da revista e que foram transpostos para os contos. Também tem o preço para todo o Brasil: 5$000. Alguém poderia me dizer o que isto significaria hoie em dia, será que era uma quantia muito de grande vulto?Agora eu preciso descobri quando é que este livro saiu, infelizmente não publicaram a data
por JoãoAntônioBührer às 7:51 PM 7:51 PM





Este é o primeiro volume da BIBLIOTHECA(sic) INFANTIL D´O TICO-TICO, de autoria de OSWALDO ORICO, embora na capa eles tenham se esquecido do Oswaldo. Quanto ao desenho da capa como os demais todos que ilustram os contos são de LUIZ SÁ. Quem já viu os desenhos redondos dele jamais os esquece.
por JoãoAntônioBührer às 7:38 PM 7:38 PM





RÉCO-RÉCO, BOLÃO E AZEITONA foi o volume 3, série 1, da BIBLIOTHECA INFANTIL D ´O TICO-TICO. Aqui o LUIZ SÁ é autor tanto do texto quando das ilustrações que dão vida as historinhas. Como é sabido ele criou esta trinca para os quadrinhos na revista TICO-TICO, portanto aqui ele adaptou seus personagens para os contos. Os personagens aparecem desenhados apenas nas vinhetas que acompanham os contos. É um belo livro da minha coleção, não vendo por dinheiro nenhum, nem insistam.
por JoãoAntônioBührer às 7:25 PM 7:25 PM





O genial caricaturista LUIZ SÁ , entre outras, ilustrou este livrinho da coleção BIBLIOTECA INFANTIL D ´O TICO-TICO, DE AUTORIA de LEONOR POSADA. Confesso que nada sei sobre a Leonor, sei apenas que era assídua colaboradora das publicações Pimenta de Melo, que publicava Tico-Tico, O Malho e Careta entre outras.Vou procurar algum dicionário dos escritores brasileiros para obter maiores informações sobre ela, quanto ao LUIZ SÁ, ora não é preciso, basta falar que foi criador das célebres histórias em quadrinhos do RÉCO-RÉCO , BOLÃO E AZEITONA. Neste livrinho ele fez apenas as ilustrações para QUANDO O CÉU SE ENCHE DE BALÕES. Luiz Sá foi um artista versátil, alem de quadrinhos fez desenho animado, escreveu livros, caricaturas, pinturas e ilustrações. Na revista Tico-Tico ele atuou muito como ilustrador de contos , causo e poemas dos escritores que ali trabalhavam. Agora eu reproduzo aqui um comentário que meu leitor EDMUNDO, de Niterói, que vem a calhar , sobre o fabuloso LUIZ SÁ. Edmundo me escreveu este comentário ontem, eu reproduzo aqui para vocês verem que tem exposição dele em Niterói, em breve:
João Concordo com o Key. Reproduza todas as capas.De 7 a 14 de novembro deve ter em Niteroi RJ, o AnimaNit, após o Anima Mundi. Uum dos eventos é a exposição dos desenhos de Luis Sá, que fazia para o então Ministério da Saúde, um personagem com traços bem característicos, o Bolão. êle morava em São Gonçalo, Grande Rio, e as Barcas Rio-Niteroi tinham um cartaz dizendo"perca um minuto na vida mas não a vida num minuto",. Era para o passageiro não correr e cair nágua. Só que o desenho era o Bolão falando.

Edmundo [e-mail] [homepage]

por JoãoAntônioBührer às 7:12 PM 7:12 PM


Julho 3, 2003

BIBIBLIOTECA INFANTIL D´O TICO-TICO é uma série de livros que a revistinha de mesmo nome publicou.Por toda a vida tinha a maior inveja dos bibliófilos que tinham estes livrinhos maravilhosos. Há uns vinte anos um amigo fez uma cópia em xerox do MINHA BABÁ, escrito e desenhado por J.CARLOS. Fiquei contente com esta cópia, é claro, mas eis que de repente pinta nas minhas mãos, por um misero real, o livrinho original. Que felicidade... Aos pouquinhos vou completando a coleção, por exemplo o meu amigo Key Imaguire presenteou-me como O CIRCO DOS ANIMAIS, cuja capa aqui também vêem. Acho que tenho uns doze livros desta coleção, pra mim é uma façanha.
por JoãoAntônioBührer às 11:46 PM 11:46 PM





DURVAL DISCOS cujo bilhete vêem aqui reproduzido é um senhor filme.Fui ver ontem, saí dele com boas impressões, mas todas elas diferentes de tudo que li sobre a obra. A critica especializada falou uma coisa e eu interpretei outra, não é a primeira vez que isto acontece, ultimamente os críticos estão ruins pra xuxu. Até um jornalista do Correio Popular daqui de Campinas andou falando asneiras, pelo menos na minha opinião. É a história de um filho que já quarentão ainda mora com a família, toca uma loja de discos, em vinis, e se recusa a aderir a modernidade. Só vende elepê e não tomou conhecimento ainda do cd. Na verdade é a história de duas pessoas que resistem a mudar, ela ainda quer manter o filho na barra da saia e ele a segurança de um lar, sem grandes sobressaltos. Imagino que as relações amorosas também o angustiam porque podem fugir do controle a situação. Vão levando uma vida tranqüila, até que uma criança entra na história e os tira da rotina, até aí tudo bem pois uma criança só traz alegria. Mas aí acontece uma série de coisas , a mãe enlouquece e acontece um torvelinho de maluquices não previstas pelo Durval.O filme aí envereda para o lado do Scorcese(assim que se escreve o nome daquele cineasta?), naquele fabuloso filme DEPOIS DAS HORAS. Quando o filme embica para o Depois das Horas acho que o pessoal não gosta muito, exatamente pois aí é que ele fica melhor, retrata o que acontece na vida da gente, situações em que a gente perde o controle e embarca numa montanha russa de paranóias. Na verdade todo mundo quer mesmo é a segurança do cotidiano. Fui com Lia, uma amiga, e no fim do filme ficamos sentados na poltrona para discutir o filme, e um advogado meu conhecido de vista, me reconheceu e comentou comigo por alto: que droga! Claro que ele não entendeu nada, não conseguiu sacar que a nossa vida é recheada de cotidiano e de paronóias, mas pouca gente consegue admitir que de vez em quando perdemos a compostura e partimos para a ignorância.
por JoãoAntônioBührer às 10:37 AM 10:37 AM


Julho 1, 2003

Estou ouvindo neste momento o programa de rádio O EMPOEIRADO, que ED MOTA apresenta na sua rádio UOL. Para poderem ouvir basta que entrem no site oficial dele, ou seja botem no buscador ED MOTA, simplesmente. Estando no site dele é só entrar na rádio dele. Toda segunda-feira ele poe no ar um programa novo, sendo que os anteriores permanecem no arquivo, portanto podem ser ouvidos a qualquer momento. O programa é delicioso, apresentado como se fosse um típico programa de rádio, com a vantagem de não ter anúncios e ele contar pra gente detalhes sobre os músicos e músicas que nos apresenta. Ele é um colecionador de discos, alem do fato de ser bem informado sobre a boa música dantanho. O programa é meio retrô, mas o grande mérito dele é recuperar do fundo do baú grandes discos de nossa música popular. Claro que a soul music impera, mas não fica nisso não. Estou curtindo um dos programas já passados, que é com ARTUR VEROICAI e com ANTONIO ADOLFO. Uma maravilha, uma bela trilha sonora pra gente que fica aqui rodando pela internet, enquanto viajamos na net rodamos no som que o EDMOTA nos proporciona com seu vasto arquivo.
por JoãoAntônioBührer às 7:44 PM 7:44 PM




GIBI BLOG ano II numero 13, jullho 2003.
E TUDO TERMINA EM PIZZA

Algumas frases acabam sendo incorporadas ao vocabulário das pessoas de forma tão natural , que parecem sempre terem existido. E TUDO TERMINA EM PIZZA é uma delas, parece é que exclusiva daqui do Brasil inclusive. Grande parte dos brasileiros ignoram quem foi seu criador. Ela até virou bordão de um conhecido apresentador de TV.Mas o verdadeiro criador é MILTON PIERINO PERUZZO, ou apenas MILTON PERUZZI, como ficou conhecido no rádio-jornalismo esportivo.Alem disso também foi comentarista e apresentador de tv. Revelou grandes talentos como Flavio Prado e Galvão Bueno. Num relato seu para a Jovem Pam AM, há alguns anos, ele contou como nasceu a famosa frase:
¿Em 1968 o Palmeiras havia feito uma péssima campanha no Paulistão, quase foi rebaixado.Os conselheiros queriam cabeças e prometiam uma verdadeira guerra na reunião, eu fui cobrir , que convocava todo o Conselho Deliberativo do Clube. Na época eu era setorista no Palmeiras, e o diretor da Gazeta Esportiva me deu até as 11 e 30 da noite para anunciar a manchete do jornal do dia seguinte. Após um início acalorado da reunião os ânimos dos palestrinos foram serenando, para surpresa, sendo que até os jornalistas foram convidados para ir comemorar a paz numa pizzaria próxima. Fiquei matutando sobre a manchete , olhando para o relógio, e me deu o estalo. Liguei para o jornal e mandei escrever; TUDO TERMINOU EM PIZZA.

ANTONIO CLAUDINEI FERRARI, escreveu esta matéria especialmente para o Gibi Blog. Ele também avisa que é uma homenagem dele ao Peruzzi.Também avisa que é um grande apreciador de Pizza, de Palmito ou de Aliche.

por JoãoAntônioBührer às 7:28 PM 7:28 PM