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| Outubro 31, 2003 Sexta-feira, Outubro 17, 2003 Este blog está publicando a partir de agora uma história de suspense(?), chamada MISTÉRIO NO FESTIVAL, só pra lembrar das outras experiências que já se fizeram. Está sendo escrita a muitas mãos, quantas puderem e quizerem.É só entrar neste post, no comentário., e entrar na brincadeira. Os capitulinhos serão pequeninos, de nó máximo 14 linhas, conforme o NEI LIMA definiu. MISTÉRIO NO FESTIVAL I Era chegado o grande dia: todos os cantores estavam ensaiando suas músicas e um tímido rapaz de intensos olhos verdes estava sentado a um canto escrevendo em algumas folhas de papel sobre o tampo do violão. Um sujeito de óculos escuros com um casaco preto, mostra-se impaciente, enquanto acendia um cigarro sem filtro, andando pra lá e pra cá no meio do pessoal da produção do Festival de Música que mais tarde se iniciaria. Era uma pessoa corpulenta, que se mostrava ansiosa para saber o que aquele jovem rapaz de olhos verdes estava a escrever. Fez de tudo para aproximar-se, mas não conseguia ser tão discreto com todo aquele corpanzil NEI LIMA II O rapaz do violão percebeu-o mas não se deu por achado; displicentemente dobrou as folhas e colocou no bolso. O grandalhão não se afastou, o que reforçou a idéia de alguém com as costas quentes. Do outro lado da sala, a cantora de mini-saia, sentada num banquinho, deu uma cruzada de pernas e sorriu para ele. Que agarrou a chance no ar, levantou e foi puxar papo com ela. Aí sim, o sujeito sinistro pareceu se arreliar, jogou o cigarro no chão e saiu sem olhar para trás. Ao chegar perto dela, o rapaz do violão percebeu que fora intecionalmente atraído para longe do tipo suspeito, que ela via afastar-se com grande ansiedade. KEY IMAGUIRE JR III Mas o sorriso juvenil da moça, a pele delicada e lisa que tanto se adivinhava sob a minúscula saia, o decote ousado que mal podia com os seios rebeldes, tudo aquilo fez com que ele esquecesse a prudência e se deixasse levar pelo encanto da garota. Nem percebeu quando ela trocou olhares com um rapaz que ocupava uma das cadeiras da primeira fila do auditório. Em pouco tempo iria começar o show e aquela mulher era como uma sereia ensaiando o seu canto diabólico. Ela sorriu novamente e pediu-lhe que mostrasse a letra da música que mantinha ainda entre os dedos. Ele estendeu-lhe os papéis manuscritos e amarfanhados. Um flash de câmera fotográfica estourou em seus olhos e ele nem se apercebeu quando as folhas lhes foram devolvidas - já não eram mais as mesmas. Ela trocara os papéis. E em breve, por causa disso, muita coisa iria acontecer, coisas que ele jamais ousou imaginar. HERINGER IV De repente um barulho intenso e ensurdecedor como que de um mau contato em uma das caixas de som faz com que todos levem as mãos aos ouvidos. Em seguida é anunciado que dali a apenas cinco minutos iria começar o festival de música. Nervoso, o nosso herói olha para o lado e percebe que a moça já não está mais. Como que desdenhando, pensa" Ok, mulheres bonitas existem em todos os lugares". E essa era um tanto quanto vulgar. Olha para as suas anotações e só então percebe que não eram as mesmas." Foi ela. Mas por quê? Pra quê?'' Pensa ele. Ainda estava nas coxias sem saber o que fazer, quando deu início o festival. A primeira candidata era... a tal moça! Proferiu alto um "ah, sua vaca!", que fez com que um contra-regra olhasse pra ele. Que teve que se segurar pra não invadir o palco. ANNA FORTUNA V No palco, a bela moça se preparava para iniciar sua canção, procurando algo que guardava na cintura. Era o papel! Ele quase pulou no palco para pegá-lo quando viu nos olhos da moça uma expressão de pânico. Ele não entendeu direito o que estava acontecendo com ela, que procurava insistentemente algo, olhando para os lados, para a platéia, para os músicos, quando enfim, lança um olhar aliviado para ele e corre em sua direção com um enorme sorriso: - Desculpe, acho que trocamos nossas letras, você ainda está com a minha, não está? Ele sorriu e com as mãos foi em busca do papel que pertencia a moça. Sem encontrá-lo, ele foi ficando cada vez mais constrangido e deixando a moça cada vez mais desesperada: - Ele estava por aqui, eu juro que o guardei! Dizia desesperadamente.... VICK FURACÃO VI Nisto a orquestra que vinha dando os acordes iniciais, assim tipo final de ensaio,parou! A plateia ecoou um Oh...e os atarantados personagens no palco nem se deram conta que um vulto imenso ,não discernivel plenamente, avançou e colocou a cantora nos ombros saindo em desabalada carreira palco afora. A plateia aplaudiu achando provavelmente que aquilo era uma forma nova de performance, e deixou o João, o de olhos verdes perplexo. E agora? EDMUNDO por JoãoAntônioBührer às 5:57 PM 5:57 PM Outubro 28, 2003 Aprecio o trabalho conceitual de GUTO LACAZ não é de hoje. Tive sorte de pertencer a mala direta dele, assim cada exposição que faça generosamente me manda o catálogo e o convite, e sempre lamento o fato de não poder ir. Foi assim com a exposição sobre os palindromes numéricos, que fez com as suas contas de restaurantes. E agora com PEQUENAS GRANDES AÇÕES. Desenhos e serigrafias do artista, sobre aqueles clássicos desenhos que a gente vê nas embalagens e caixas, nos ensinando a usar o tal produto.Esta é a nova exposição do Guto, que merecer ser vista e observada. O melhor que temos a fazer é ouvi-lo, pois só o feiticeiro mesmo pra falar de suas mágicas.Vamoa as explicações do GUTO, que retirei do catálogo: Há anos coleciono figuras de orientação de uso de aparelhos. Me recordo que a primeira foi a do uso do hashi ¿ talher de madeira japonês ¿ impressa na própria embalagem de papel. Nestas figuras estão sempre presentes as mãos, o objeto, ou parte dele, e uma seta indicando a direção necessária para fazer funcionar. O contraste entre o desenho orgânico e natural das mãos com o desenho técnico e geométrico dos aparelhos, acrescido do dado filosófico de que o aparelho precisa do toque para ganhar vida, como o dedo de Deus de Michelangelo na Capela Sistina, chamaram minha atenção. Outro aspecto interessante é que todas parecem ter sido feitas por uma única pessoa ou parecem não ter sido feitas por ninguém. São anônimas.Foram produzidas por um inconsciente industrial coletivo. Aqui estão 12 delas, escolhidas, ampliadas 50 vezes, retocadas à mão e digitalmente, impresso em serigrafia com até 8 cores em papel (...) Pequenas grandes ações apresenta, valoriza e poetiza o curioso mundo destas gentis figuras, que muitas vezes desapercebidas, dão graça e tornam os manuais mais suportáveis. ![]() por JoãoAntônioBührer às 10:09 PM 10:09 PM
Tá uma loucura achar revista importada no Brasil, além das importadoras escolherem os títulos que trazem pra cá, o preço delas está pela hora da morte.Todo mundo procura a edição número 400 da PHOTO, e não consegue.Eu entre eles.Também procuro a edição de setembro da ESQUIRE, que fez 70 anos. Nada mesmo. O Edmundo conseguiu algumas imagens da Photo na internet e me mandou com o recadinho curto e bem humorado, como é costume dele: Em anexo a capa da Photo 400 com a filha da NK e a capa da numero 200 com Nastassja Kinski. Dá pra notar que a cobra envelheceu bastante. Abraços por JoãoAntônioBührer às 8:24 PM 8:24 PM Outubro 27, 2003
Dia 22 de outubro saiu finalmente o número quatro da revista TUPIGRAFIA, belissima publicação paulistana voltada principalmente para a arte das letras. Revista inteligentissima, que visa falar deste os tipos mais rudimentares às inovações mais modernas da parada. Publicação que não deve falta em lugar algum. Tive a sorte de colaborar com algumas idéias pra eles e digo que a revista é impar. por JoãoAntônioBührer às 11:38 PM 11:38 PM
Depois de um ano de blogagem, finalmente aprendi a linkar. Finalmente aprendi a colocar blogues no favorito, pra não peree-los de vista. É o que vou fazer agora com o OS DIAS CINZENTOS, do NIGHTERÓI, belo blog. Pois o cara me mandou uma mail art da pesada. Curtam aqui. E não se esqueçam de frequentar o buteco, que tem a melhor cerveja da noite niteroinse. por JoãoAntônioBührer às 10:54 PM 10:54 PM
Na década de 60 o símbolo da seleção brasileira era o canarinho, isto foi até os anos 70, depois esqueceu-se disto. O canarinho da seleção de 66 foi encomendado ao Ziraldo, e daí os anúncios da época o usaram a exaustão. Olhem este anúncio da bola da cbd, lançada pela estrela na época. E a própria Estrela também lançou um brinquedo do canarinho. Quem se lembrea...o sombra há ha há... por JoãoAntônioBührer às 8:17 PM 8:17 PM Outubro 26, 2003
Minha gente, a Helô do BANANA, indicou pra gente um site maravilhoso. É o site CASA DOS BRINQUEDOS. trata-se do site oficial de uma loja que comercializa brinquedos antigos. Mas não é apenas um catálogo para vender, alem de tudo tem uma belíssima apresentação visual. Aqui no Brasil não se publicam livros sobre objetos antigos, que lá fora chão chamados de memorabilia, de maneira que quando aparece um site desses é de se ajoelhar agradecer a Deus. Tudo bem que você não tenha dinheiro para comprar estas preciosidades, tudo bem, mas vale a pena entrar no site nem que seja para olhas brinquedo por brinquedo, como se o site fosse um grande livro de memorabilia. O dono quando vende um brinquedo raro não tira a imagem do site, fica lá, ele apenas informa que foi vendido. Mas a imagem da caixa e do brinquedo ficam lá, para sempre. De uma certa forma o trabalho desta loja é maravilhoso, pois alem de vender o produto tem uma carga de informação cultural fenomenal. Percebe-se que os donos não só gostam de ganhar dinheiro com o que fazem, mas também curtem informar seus clientes.É uma viagem cultural sem limites. Quando eles fotografam um brinquedo procuram mostrar até a caixa original, quando tem. E dão as infos possíveis para cada brinquedo, como ano e fábrica, procedência e coisa e tal.Um trabalho de gente boa, que sabe do que fala e curte isto tudo. E como bem falou uma leitora do blog da Helô, brinquedo é coisa séria, como qualquer outra coisa que venha do ser humano. Como diz Fernando Pessoa, tudo que é humano não me é estranho. Peguei apenas uma das imagens, ao acaso, pra vocês curtirem. por JoãoAntônioBührer às 8:51 PM 8:51 PM GISELLE, A ESPIÃ QUE ABALOU PARIS, primeiro volume, da editora Monterrey. Tem por subtítulo MEMÓRIAS SECRETAS ILUSTRADAS SEM ABREVIAÇÕES , POR GISELLE MONTFORT. As histórias da Giselle se passam naquele ambiente da Segunda Guerra Mundial, ela era uma francesinha da resistência. Portanto suas histórias de espionagems e contra espionagens são daquele período. Esta capa não parece ser do BENICIO, lá na Monterey devem ter usado alguma ilustração americana. Eles até inventaram um nome em francês para o livro, e botaram até o nome fictício de um tradutor para nosso vernáculo. Em francês o livro teria sido chamado MON CORPS, NU POUR LA FRANCE, e o tradutor é um tal de Pierre Moufrais. Quem conhece bem os tradutores brasileiros ? Já ouviram falar neste tal de Pierre? O nome parece mesmo uma invenção da editora. Tenho a honra de ter achado este livrinho entre meus guardados, não pergungem porque justamente o primeiro livrinho da Giselle foi guardado. Vou lhes mostrar as primeiras linhas do livrinho, justamente onde ela se apresenta: Meu nome é Giselle Montfort. Meu pai era escultor e trabalhou com Auguste Rodin. Minha mãe era filha de um padeiro de Cannes e suas últimas palavras foram de preocupação e temor quanto ao meu futuro. Tudo porque uma dessas ciganas errantes, que costumavam acampar nos arrabaldes de Paris, lhe disse que havia sangue e terror em meu destino. - Sua filha é uma mulher marcada! ¿ garantiu a espanhola morena, de olhos grandes, negros. E o que mais impressionou minha mãe foi a cigana ter partido sem aceitar um franco. ![]() por JoãoAntônioBührer às 8:04 PM 8:04 PM Sexta-feira, Outubro 17, 2003 Este blog está publicando a partir de agora uma história de suspense(?), chamada MISTÉRIO NO FESTIVAL, só pra lembrar das outras experiências que já se fizeram. Está sendo escrita a muitas mãos, quantas puderem e quizerem.É só entrar no post do JOÃO CONDE, anterior a este, e entrar na brincadeira. Os capitulinhos serão pequeninos, de nó máximo 14 linhas, conforme o NEI LIMA definiu. MISTÉRIO NO FESTIVAL I Era chegado o grande dia: todos os cantores estavam ensaiando suas músicas e um tímido rapaz de intensos olhos verdes estava sentado a um canto escrevendo em algumas folhas de papel sobre o tampo do violão. Um sujeito de óculos escuros com um casaco preto, mostra-se impaciente, enquanto acendia um cigarro sem filtro, andando pra lá e pra cá no meio do pessoal da produção do Festival de Música que mais tarde se iniciaria. Era uma pessoa corpulenta, que se mostrava ansiosa para saber o que aquele jovem rapaz de olhos verdes estava a escrever. Fez de tudo para aproximar-se, mas não conseguia ser tão discreto com todo aquele corpanzil NEI LIMA II O rapaz do violão percebeu-o mas não se deu por achado; displicentemente dobrou as folhas e colocou no bolso. O grandalhão não se afastou, o que reforçou a idéia de alguém com as costas quentes. Do outro lado da sala, a cantora de mini-saia, sentada num banquinho, deu uma cruzada de pernas e sorriu para ele. Que agarrou a chance no ar, levantou e foi puxar papo com ela. Aí sim, o sujeito sinistro pareceu se arreliar, jogou o cigarro no chão e saiu sem olhar para trás. Ao chegar perto dela, o rapaz do violão percebeu que fora intecionalmente atraído para longe do tipo suspeito, que ela via afastar-se com grande ansiedade. KEY IMAGUIRE JR III Mas o sorriso juvenil da moça, a pele delicada e lisa que tanto se adivinhava sob a minúscula saia, o decote ousado que mal podia com os seios rebeldes, tudo aquilo fez com que ele esquecesse a prudência e se deixasse levar pelo encanto da garota. Nem percebeu quando ela trocou olhares com um rapaz que ocupava uma das cadeiras da primeira fila do auditório. Em pouco tempo iria começar o show e aquela mulher era como uma sereia ensaiando o seu canto diabólico. Ela sorriu novamente e pediu-lhe que mostrasse a letra da música que mantinha ainda entre os dedos. Ele estendeu-lhe os papéis manuscritos e amarfanhados. Um flash de câmera fotográfica estourou em seus olhos e ele nem se apercebeu quando as folhas lhes foram devolvidas - já não eram mais as mesmas. Ela trocara os papéis. E em breve, por causa disso, muita coisa iria acontecer, coisas que ele jamais ousou imaginar. HERINGER IV De repente um barulho intenso e ensurdecedor como que de um mau contato em uma das caixas de som faz com que todos levem as mãos aos ouvidos. Em seguida é anunciado que dali a apenas cinco minutos iria começar o festival de música. Nervoso, o nosso herói olha para o lado e percebe que a moça já não está mais. Como que desdenhando, pensa" Ok, mulheres bonitas existem em todos os lugares". E essa era um tanto quanto vulgar. Olha para as suas anotações e só então percebe que não eram as mesmas." Foi ela. Mas por quê? Pra quê?'' Pensa ele. Ainda estava nas coxias sem saber o que fazer, quando deu início o festival. A primeira candidata era... a tal moça! Proferiu alto um "ah, sua vaca!", que fez com que um contra-regra olhasse pra ele. Que teve que se segurar pra não invadir o palco. ANNA FORTUNA V No palco, a bela moça se preparava para iniciar sua canção, procurando algo que guardava na cintura. Era o papel! Ele quase pulou no palco para pegá-lo quando viu nos olhos da moça uma expressão de pânico. Ele não entendeu direito o que estava acontecendo com ela, que procurava insistentemente algo, olhando para os lados, para a platéia, para os músicos, quando enfim, lança um olhar aliviado para ele e corre em sua direção com um enorme sorriso: - Desculpe, acho que trocamos nossas letras, você ainda está com a minha, não está? Ele sorriu e com as mãos foi em busca do papel que pertencia a moça. Sem encontrá-lo, ele foi ficando cada vez mais constrangido e deixando a moça cada vez mais desesperada: - Ele estava por aqui, eu juro que o guardei! Dizia desesperadamente.... VICK FURACÃO por JoãoAntônioBührer às 6:51 PM 6:51 PM Outubro 25, 2003
Em 1967 a editora MONTEREY , expecializada em pulps , quer dizer livros de bolso, publicou esta edição especial . Na capa o BENICIO esmerou-se ao fazer o um painel onde todos os principais personagens deste livrinho posam juntos. Inclusive a BRIGETE MONFORTE, que neste volume vive a aventura INTERLÚDIO CARIOCA. Que a exemplo de MISTÉRIO NO FESTIVAL, que este blog está publicando, também é uma aventura típica dos pulps. E o cenário é justamente um festival de música, o II FESTIVAL INTERNACIONAL DA CANÇÃO DO RIO DE JANEIRO. Juro que foi coincidência mesmo, depois que começou a nossa historinha, escrita à muitas mãos, é que fui rever este belo livrinho. Por sinal são aventuras interessantíssimas. Na verdade a literatura de massas também tem seus méritos. por JoãoAntônioBührer às 11:55 PM 11:55 PM
AMADEU AMARAL, que tem por titulo MEMORIAL DE UM PASSAGEIRO DE BONDE. É uma novela, mas ao mesmo tempo é mais ou menos uma verdadeira tese de como viver ou não sem pressa, assim como também tem lances auto-biográficos, pelo menos eu senti isto. Um pedaço em que ele fala de suas teses sobre o transporte coletivo , dos tempos dele, que era o poéticoBONDE. Preciso explicar que ele fala sobre um fato que lhe ocorreu, um amigo o chama para dar carona, num automóvel, e ele prefere o bonde. Eis as explicações dele: Preferi o bonde porque não tenho pressa. E não quero ter pressa, porque estou contente, e o contentamento em mim propende naturalmente a lenteza das degustações silenciosas e chuchurreadas. Trago a alma numa pacificação pessoal e cantante, num desses estados de harmonia orgânica que crescem de dentro para fora, como uma florescência, sem saber porque, e porisso mesmo são mais doces. Para fruir esta eufórica disposição , preciso de estar só. E a melhor maneira de estar só é ainda achar-se no meio de uma quantidade grande de estranhos. Sentimo-nos, assim, não apenas insulados, mas diversos. Duplo circulo de segregação. Solidariedade enfestada ¿ E eis a única forma de solidariedade perfeita que os homens até hoje inventaram: a união de todos para deixar cada um entrincheirado em si mesmo, como uma pedra. por JoãoAntônioBührer às 11:15 PM 11:15 PM Outubro 22, 2003 Este blog está publicando a partir de agora uma história de suspense(?), chamada MISTÉRIO NO FESTIVAL, só pra lembrar das outras experiências que já se fizeram. Está sendo escrita a muitas mãos, quantas puderem e quizerem.É só entrar no post do JOÃO CONDE, anterior a este, e entrar na brincadeira. Os capitulinhos serão pequeninos, de nó máximo 14 linhas, conforme o NEI LIMA definiu. MISTÉRIO NO FESTIVAL I Era chegado o grande dia: todos os cantores estavam ensaiando suas músicas e um tímido rapaz de intensos olhos verdes estava sentado a um canto escrevendo em algumas folhas de papel sobre o tampo do violão. Um sujeito de óculos escuros com um casaco preto, mostra-se impaciente, enquanto acendia um cigarro sem filtro, andando pra lá e pra cá no meio do pessoal da produção do Festival de Música que mais tarde se iniciaria. Era uma pessoa corpulenta, que se mostrava ansiosa para saber o que aquele jovem rapaz de olhos verdes estava a escrever. Fez de tudo para aproximar-se, mas não conseguia ser tão discreto com todo aquele corpanzil NEI LIMA II O rapaz do violão percebeu-o mas não se deu por achado; displicentemente dobrou as folhas e colocou no bolso. O grandalhão não se afastou, o que reforçou a idéia de alguém com as costas quentes. Do outro lado da sala, a cantora de mini-saia, sentada num banquinho, deu uma cruzada de pernas e sorriu para ele. Que agarrou a chance no ar, levantou e foi puxar papo com ela. Aí sim, o sujeito sinistro pareceu se arreliar, jogou o cigarro no chão e saiu sem olhar para trás. Ao chegar perto dela, o rapaz do violão percebeu que fora intecionalmente atraído para longe do tipo suspeito, que ela via afastar-se com grande ansiedade. KEY IMAGUIRE JR III Mas o sorriso juvenil da moça, a pele delicada e lisa que tanto se adivinhava sob a minúscula saia, o decote ousado que mal podia com os seios rebeldes, tudo aquilo fez com que ele esquecesse a prudência e se deixasse levar pelo encanto da garota. Nem percebeu quando ela trocou olhares com um rapaz que ocupava uma das cadeiras da primeira fila do auditório. Em pouco tempo iria começar o show e aquela mulher era como uma sereia ensaiando o seu canto diabólico. Ela sorriu novamente e pediu-lhe que mostrasse a letra da música que mantinha ainda entre os dedos. Ele estendeu-lhe os papéis manuscritos e amarfanhados. Um flash de câmera fotográfica estourou em seus olhos e ele nem se apercebeu quando as folhas lhes foram devolvidas - já não eram mais as mesmas. Ela trocara os papéis. E em breve, por causa disso, muita coisa iria acontecer, coisas que ele jamais ousou imaginar. HERINGER IV De repente um barulho intenso e ensurdecedor como que de um mau contato em uma das caixas de som faz com que todos levem as mãos aos ouvidos. Em seguida é anunciado que dali a apenas cinco minutos iria começar o festival de música. Nervoso, o nosso herói olha para o lado e percebe que a moça já não está mais. Como que desdenhando, pensa"Ok, mulheres bonitas existem em todos os lugares". E essa era um tanto quanto vulgar. Olha para as suas anotações e só então percebe que não eram as mesmas."Foi ela. Mas por quê? Pra quê?" Pensa ele. Ainda estava nas coxias sem saber o que fazer, quando deu início o festival. A primeira candidata era... a tal moça! Proferiu alto um "ah, sua vaca!", que fez com que um contra-regra olhasse pra ele. Que teve que se segurar pra não invadir o palco. ANNA FORTUNA -------------------------------------------------------------------------------- por JoãoAntônioBührer às 9:15 AM 9:15 AM Outubro 21, 2003
Se deixarem este blog vive só de falar de SANTOS DUMONT, genial inventor brasileiro.Acho que nunca é demais né? Quando foi lançada a cédula de 10 mil cruzeiros eu era um rapazola, uns 11 anos de idade, vivia de calças curtas pelas ruas da minha Itapeva, que eu já não reconheço mais. Não tinha dinheiro no bolso, mas me lembro de vez por outra ter que pegar nas mãos, pra fazer compras pra mãe ou coisa do tipo. Era um tempo mágico, que não entrava dinheiro na jogada. Mas me lembro muito bem desta cédula, está no meu imaginário, grudada feito chicletes. Talvez seja esta imagem que me tenha levado ao inventor, vai saber. Esta nota foi impressa pela Thomas de La Rue & Company, em 1967. Peraí, nesta época a nossa Casa da Moeda não imprimia nosso dinheiro? Quem poderia me esclarecer isto? Ou será que a nossa Moeda não tinha capacidade e aí mandava fazer o serviço fora? por JoãoAntônioBührer às 8:36 PM 8:36 PM
Olha que genial isto aqui. A revista O CRUZEIRO tem um site na internet, quem descobriu foi o EDMUNDO, que vai linka-los no post, podem crer. E lá eu descobri que o SANTOS DUMONT apareceu num dos primeiros números. Foi a primeira capa com foto publicada pela revista. O homem é pioneiro em tudo. por JoãoAntônioBührer às 10:56 AM 10:56 AM
O jornalista DAGOMIR MARQUEZI, muito criativamente, produziu pra revista VIP EXAME, na década passada, uma série de reportagens sobre a cultura de massa. Falava de HELIO DE SOVERAL, BENICIO e BETTI PAGE. Ele foi pioneiro em estudar este assunto no Brasil, nos anos 70 publicou um belo livro onde revia fotonovelas, programas de auditórios, séries de tv e pulps. Um belo livro que infelizmente esqueci o nome, quem saiba? Neste post como ilustração vêem uma maravilhosa BETTI PAGE executada pelo BENICIO. por JoãoAntônioBührer às 10:43 AM 10:43 AM
MERCADO DE AMOR é um livrinho pulp, cuja capa está reproduzida aqui neste post. Não há nenhuma menção a nome da editora, ano, endereço, nada nada. Eu presumo que deva ser coisa dos anos 10 ou 20. A coleção chama-se COLLEÇÃO GALANTE. Ora , Galante é um eufemismo pra pornográfico. Devia ser um livrinho produzido e distribuído como os catecismos do ZÉFIRO, anos depois, nos anos 50/60. Atribuíram-no a RABELAIS, mas não creio que deva ser uma obra do famoso escritor francês, penso que deva ser um pseudônimo de algum brasileiro da época, talvez um Medeiros de Albuquerque, quem sabe? Na quarta capa eles colocam outros títulos da coleção: SCENAS DE ALCOVA, SENSAÇÕES FORTES, VICTIMAS DO PRAZER, NOITES DE VOLUPIA, HONRA EM LEILÃO, A FAVORITA DO SULTÃO, DONZELLAS DE HOJE, VIRGENS TENTADORAS, O BANHO DE FERNANDA, MERCADO DE AMOR, ENTREVISTAS AMOROSAS, CRIADA PRA TODO SERVIÇO, O PREÇO DA VIRGINDADE, SENSUAES, AMOR SATYRO e MULHERES DEVASSAS. No prelo estavam os seguintes livros: ANEDOCTAS SATYRAS(o livro das gargalhadas) e PIADAS FRESCAS( para curar tristezas). por JoãoAntônioBührer às 10:28 AM 10:28 AM Outubro 19, 2003 Muita gente pode pensar que Festival ou Mostras de Animação no Brasil começaram com o ANIMA MUNDI, mas não é bem assim. Louve-se a iniciativa do ANIMA MUNDI, que é uma mostra fantástica. Nunca pude acompanhar in loco, mas vejo o burburinho que sai pelos jornais. Simplesmente fantástico. Pois no dia 11 a 14 de junho de 1962 pintou no Brasil, no MAM, de São Paulo, aquele talvez tenha sido realmente o primeiro Festival de Animação do Brasil. Estão vendo a capa do catálogo, que foi impresso com apenas 600 exemplares. O desenho da capa, provavelmente do cartaz também , é do animador ROBERTO MILLER. Grande cineasta, que nos anos 80 produziu pra TV Cultura o programa LANTERNA MÁGICA. Hoje a mesma estação leva ao ar o ZOOM, que é um pouco mais abrangente que o LANTERNA MÁGICA, mas que segue os passos dele. O festival foi produzido pelo Centro Experimental de Cinema da Escola de Artes Plásticas de Ribeirão Preto. Os organizadores foram R, LUCCHETTI, ROBERTO MILLER , entre outros realizadores de animação da época. Houveram palestras, exibição de desenhos animados, enfim tudo que um festival legitimo tem hoje em dia ![]() por JoãoAntônioBührer às 11:28 PM 11:28 PM
Ao contrário dos atuais cds, os antigos elepês não cabem aqui no scanner. Daí a minha opção de reproduzir detalhes dele.Desculpem-me portanto. Sei poucos dados biograficosdo ótimo JOSÉ FELICIANO. Uma das especialidades dele nos anos 60 e começo da década de 70 era regravar sucessos do rock, mas com versões muito pessoais, as vezes mesmo superando as gravações originais. No caso do LIGHT MY FIRE, do Doors, na minha opinião a dele se iguala a do próprio conjunto, e olha que esta é maravilhosa hem. Neste disco faz uma versão ótima de FIREWORKS SUITE, de Handel, que por sinal batiza o discoe naturalmente abre o bolachão. O ecletismo é interessante né, é uma versão bem espanholada. O restante do disco é todo dedicado a música pop, com músicas dos Beatles e Rolling Stones, entre outros, mas a mairoria das músicas são dos Bealtes. A segunda música é DESTINY, de . Depois SATISFACTION, o sucesso dos Stones. Passa para NORWEGIAN WOOD, do repertório dos Beatles e em seguinda SHE GAME IN THROUGH THE BATHROOM WINDOW. Temos então PEGAO, que eu não conhecia, e é um tema instrumental dele mesmo. Depois ONCE THERE WAS A LOVE , outra música dele e BLACKBIRD, também gravada pelos Beatles. Mais SUSIE-Q e finalizando mais dois sucessos dos Beatles, que é YESTERDAY e LET IT BE. Não é fácil fazer regravações de sucessos do momento, que é o que ele era mestre em fazer, corre-se o risco de fazer coisas formidáveis ou então medíocres. Até porque a gente vai necessariamente comparar com o original. O Emilio Santiago, grande cantor, fez muita besteira. Optou por seguir este caminho e sua carreria nem sempre foi boa, quando gravou por exemplo MULHER, daquele seriado da Globo, gravou com maestria. Agora o Feliciano com seu canto consegue superar este problema. Não posso esquecer de dizer do econômico e interessante músico que ele é, seu violão é muito saboroso de se ouvir.Alguém que por ventura saiba de dados ou fatos curiosos sobre ele se apresente, e acrescente nos posts , pois apesar de ser fã dele pouca coisa sei sobre esta figura da música pop. Este disco que de que agora falei foi aqui no Brasil pela RCA Vicor, em 1970. Pena que blog não tenha som pra vocês irem escutando junto comigo enquanto lêem este post. por JoãoAntônioBührer às 7:55 PM 7:55 PM Outubro 17, 2003 Este blog está publicando a partir de agora uma história de suspense(?), chamada MISTÉRIO NO FESTIVAL, só pra lembrar das outras experiências que já se fizeram. Está sendo escrita a muitas mãos, quantas puderem e quizerem.É só entrar no post do JOÃO CONDE, anterior a este, e entrar na brincadeira. Os capitulinhos serão pequeninos, de nó máximo 14 linhas, conforme o NEI LIMA definiu. MISTÉRIO NO FESTIVAL I Era chegado o grande dia: todos os cantores estavam ensaiando suas músicas e um tímido rapaz de intensos olhos verdes estava sentado a um canto escrevendo em algumas folhas de papel sobre o tampo do violão. Um sujeito de óculos escuros com um casaco preto, mostra-se impaciente, enquanto acendia um cigarro sem filtro, andando pra lá e pra cá no meio do pessoal da produção do Festival de Música que mais tarde se iniciaria. Era uma pessoa corpulenta, que se mostrava ansiosa para saber o que aquele jovem rapaz de olhos verdes estava a escrever. Fez de tudo para aproximar-se, mas não conseguia ser tão discreto com todo aquele corpanzil NEI LIMA II O rapaz do violão percebeu-o mas não se deu por achado; displicentemente dobrou as folhas e colocou no bolso. O grandalhão não se afastou, o que reforçou a idéia de alguém com as costas quentes. Do outro lado da sala, a cantora de mini-saia, sentada num banquinho, deu uma cruzada de pernas e sorriu para ele. Que agarrou a chance no ar, levantou e foi puxar papo com ela. Aí sim, o sujeito sinistro pareceu se arreliar, jogou o cigarro no chão e saiu sem olhar para trás. Ao chegar perto dela, o rapaz do violão percebeu que fora intecionalmente atraído para longe do tipo suspeito, que ela via afastar-se com grande ansiedade. KEY IMAGUIRE JR III Mas o sorriso juvenil da moça, a pele delicada e lisa que tanto se adivinhava sob a minúscula saia, o decote ousado que mal podia com os seios rebeldes, tudo aquilo fez com que ele esquecesse a prudência e se deixasse levar pelo encanto da garota. Nem percebeu quando ela trocou olhares com um rapaz que ocupava uma das cadeiras da primeira fila do auditório. Em pouco tempo iria começar o show e aquela mulher era como uma sereia ensaiando o seu canto diabólico. Ela sorriu novamente e pediu-lhe que mostrasse a letra da música que mantinha ainda entre os dedos. Ele estendeu-lhe os papéis manuscritos e amarfanhados. Um flash de câmera fotográfica estourou em seus olhos e ele nem se apercebeu quando as folhas lhes foram devolvidas - já não eram mais as mesmas. Ela trocara os papéis. E em breve, por causa disso, muita coisa iria acontecer, coisas que ele jamais ousou imaginar. HERINGER IV De repente um barulho intenso e ensurdecedor como que de um mau contato em uma das caixas de som faz com que todos levem as mãos aos ouvidos. Em seguida é anunciado que dali a apenas cinco minutos iria começar o festival de música. Nervoso, o nosso herói olha para o lado e percebe que a moça já não está mais. Como que desdenhando, pensa" Ok, mulheres bonitas existem em todos os lugares". E essa era um tanto quanto vulgar. Olha para as suas anotações e só então percebe que não eram as mesmas." Foi ela. Mas por quê? Pra quê?'' Pensa ele. Ainda estava nas coxias sem saber o que fazer, quando deu início o festival. A primeira candidata era... a tal moça! Proferiu alto um "ah, sua vaca!", que fez com que um contra-regra olhasse pra ele. Que teve que se segurar pra não invadir o palco. ANNA FORTUNA por JoãoAntônioBührer às 6:22 PM 6:22 PM
JOÃO CONDÉ é o fantástico faxineiro da literatura brasileira, só que ao invés de jogar no lixo os originais e sobras ia arquivando tudo. Limpava tudo pra dentro do apartamento dele. Junto com os irmãos fundou jornais de literatura, como o aquele longevo LETRAS E ARTES. Também trabalhou no suplemento LETRAS E ARTES do jornal A MANHÃ. E depois fez fama na revista O CRUZEIRO, com OS ARQUIVOS IMPLACÁVEIS DE JOÃO CONDÉ. E numa destas ele resolveu publicar em forma de folhetim O MISTÉRIO DOS MMM, com os escritores amigos seus, ou seja a nata da nata. Vejam na capa que aqui publico os nomes deles. Chamou o VIRIATO CORREIA e pediu a ele uma novela policial, ele publicou o primeiro capitulo e passou pra outro continuar, que foi a Dinah. E assim por diante. Não foi a primeira experiência , antes, no suplemento já citado, de A MANHÃ, ele já havia feito uma experiência parecida. Com outros escritores e alguns desta nova também. O folhetim chamou-se O HOMEM DAS TRES CICATRIZES. Antes de tudo EÇA DE QUEIRÓZ e RAMALHO URTIGÃO também tinham feito uma experiências parecida, que foi O MISTÉRIO DA ESTRADA DO CINTRA. E eu fiquei pensando aqui comigo, não poderíamos fazer isto aqui, num dos posts? Alguém inventava uma historinha e outros iam continuando. Mas teria que ser nos posts. Assim cada post seria uma espécie de capítulo deste folhetim. Que tal a idéia? Quem se habilita a começar. Eu proponho uma história sobre os bastidores de um festival de música, dos anos 60. Só isso. Alguém começa e vamos em frente. Uma obra aberta e em conjunto com os leitores do Grafo. por JoãoAntônioBührer às 12:12 AM 12:12 AM Outubro 16, 2003
Gosto muito de JORGE AMADO, embora não seja meu escritor preferido. Dizem que se repete, mas não realmente não há nada de novo sobre a face da terra, como já dizia Salomão, e o Sherloque Holmes vive a repetir. O país era melhor quando o escritor mais popular era JORGE AMADO, ou então ÉRICO VERÍSSIMO. Não tenho nada contra o Paulo Coelho, mas decidamente prefiro os dois anteriores. Pois os livros do Jorge são muito bem cuidados graficamente, belas capas e ilustrações idem. Pedia capa pro Di Cavalcanti, Aldemir Martins e o mestre Carybé. Possa com gente deste nível. Este livro tem uma curiosa capa no miolo do livro, que seria uma falsa capa. Alguém sabe como é que se chama uma falsa capa? Não é a mesma capa que se repete , é outra capa. Vou explicar melhor, a capa deste livro é de Clóvis Graciano, e no frontespicio há esta falsa capa do ALDEMIR MARTINS ( que vêem aqui reproduzida) , e a seguir as outras ilustrações do Aldemir . Resumindo tudo, no frontespicio o Aldemir transou esta bela capa. E tenho dito. por JoãoAntônioBührer às 11:31 PM 11:31 PM
O jornal GAZETA DO CAMBUÍ, daqui de Campinas, no último domingo, publicou este desenho aqui. Infelizmente não creditaram o autor, nem há assinatura, portanto não sei quem é o cara. O fato é que é uma bela pin-up. Um pouco na cola da Jessica Rabbit, né. Mas que é bom isto é. Tem muita graça, e muito humor também. por JoãoAntônioBührer às 11:17 PM 11:17 PM
Enquanto batuco este intimorato teclado ouço o disco lp do V FESTIVAL DA MÚSICA POPULAR BRASILEIRA, realizado pela TV Record em 1969. Meu toca disco está acoplado ao mesmo som de meu computador, de maneira que tudo está aqui ao meu lado. O lp roda aqui ao lado. Foi gravado ao vivo, e nele há 11 concorrentes. A saber : BOLA PRA FRENTE, com Tom Zé ; VOU TROCAR DE NAMORADA, com Os Três Morais ; HEY MISTER, com Ary Toledo; DE VERA , com OS NOVOS BAHIANOS; MONJÕLO, com Maria Odete; FALTA UMA RES, com Silvio Aleixo; TOCHA , com Expedito; ALÕ, HELô, COM Edgar e os Tais ; BOLA BRANCA, com Claudia ; JEITINHO DELA, com Tom ZÉ e CASA AZUL, com Roberto Faro. Ver discos de festivais é sempre uma surpresa, primeiro porque poucas músicas sobreviveram, não porque fossem ruins, mas porque a mídia radiofônicas é assim mesmo, elegem um sucesso e tocam ele noite dia. Neste disco há Tom Zé acompanhado por uma chata orquestra, quando todos sabem que ele gosta é mesmo de tudo, desde uma orquestra até um chumbrega órgão da jovem-guarda. Há também o Ary Toledo cantando raivozamente, afinal é uma música de protesto, xingando o Mister(hoje seria o Busch né). O estribilho em que ele canta com mais raiva é este: ¿ Ei Mister, quer comprar banana, quer cair no chão!¿ . E há outra referencia a nossa bananóloga Helô, justamente na canção moderníssima, num arranjo idem, que é ALÕ, HELÕ!, com um conjunto chamado EDGAR E OS TAIS. Quem se lembra deles? Agora um pedacinho da ótima letra : Alô Helô! / Há muito tempo que estou para lhe confessar, que não dá pe nenhum minuto sem você/ Mas você não quer não quer, mas você não vem não vem /Eu vou à pé ou vou de Trem / Mas eu juro Heloisa que eu hei de encontrar (...) A música é uma bossa nova meio dissonante, o autor é NONATO BUZAR, lembram? Nos anos 70 faria muitas trilhas de novelas pra Globo, inclusive a VERÃO VERMELHO por JoãoAntônioBührer às 11:04 PM 11:04 PM Outubro 13, 2003
Na edição de maio de 1983, a revista MAD, da fase da extinta VECCHI, publicou uma saborosa paródia do Alamanaque do Biotônico Fontoura, lá eles deram o nome de ALMANAQUE DO BIÕNICO EM SALMOURA. O titulo hoje pode parecer estranho mas é uma clara referencia aos nossos governantes, que na época eram todos biônicos, isto é não eram votados pelo povo. Muito bem transada esta paródia, tão boas quanto as paródias da NATIONAL LAMPOON. Para verem que a MAD já foi muito melhor. O folhetinho vinha encartado dentro da revista, como fosse um almanaquinho mesmo.Só que falso. por JoãoAntônioBührer às 1:21 PM 1:21 PM
MONTEIRO LOBATO criou, para o Biotônico Fontoura, o folhetinho JECA TATUZINHO em 1924. Foi uma criação conjunta com seu genro JURANDIR CAMPOS, que produziu os desenhos, bem influenciado pelas histórias em quadrinhos. Eles ainda trabalharam juntos no livro O GARIMPEIRO DO VALE DAS GARÇAS, uma narrativa em quadrinhos que muito se assemelha as famosas HQs. . Pois o nosso colega de buteco KEY IMAGUIRE tem este livro, e o pior é que não abre pra ninguém, já tentei pedir um xerox pra ele e ele nem deu bola. Na verdade é uma raridade bibliográfica , e até eu temo que na máquina de xerocar ele se estrague. O estilo é o mesmo deste almanaquinho do JECA TATUZINHO. Este almanaque do Jeca Tatu circulou com os desenhos atualizados, até meados da década de 70. Quem quizer saber mais sobre almanaques deve ir ao blog do nosso amigo EDSON PANIS KASEKER, que tem um belo blog com o nome justamente de ALMANAQUE. por JoãoAntônioBührer às 1:18 PM 1:18 PM
No final da semana passada passei mal de saúde, inclusive tive até que ir ao hospital tomar soro, por conta de uma virose que me causou uma diarréia fenomenal. Eu que já não tenho um estomago lá bom... E fui me refugiar na casa da minha irmã, que mora na mesma cidade de FRANCISCO MARINS: Botucatu. Claro que fui a casa dele tentar uma entrevista, e consegui, fiquei boas horas em companhia dele, até gravei num cassete o papo. Fiquei sabendo coisas fantásticas. O Marins embalou minha infância com as aventuras de Antonio e Perova, no SÍTIO DE TAQUARA-PÓCA. Mas não falarei disto aqui, este post é apenas pra mostrar uma curiosidade, que é a edição húngara de um dos livros dele. Não sei dar maiores detalhes sobre o livro porque não entendo húngaro, nem sei dizer qual é o ilustrador e o capista, muito menos o tradutor. Pelo que pude entender ele foi traduzido do inglês, pois há um copirraite de 1962, de uma edição londrina, que se chamou THE MISTERY OF THE GOLD MINES. Muito mais curioso é o fato do livro arrolar as outras obras do autor, só que em português. E o tradutor mantém o nome dos personagens em português, Perova é Perova e Goiás é Goiás. Quem seria o tradutor, faço uma suposição: Paulo Rónai? Talvez, pelo fato de na conversa com Francisco ele se referir a ele como alguém de suas relações. Bom, a capa segue o padrão das capas da Melhoramentos, enquanto que as ilustrações do miolo também procuram se aproximar dos magistrais desenhos de OSWALDO STORNI. O que fica disso é que não sei afinal o desenhista húngaro da capa e do miolo. Este post é uma curiosidade para os Francisco Marinsaniacos, entre eles eu e o Key, e quem mais interessar possa. por JoãoAntônioBührer às 11:45 AM 11:45 AM
No final da semana passada passei mal de saúde, inclusive tive até que ir ao hospital tomar soro, por conta de uma virose que me causou uma diarréia fenomenal. Eu que já não tenho um estomago lá bom... E fui me refugiar na casa da minha irmã, que mora na mesma cidade de FRANCISCO MARINS: Botucatu. Claro que fui a casa dele tentar uma entrevista, e consegui, fiquei boas horas em companhia dele, até gravei num cassete o papo. Fiquei sabendo coisas fantásticas. O Marins embalou minha infância com as aventuras de Antonio e Perova, no SÍTIO DE TAQUARA-PÓCA. Mas não falarei disto aqui, este post é apenas pra mostrar uma curiosidade, que é a edição húngara de um dos livros dele. Não sei dar maiores detalhes sobre o livro porque não entendo húngaro, nem sei dizer qual é o ilustrador e o capista, muito menos o tradutor. Pelo que pude entender ele foi traduzido do inglês, pois há um copirraite de 1962, de uma edição londrina, que se chamou THE MISTERY OF THE GOLD MINES. Muito mais curioso é o fato do livro arrolar as outras obras do autor, só que em português. E o tradutor mantém o nome dos personagens em português, Perova é Perova e Goiás é Goiás. Quem seria o tradutor, faço uma suposição: Paulo Rónai? Talvez, pelo fato de na conversa com Francisco ele se referir a ele como alguém de suas relações. Bom, a capa segue o padrão das capas da Melhoramentos, enquanto que as ilustrações do miolo também procuram se aproximar dos magistrais desenhos de OSWALDO STORNI. O que fica disso é que não sei afinal o desenhista húngaro da capa e do miolo. Este post é uma curiosidade para os Francisco Marinsmaniacos, entre eles eu e o Key, e quem mais interessar possa. por JoãoAntônioBührer às 11:32 AM 11:32 AM Outubro 12, 2003 Esta foto da NATASHA KINSK quem me enviou de presente foi o EDMUNDO, não sei bem de onde ele tirou, deve ter buscado em alguma mina da internet que só ele sabe o caminho.É uma foto dos anos 70, do tempo em que era a ninfeta preferida da gente, e se envolvia em muitas polemicas. Fez até um filme pelada, quando ainda era ninfeta, creio que deve ser mesmo o TESS. Belíssimo filme, que eu eternizei em minha casa através das revistas masculinas, que publicaram vários ensaios com as cenas deste filme.Mais notadamente a revista Ele & Ela do qual era leitor inveterado. Ninfeta até hoje é um assunto polemico, principalmente para tratar aqui em blog, mas vamos lá. Não podemos fugir ao assunto, se a galera do Grafo puxou o assunto eu não posso fugir. Confesso que também admiro as ninfetas, como as mulheres maduras também devem olhar para os meninos pré-adolescentes, eu acho. Bom, ainda hoje o assunto é polemico. Mas eu me lembrei das leituras que andei fazendo do Casanova. E ele vai pra cama com ninfetas de todas as idades, sem nenhum pudor, inclusive com o consentimento da mãe das meninas, a troco de algum dinheiro. Mas a narrativa do Casanova deixa a entender que elas gostaram da brincadeira que lhes deu lucro. Estou lendo os dez volumes da MEMÓRIAS DE CASANOVA, tenho oito volumes, pelo que parece eles passam dos dez. É uma edição da José Olympio e a história que lhes falo está no segundo volume, numa tradução de Caio Jardim. O nome completo do livro é MEMÓRIAS DE G.CASANAVA DE SEINGALT. O livro naturalmente foi escrito por ele mesmo. Este volume abrange o perido de 1744/1750, que chamou de AVENTURAS DE AMOR E DE VIAGEM. No primeiro capítulo deste volume está a aventura de que falei, em que ele se deita com as ninfetas Cecília e Marina (diuas irmãs)e depois com Belino. Belino seria um belo rapaz castrado, que depois no final iremos saber que não era homem e sim uma bela moça. Casanova desde o começo apostou que era menina e no final acabou chegando aos finalmente. Neste mesmo capitulo ele ainda se envolve com uma escrava grega. Estou falando tudo isto por causa da N. KINSK , e também para dizer que o livro do Casanova é uma maravilha. Não sei se a tradução é pudica, se existe outra melhor, o que sei é que estou adorando mais este belo trabalho da José Olympio, que veio à luz em 1957, com prefácio de Agripino Grieco. ![]() por JoãoAntônioBührer às 10:59 PM 10:59 PM Outubro 9, 2003 O livro AO SOL DE CAPACABANA de THÉO-FILHO , publicado pela EDITORA GETULIO COSTA, não sei bem quando, é muito interessante. A começar por esta capa, que é um cartão sobre capa, com esta pin-up de maiô de duas peças. O romance situa-se naturalmente em Copacabana, como fora o anterior PRAIA DE IPANEMA. Este último foi reeditado há 3 anos, pela DANTES, tendo até boas resenhas na imprensa. Me lembro do artigo deRuy Castro , pro Estadão, por sinal muito bom. O pior é que fui no google procurar informações sobre Théo e nada obtive, fora estas duas ou três resenhas de três anos atrás, não há nada sobre o escritor. Fico com meu amigo key, realmente esta tal de internet não é de nada, julgava que houvesse pelo menos uma biografiazinha, mas nada nada. O livro sobre Ipanema até que foi falado, já os outros da lavra dele sumiram, ninguém viu. Hoje achei num sebo esta que parece ser a primeira edição, vejam a capa aqui reproduzida. Julgo ser a primeira porque não há nenhuma indicação por parte da editora, a não ser no final do livro, quando Théo poe fim no livro e escreve:Ipanema, 1948. Alguém datou o livro assinando o nome do comprador e a data de 1954. Portanto este livro que eu peguei deve ter sido lançado entre 1948 e 1954. Pois eu vou mostrar um pedacinho deste romance, que se passa nas ruas de Copacabana, em homenagem a alguns amigos meus que moram neste bairo do Rio, como por exemplo a Meg. Pairava sobre Copacabana a sonolência do meio da tarde quando o casal, descendo do bonde na praça Malvino Reis, embicou para a praia, pela rua Barroso, ao encontro da pensão à venda. É bonito, não resta a dúvida! dizia D. Brites. Mas a vida anda bem longe! Como tudo está calmo e parado! É a hora do sol...Isto é lindo. Todo mundo quer vir morar aqui...E muita gente vem a Copacabana passar as férias, descansar, apenas tomar banhos de mar... Não pode haver negócio melhor... ![]() por JoãoAntônioBührer às 9:11 PM 9:11 PM Outubro 8, 2003
Com vocês a capa da Tarsila do Amaral, para o livro do Oswald, falado no post anterior. por JoãoAntônioBührer às 9:36 PM 9:36 PM
Em 1964, quando faziam dez anos da morte de OSWALD DE ANDRADE, o querido ANTONIO CANDIDO organizou a reedição de MEMÓRIAS SENTIMETAIS DE JOÃO MIRAMAR. Dá pra acreditar este livrou demorou 40 anos para alcançar a sua segunda edição? Pois foi o que aconteceu.A primeira saiu em 1924, pela editora Livraria Editora Independência Ltda, com capa de TARSILA DO AMARAL. Na sua segunda edição a grafia do livro foi atualizada, tanto é que o nome era MEMORIAS SENTIMENTAES DE JOÃO MIRAMAR. O engraçado é que ao fazer a capa da segunda edição FLAVIO DE CARVALHO suprime Memórias Sentimentais de, conforme vocês podem observar, e coloca apenas JOÃO MIRAMAR. Gostaria de saber se ele fez por conta própria ou seguiu alguma instrução, além-tumulo (risos), do Oswald. Dei uma olhada no belo prefácio de Haroldo de Campos e não há referencias a este detalhe. Ou será que seguiu as instruções dos editores desta segunda edição? Não sei dizer, o que posso dizer é que a segunda edição ficou a cargo da Difusão Européia do Livro. E um fragmento do fragmentado romance de Oswald: 9- Bolacha Maria Passava os dias na sala violeta de Monsieur Violet. Ele nunca abria a janela da rua mas eram quatro horas por causa de uma escola da vizinhança que os meninos passavam conversando e jogando tostão e bolinha. Lá dentro uma máquina de costura saía a gare. Amanhecia na saleta abandonada pelo mestre. Era Madô de meias baixas saias curtas e pela mão vacilante nos palmitos o último rebento dos Violet. Ficava sorrindo pesquisando meus livros desenhos mapas do secreto Mundo. A família parenta chegou de noite da Fazenda Nova-Lombardia com a governante implicante e o sistema Kneipp nos pés das primas jambos . Criados e criadas negrinhas e uma manteiga diferente. por JoãoAntônioBührer às 9:18 PM 9:18 PM ![]() por JoãoAntônioBührer às 10:23 AM 10:23 AM
Eu e NEI LIMA( grande cartunista), somos fãs do artista gráfico JUAREZ MACHADO. Por toda a vida ficamos correndo atrás dos tabalhos que fez nesta área. Podemos cometer loucuras para conseguir uma simples capa de livro produzida pelo artista, que hoje nem atua mais no ramo, é pintor em Paris. Mas procuramos ávidamente por coisas que tenha produzido nesta área. Podemos atravessar a cidade pra comprar dezenas de lenços, só pra ficar com a caixinha que foi magistralmente executada pelo Juarez. Estou explicando isto pra vocês entenderem esta historinha que o mágico NEI LIMA fez pra ilustrar nossa loucura. Nós entramos numa loja acabamos com o estoque de lenços e saímos felizes da vida. Ninguém entendeu nada, mas nós sim. Curtam no próximo post a história em quadrinhos que o Nei fez sobre nós. uma maravilhosa HQ, que homenageia o artista no traço e nas ambientações. Trabalho de um grande artista para outro grande artista, que é o JUAREZ MACHADO. por JoãoAntônioBührer às 10:20 AM 10:20 AM Outubro 3, 2003
Por um bom periodo fui um apaixonado pela música dito instrumental, mais precisamente o jazz, e pra ser mais preciso ainda o jazz brasileiro. Aqui no Brasil se chamava apenas de MÚSICA INSTRUMENTAL era este o rótulo.Os dois pilares eram HERMETO PASCHOAL e EGBERTO GISMONTI. Seus discos apesar de não venderem saíam por grandes selos, já os outros não, tinham que editar seus próprios discos. Estou falando da década de 70, e aí surgiu o movimento da MÚSICA INDEPENDENTE. Neste balaio muitos músicos entraram, e existiam até cooperativas que distribuíam os discos, e tudo começou com o disco ARTEZANAL do Antonio Adolfo. Bom, nos anos 60 a bossa nova tinha gerado muitos grupos de música instrumental,que gravavam pelos selos da época, como Elenco e Forma. Mas este movimento se perdeu e nos anos 70 o jeito era se gravar discos independentes, coisa que hoje virou norma. Grandes artistas hoje tem até tem suas gravadoras, a última é Maria Bethânia, que acabou de lançar novo disco , sob seu próprio selo. Quando comecei a curtir música instrumental a onda eram os discos ditos alternativos, e preu poder ouvir os discos instrumentais do passado tinha que ir às antigas estações de rádio. Foi o que fiz, inventei de fazer um programa de rádio na ZYJ 8 só pra ouvir e pesquisar os discos, muitos anos depois é que iria conseguir em sebos tais raridades..É que nos anos 80 não se relançava nada, e haviam discos que jamais tinham sido lançados no Brasil, vejam só. É o caso de IDENTYTY, de AIRTO MOREIRA. Já o STONE FLOWER, do TOM JOBIM, tinha sido lançado na época, 1970, mas depois ao que saiba jamé. Fui dar com este disco só em 1985, quando me mudei aqui pra Campinas, nos bem fornidos sebos daqui da terra das andorinhas. E o disco é belíssimo, um dos maiores de todos os tempos. Um disco que emparelha com aquele do QUARTETO NOVO, de 1968. Ambos são discos que balizaram toda a música instrumental pós-bossa nova que se produziu no país. Na capa o Tom posa fumando, numa atitude politicamente incorreta pros dias atuais, e que vocês vêem num detalhe da capa. Disco arranjado por Eumir Deodato, e gravado em junho de 1970. Lá nos States, lá eles põem até a data de gravação do disco , são precisos. Disco que tem músicos do calibre de Joe Farrell, Hubert Laws, Urbie Green, João Palma e Airto Moreira. Como podem ver, foram músicos que fizeram o free-jazz junto com Mile Davis. É um disco portanto bem free, mas com os dedos mágicos do Tom, deixo bem claaro:.Disco brasileiríssimo seu Tinhorão.Algumas músicas : TEREZA MEU AMOR, CHOVENDO NA ROSEIRA, GAROTO, AQUARELA DO BRASIL, QUEBRA-PEDRA(STONE FLOWER), OLHA MARIA, ANDORINHA, ENTRE A CRUZ E A CALDEIRINHA, e SABIÁ. por JoãoAntônioBührer às 9:14 PM 9:14 PM Outubro 2, 2003
Esta série do BIRA, grande cartunista de Campinas, é uma maravilha.Inspirado nas páginas que o XALBERTO produzia nos anos 70, ele fez as suas XALBERTIANAS. Aqui ele foi buscar a insipiração no Litle Nemo, do começo do século XX. por JoãoAntônioBührer às 11:07 AM 11:07 AM Outubro 1, 2003
TESTES DO GRAFOLALIA.Vamos ver quem descobre a autoria deste cartum.O premio é um livro. por JoãoAntônioBührer às 10:59 PM 10:59 PM
PROMETHEU LIBERTADO(ESBOÇO DO POEMA) foi escrito por GUERRA JUNQUEIRO provavelmente em 1923, há oitenta anos, poucos dias antes de sua morte.É o que se conclui do prefácio desta edição de 1926, que ficou a cargo de Luis de Magalhães. A lenda do PROMETEU ACORRENTADO é muito bonita. Prometeu era um dos titãs que se revoltou contra os deuses do Olimpo. Os titãs simbolizam as forças da natureza em luta, sempre dominados pelos espírito da ordem e da estabilidade do universo.Zeus teria privado os homens do fogo, assim o bom titã tratou de roubar dele e dá-lo novamente aos homens.Furioso então Zeus faz com que Prometeu seja acorrentado e tenha seu fígado(sempre renascente), roído por um urubu. A lenda é maravilhosa pois Prometeu simboliza a revolta do espírito contra o destino, em busca da liberdade. A Prometeu deve-se enfim toda a civilização . E o nosso GUERRA JUNQUEIRO então fez este belo poema. Vou reproduzir um pedacinho do primeiro canto, na grafia da época: Pegae n´uma ampulheta enormissima; enchei-a De séculos sem fim; séculos são areia, O tempo é o areial. Depois, para medir o infinito profundo, Deus com a própria mão lança-lhe dentro um mundo, Sonda descommunal. Durante a eternidade infinita, que amedronta, Cahirão da ampulheta os séculos sem conta Nos abysmos fataes, Que esse mundo a tombar como um grande aerólito Nunca, nunca achará o fundo do infinito, Jamais, jamais, jamais! O infinito, o infinito, o insondável arcano! Um sonho realidade, uma visão cruel... O Tempo sobre o Espaço...o abysmo sobre o oceano... Mas oceano sem praia e abysmo sem cairel!.... por JoãoAntônioBührer às 11:31 AM 11:31 AM |
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