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Janeiro 31, 2004
O DOSSIÉ DRUMMOND é no fundo no fundo uma grande reportagem de GENETON MORAES NETO, excelente repórter . O que não faz um bom jornalista né. Pega um tema que já foi explorado à exaustão, que sobre ele já se disse tudo, pelo menos o que poderia ter sido dito, e revela novos ângulos sobre a personalidade e a obra do Drummond. O faro detetivesco do repórter leva Geneton a ir atrás de uma fita cassete, de uma entrevista do Drummond dada a Zuenir Ventura. E transcreve a entrevista na integra, pois evidentemente a entrevista foi editada e o que foi publicado é uma pequena parte, por diversas razões. Portanto o livro do Geneton traz depomentos inéditos dele.Genenton vai ao arquivo da namorada-amante de Drummond e também transcreve as fitas em que Drummond gravava com Lygia Fernandes, onde conversavam sobre nada e tudo. Há inclusive entrevistas dela com Drummond, ela transveste-se em jornalista e faz ping-pong com Drummond. Geneton vai atrás de personalidades que conviveram com Drummond, e através destes depoimentos tentar e faz uma biografia do personagem CDA. Cada um conta um caso diferente, Ziraldo por exemplo fala de seu relacionamento com o poeta. No fundo Geneton neste livro faz um livro biográfico, mas sempre com o enfoque jornalístico e sensível, de extraordinário repórter que é. O livro passou em brancas nuvens, ninguém comentou direito quando saiu. É isto que me move , ao fazer blog, é de uma forma ou de outra trazer à luz estas maravilhas que passam despercebidas, como nuvens fugidias. Com vocês um pedaço de uma das entrevistas em que Ligya Fernandes tem com Drummond.Eles tinham o hábito de gravar conversas, como se fossem diáRIOS, em fita cassete, e depois que ele morreu ela confiou ao jornalista estes cassetes. Vejam um pedacinho de um diálogo entre os amantes. Lygia Fernandes- Acontece que as outras poesias eu não sei. Dessa daí eu consegui guardar a letra, consegui guardar a música.Outro dia eu estava falando a respeito de cinqüentenário, setentenário e tudo o mais.Eu queria aqui lembrar que , quando você ainda não tinha nem feito cinqüenta anos, você me fez uma quadrinha que guardei e sei de cor até hoje. O poema foi feito em março de 52. Você não tinha feito seu cinqüentenário. O poema é o seguinte: ¿Se a musa não se alimenta/ o velho bardo se inquieta/ ela mal pesa cinqüenta/ que tanto pesam ao poeta¿. Carlos Drummond de Andrade- Tenho a impressão que você seguiu o meu conselho: quanto você está pesando agora, se não for indiscrição? LF ¿ Ah, meu Deus, agora estou pesando cinqüenta e sete quilos. Isso é a maior tristeza da minha vida. CDA ¿ Cinqüenta e sete quilos não é nada criatura! Ainda está dentro do gabarito de uma jovem aprazível, que interessa à vista e ao tato., se você me permite.Então, enquanto você não completar setenta quilos, acho que não há razão de alarme. Se completar, eu prometo continuar a fazer esses poeminhas de circunstância. Poeminhas muito vagabundos, , digamos assim, , mas de certa maneira, constituem uma espécie de comentário lírico da nossa vida que eu gosto tanto de fazer.Você sabe que eu já fiz no mínimo uns quinhentos a seiscentos poemas... ![]() por JoãoAntônioBührer às 10:25 PM 10:25 PM Janeiro 29, 2004
PATRICIA GALVÃO , ou PAGU, como era conhecida , era mestra em escrever sob pseudônimos. PARQUE INDUSTRIAL um romance proletário, como o chamaram, foi feito com o nome de MARA LOBO. Ela escreveu muito sob pseudônimo, inclusive na célebre revista DETECTIVE, da Cruzeiro, exatamente com histórias policiais, bem na linha pulp. Qualquer dia este blog vai publicar uma destas historinhas. Voltando ao PARQUE INDUSTRIAL, escrito no calor da luta , comunista, é muito interessante. Sobre vários aspectos, primeiro pela abordagem sociológica, também pelo retrato da recém industrializada São Paulo dos anos 30. Mas o que me chamou a atenção foi a linguagem coloquial e pulp que ela utilizou, portanto não estranhei nada que ela tivesse se aventurado pela literatura policial.Começou a escrever em 1932 e o terminou em 1933, quando lançou numa edição muito pequena, quase artesanal. Tanto é que seu filho, jornalista Geraldo Galvão Ferraz, que apresentou a segunda edição fac-similada desta primeira, considera que a segunda edição é quase uma primeira edição. Curtam a linguagem saborosa de PAGU, num pedacinho esta edição que foi feita em 1981, quase trinta anos depois de lançado o romance. As vezes o livro pode parece um panfleto, socialista, mas também se percebe que a autora quis fazer uma crônica da era industrial que se iniciava na cidade de São Paulo. Eu estou registrando aqui a capa da edição artesanal, de 1933, numa tipografia muito criativa e nos moldes dos livros modernistas de então. A ambulância tilinta baixo numa curva da Rua Frei Caneca. Pára deante do portão enferrujado da Maternidade. Uma padiola muito branca, um braço muito moreno, acenando na polidez do lençol. Mais uma para o pavilhão das indigentes. No vasto quarto, uma porção de camas eguais. Muitos seios a mostra. De todas as cores. Cheios, chupados. Uma porção de cabecinhas peladas, redondas, numeradas. - Deixe o meu filho aqui. Vocês me trocam ele! Não percebe que a distrinção se faz nas próprias casas de parir. As creancinhas da classe que paga ficam perto das mães. As indigentes preparam os filhos para separaçãofutura que o trabalho exige. As creanças burguezes se amparam desde cedo, ligadas pelo cordão umbelical econômico. por JoãoAntônioBührer às 6:39 PM 6:39 PM Janeiro 28, 2004
Nunca fui muito bairrista, mas de qualquer maneira sempre gostei de minha cidade, Itapeva Sp. Quando me mudei pra Campinas, já lá se vão 20 anos, custei a acostumar . Hoje penso muito diferente, acho que , como na música do Gil, o melhor lugar do mundo é aqui e agora. O engraçado é que parece que sempre vivi aqui em Campinas, percebo que a cada dia que passa meu amor pela cidade aumenta. Mas poderia ser com Piracicaba, Curitiba ou Itaporanga, tenho certeza que se lá vivesse aprenderia a gostar da cidade. Resumindo, Itapeva é apenas uma imagem na parede, mas como dói. Vez por outra acho coisas interessantíssimas pregadas em livros ou cadernos antigos, como esta etiqueta desta loja AO GATO PRETO, daqui de Campinas. E também achei num antigo livro de Itapeva o carimbinho que fazia as vezes de ex libris da biblioteca da escola Acácio Piedade, onde aprendi as primeiras letras.O etiquetinha que achei colada num livro, da década de dez, indica que naturalmente a obra tinha sido comprada nesta espécie de papelaria e livraria. ![]() por JoãoAntônioBührer às 5:44 PM 5:44 PM Janeiro 27, 2004
Acaba de sair em edição fac-similar IRACEMA, de José de Alencar. O projeto é da Oficina do Livro Rubens Borba de Moraes, Imprensa Oficial e Oboé. Obra importante de nosso romantismo, possivelmente não tenha tido uma reprodução desta primeira edição. A no que vem o livro fará cem anos, assim já se antecipa um pouco as comemorações. A reprodução foi feita a partir de livro pertencente a biblioteca de José Mindlin, e é raro, assim com esta edição mais gente poderá ter acesso a esta edição inicial de IRACEMA; que tinha um sub-titulo chamado LENDA DO CEÁRA. Alem de uma apresentação de Machado de Assis o livro ainda tem o capricho de trazer uma introdução de Sânzio de Azevedo e um texto de Virgilio Maia. Toda esta parte tem ilustrações fabulosas de Côca Torquato. Sem falar no fac-simile propriamente dito, naquela bela tipografia dantano. Podem observar aqui a capa da edição moderna tendo no centro a capinha original do livro, ltambém vem uma das páginas aqui reproduzidas. Justamente a que dá inicio ao romance.Como há poucos exemplares desta primeira edição, por aí, esta edição vai poder atender a mais pessoas já que poderão ter acesso a esta obra. Este que voz fala já teve o privilégio de chegar perto desta primeira edição de IRACEMA. ![]() por JoãoAntônioBührer às 6:36 PM 6:36 PM Janeiro 26, 2004
Não entendo patavinas de moda, mas meu senso estétido diz que as criações do estilista DENER eram fabulosas, ainda vai chegar o tempo que a moda brasileira vai voltar a falar dele. Alta-Costura elegante e ao mesmo tempo moderna, foi o que ele conseguiu fazer no antiquado Brasil dos anos 60. Mas eu babo mesmo é com os anúncios, daquelas mini-saias maravilhosas que ele criava, pra vestir a sua Maria Éster Splendore(assim mesmo que se escreve o nome dela?). Não posso afirmar, mas creio que estas pernonas deste belo anúncio são dela. por JoãoAntônioBührer às 10:58 AM 10:58 AM Janeiro 24, 2004
HENRIQUE MAGALHÃES é um desenhista e editor de João Pessoa Paraíba, onde produz revistas e livros de grande qualidade.Também é professor de jornalismo, numa das universidades, que agora me foge o nome. O conheço há uns vinte e dois anos, quando publicava a revistinha de quadrinhos MARIA, bem no estilo das revistas da década de 70, politizada e libertária. Era uma personagem contestadora, filiada ao estilo do Henfil, por sinal ela também tinha uma certa semelhança com a revista O FRADIM. Atira da MARIA, pelo Henrique tem portanto quase 25 anos.Desde 1979 ele vem editando revistas e livros, agora com a sua MARCA DA FANTASIA, selo pelo qual publicou o ensaio HISTÓRIA EM QUADRINHOS: ESSA DESCONHECIDA ARTE POPULAR. O opúsculo, muito bem editado, de autoria do francês THIERRY GROENSTEEN, traduzido pelo próprio Henrique, acaba de sair dos prelos da editora Marca da Fantasia. Henrique alem de criar quadrinhos é um competente editor de revistas e livros que refletem sobre o gênero. Também um publicou um belo livro chamado AS HISTÓRIAS EM QUADRINHOS NA PARAÍBA, alem de outro livro-ensaio sobre FANZINES. Fanzine é um parente impresso do blog, hoje me parece, em baixa, mas muito atuante nos anos 70/80.Para entrar em contato com Henrique, bom anotem aí o endereço: mdefantasia@ig.com.br por JoãoAntônioBührer às 7:21 PM 7:21 PM Janeiro 23, 2004
JULIO CORTÁZAR escreveu um belo livro chamado HISTORIA DE CRONOPIOS Y DE FAMAS, lançado originalmente em 1962, em Buenos Aires. Um belo livro de contos, muito anos depois um cronista aqui de Campinas achou de me colocar numa crônica dele, e me comparou a um cronópio. Claro que era bondade dele, não sou tão assim, creio que sou meio fama também, como qualquer ser humano. Para quem não sabe no livro Cortazar fala que há dois tipos de seres neste planeta, aqueles que planejam cada passo, portanto são meticulosos; e os outros que vivem entorpecidos, não ligam a mínima para as coisas mais praticas da vida, resumindo: sonhadores. Acho que no fundo Cortazar queria dizer que nós somos as duas coisas ao mesmo tempo. Neste livro há outros contos fantásticos, que inclusive passam despercebidos devido a força dos contos que se referem aos Cronopios e Famas. Um deles é o EL DIARIO A DIARIO. Neste conto ele do jornal depois de lido virar papel de embrulho de peixe. Eu nunca concordei com isto, por isso eu acho que a genialidade do escritor é um fato, claro que o jornal de ontem continua sendo jornal.Em suma o jornal depois de lido, só para mim deixa de ser jornal para virar uma sopa de letras, mas para outro que o pegue continua sendo jornal. Estão vendo aqui a capa da nona edição do livro do Cortazar, lançada na Argentina, em 1974. Acho que dá para ler tranqüilamente, mas se tiver alguém aí que possa traduzir nos comentes eu fico grato até lo final dos tiempos. Um senor toma el tranvia después de comprar el diário y ponérselo bajo el brazo. Media hora más tarde desciende com el mismo diario bajo el mesmo brazo. Pero ya no es el mesmo diario, ahora es un montón de hojas impresas que el senor abandona en um banco de plaza. Apenas queda solo em el banco, el montón de hojas impresas se convierte otra vez en un diario, bsta que una anciana lo encuentra, lo lee, y lo deja convertido en um montón de hojas impresas. Luego se lo lheva a su casa y en el camino lo usa para empaquetar medio kilo de acelgas, que es para lo que sirven los diarios después de estas excitantes metamorfosis. por JoãoAntônioBührer às 10:48 PM 10:48 PM
Este blog não tem mesmo jeito, ou retarda muito ou chega adiantado.Ele tem uma dificuldade enorme de cobrir o que acontece hoje.Por exemplo, depois de muito tempo passado da morte da EROS VOLÚSIA é que resolvi falar nela. Muito disso se deve a dificuldade de achar as coisas aqui em casa, nunca acho algo que esteja procurando.De maneira que a pauta deste buteco vai sendo feita pelo acaso, a medida que vou descobrindo coisas que são de meu agrado é que falo nelas. Muitas não acharei nunca mais, se perderão aqui no Triangulo das Bermudas de casa. Curtam a capa da COLETÃNEA , ano V, número 58, julho de 1956. Esta revista era uma cópia da Seleções, e tinha como redator chefe AFRÃÑIO COUTINHO, era publicada pela empresa Vida Doméstica. por JoãoAntônioBührer às 4:07 PM 4:07 PM Janeiro 22, 2004
3 MESES NO SÉCULO 81 é um clássico livro de ficção científica brasileiro, escrito por um destes pilares , que é JERONYMO MONTEIRO. Não sei exatamente quando foi que saiu a primeira edição, penso que foi em 1946. Esta edição que estou mostraando-lhes é de 1947, perigas de ser a primeira, o problema é que a Globo nem sempre dizia a que edição o livro pertencia.Eu destaquei este livro neste blog por causa do livro propriamente dito e também pelas ilustrações fabulosas de JOÃO MOTTINI, desenhista gaúcho, que inclusive trabalhou com histórias em quadrinhos, e que foi grande ilustrador lá no Rio Grande do Sul. O trabalho de Mottini parece-se com as gravuras do genial GOELDI, fonte que provavelmente de ter ido beber . ![]() por JoãoAntônioBührer às 9:48 AM 9:48 AM Janeiro 21, 2004
Disto que vocês vão ver neste post eu só arranjei uma folha, do início do livro, e uma ilustração que antecede este começo.Achei-as na rua. E as considerei muito curiosas. Observem a bela gravura, que deram o nome de DRAMAS DO CASAMENTO, justamente o nome do livro, que não sei se é romance ou um estudo sobre o assunto.Vou mostrar-lhes algumas linhas da primeira parte, que se chama CAÇA AOS MILHÕES. E mais não sei dizer. Fica aqui a curiosidade , tanto minha, como de vocês eu presumo. Há uns desenove ou vinte anoos, os jornaes parisienses não haviam inaugurado ainda o systema dos annuncios, imitado das folhas inglezas e americanas, systema de que actualmente abusam por vezes, de um modo extraordinário. Por meio d´esses annuncios dá-se uma publicidade immensa às mais íntimas correspondências, a avizos verdadeiramente singulares, aos mais extravagantes pedidos, e a offerecimentos escabrosos, que mal poderiam fazer-se frente a frente e de viva voz . Todavia, em 1858, appareceram na quarta página da PATRIE, do CONSTITUTIONNEL, e do SIÉCLE, às seguintes linhas, que durante um mez inteiro eram reproduzidas pelo menos duas vezes cada semana.... por JoãoAntônioBührer às 10:41 PM 10:41 PM
Antes do gibi do PERERÊ, o personagem SACI-PERERÊ apareceu nas páginas da revista O CRUZEIRO, no final da década de 50, com uma seção fixa para ele.Naquela época o ZIRALDO ainda não havia criado a Mata do Fundão nem tampouco os personagens que iriam contracenar com o Saci: Galileu, Tininin, Pedro Viera ou o compadre Tonico. De modo que as aventuras do pretinho de gorro vermelho estavam restritas ao universo do cartum, isto é não vivia aventuras, apenas piadas .Nem sempre havia uma boa tirada, nem o desenho do Ziraldo estava já definido. Como ele mesmo disse, seu desenho só iria explodir em qualidade depois de 64, não por acaso não é, é que sua geração tinha um bom combate pela frente. O próprio Pererê, quando passou a ser publicado em gibi próprio, melhorou muito e viveu aventuras primorosas com a Turma da Mata do Fundão. Contudo, este cartum tem lá sua graça e seu valor histórico assegurado. Foi publicado na revista O Cruzeiro, na edição que circulou dia 23/07/1960. por JoãoAntônioBührer às 4:52 PM 4:52 PM Janeiro 20, 2004
AUGUSTO MONTERROSO é velho conhecido dos blogs, principalmente do SUBROSA, da MEG, que tem uma paixão toda especial por toda obra literária minimalista.Tomei a liberdade de roubar da Meg o Monterroso, pra mostrar pra este buteco a obra do cara. Acho que não preciso dizer nada pois todas as infos necessárias estão na capa do livro, o que posso dizer é que suas fábulas são fascinantes. Um autor que tem um espaço todo especial na minha estante, pequena, onde cabem autores como Millôr (seu tradutor), James Thurber, Swift e poucos outros. Em um país distante existiu faz muitos anos uma Ovelha Negra. Foi fuzilada. Um século depois, o rebanho arrependido lhe levantou uma estátua eqüestre que ficou muito bem no parque. Assim, sucessivamente, cada vez mais que apareciam ovelhas negras eram rapidamente passadas pelas armas para que as futuras gerações de ovelhas comuns e vulgares pudessem se exercitar também na escultura. por JoãoAntônioBührer às 12:45 AM 12:45 AM Janeiro 18, 2004 A minha querida MEG, do blog SUBROSA, cô-irmão deste b´´olido, entrou nos comentários para completar o que esta pobre aqui não conseguiu fazer na integra.E eu naturalmente tenho que retransmitir aqui.~Grácias Meg! João, uma felicidade imensa vir ler este post, bem como o do Paulo Mendes Campos. Queria dizer que já fui vizinha do Antônio Adolfo, que é professor no próprio estúdoi que tem no Leblon... E mais um motivo de felicidade para ele e para nós: a filha dele, a... não vou dizer o nome, pois voce sabe muito bem, e poderá fazer um post especialmente para ela:-) É cantora de rica formação, seus discos são maravilhosos , vc conhece não é? -=-=-=- Bem, mas voltando a Tibério Gaspar; Ele lancçou há cerca de um ano e meio, o CD "Tibério canta Gaspar" e, acredite se quiser:-) ele gravou um rap...com o título "A história da BR-3". Ele aproveita para explicar porque ficou tanto tempo em silêncio e explica extamente essa história de reprtessão, a patrulha etc.. que vc fala em seu ótimo post. Vc tem o disco? Pela sua pergunta, acho que não, então vale a resposta: tem 11 músicas inéditas, entre elas: entre elas "Grana", "Fábula", "Gema carioca" e "Grumari" - e regravou "Sá Marina", "Juliana" e "Teletema", com batidas e levadas muito gostosas e mais modernas Tem um loop de bateria em "Sá Marina", que ficou mais pop . Enfim, eles continuam bem, numa boa, ..bem BR 3 beijomeg pra vc , querido. Meg por JoãoAntônioBührer às 3:24 PM 3:24 PM Janeiro 17, 2004
Acompanhei muito de perto a carreira de ANTÕNIO ADOLFO e TIBÉRIO GASPAR. Na época dos festivais, e de pois a carreira do Antônio, já na música instrumental, através de seus discos independentes, que lançou no final dos anos 70. Penso que tenho um bom gosto, pois sempre insisti na idéia de que eram grandes artistas. E não me enganei. Agora se está fazendo um revival desta fase de nossa mpb, um pouco na esteira da música black, que muito influenciou nossa mpb naquela ocasião. A dupla fez grandes sucessos, como SÁ MARINA, JULIANA e BR3. Esta última inclusive trouxe muitos dissabores, tanto aos autores como ao TONY TORNADO, que a interpretou no festival. Fui reler as revistas da época, e me deparei com a versão que o general JAIME RIBEIRO DA GRAÇA, fez para esta música. Escreveu ele no livro TÓXICOS, naturalmente enxergou na canção alusões às drogas. O que naturalmente não tinha nada a ver, a música tinha mais uma mensagem política que de apoio as drogas. Bom , eu publico aqui a versão dos autores e a maluca interpretação do general para a música. BR 3 (Antônio Adolfo e Tibério Gaspar) Há um foguete/ rasgando o céu, cruzando o espaço/ E um Jesus Cristo feito em aço/ crucificado outra vez/ E gente corre na BR 3/ e a gente morre na BR 3 / Há um sonho/ viagem multicolorida/ As vezes ponto de partida/ e às vezes porto de um talvez/ E a gente corre na BR 3/ e a gente morre na BR 3/ Há um crime / no longo asfalto dessa estrada/ uma notícia fabricada/ Pro novo herói da cada mês.BR 3 Na versão do general Jaime Ribeiro da Graça. Há uma seringa/ vinda do céu, cruzando o braço/ E uma agulha, feita de aço/ espeta outra vez/ E a gente corre na BR 3/ e a gente morre na BR 3/ Há um sonho/ viagem multicolorida/ do LSD, ponto de partida/ às vezes fim da vida/ E a gente corre na BR 3/ Há um crime/ na longa viagem dessa estrada/ E a noticia espalhada/ cria novo viciado cada mês.Quem se lembra do livro e das teorias do general? Mas hoje todo mundo relembra a dupla de artistas. Por sinal, onde anda TIBÉRIO GASPAR? Creio que abandonou a carreira artística, quem sabe do paradeiro dele? Do Adolfo a gente tem noticias pois gravou e continua gravando discos instrumentais da pesada. ![]() por JoãoAntônioBührer às 5:37 PM 5:37 PM
Cada livro do Ziraldo é uma surpresa, mesmo aqueles antigos, que a gente encontra toda hora pelas livrarias. O MENINO MAIS BONITO DO MUNDO é um dos casos, tem ilustrações a óleo de SAMI MATTAR, vide ilustração neste post, mais desenhos da garota APOENA.E evidentemente a historinha belíssima criada pelo Ziraldo. Quanto se pensa que acabou a gente encontra na última capa um texto do PEDRO NAVA pra arrematar. Assim não há coração que agüente. Vejam um pedaço do que Nava escreveu sobre as crianças: A Natureza cria cada coisa tão bonita. Das flores, a rosa. Das frutas, a laranja. Dos bichinhos, a joaninha. E o menino, então? Será que tem coisa mais bacana?Ele é pequenino e muita mais genial que gente grande. Em seis meses aprende a falar qualquer língua. Língua de menino chinês, de menino pretinho, de índio e até de brasileiro. Aprende logo a nadar. E de repente inventa os brinquedos todos de correr, de rodar, dar cangapé, de descobrir o mundo. E sabe tudo que vê. Só que vê mais bonito e mais colorido que gente grande. E aumenta o jeito e a cor de tudo. Cada coisa que ele enxerga é diferente do que o grande vê... ![]() por JoãoAntônioBührer às 12:17 AM 12:17 AM Janeiro 13, 2004
Comprei um gravador de cd e instalei no meu computador, depois de muito penar finalmente consegui aprender a passar o lp para o mp3 e depois transferir para cd. Não é tarefa para gente normal. Mas estou começando a gostar da brincadeira.Acontece que existem raridades em vinil que precisam voltar a circular, pois jamais serão lançados em cd. Acabei de gravar em cd para minha querida amiga MEG o primeiro lp da CÉLIA, obra prima absoluta, que tem justamente o nome dela CÉLIA. Saiu pela Continental em 1970. Esta gravadora não existe mais no mercado, resta a esperança que outra compre seu acervo e relance o disco. Estou passando pra cd agora o lp ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU, do maestro WALTEL BRANCO, de 1970, pela Fermata. O disco continha músicas incidentais das novelas ASSIM NA TERRA COMO NO CÉU e IRMÃOS CORAGEM. Vejam só como era sofisticada a indústria fonográfica daquele tempo, música incidental nem é a música principal da novela, não são exatamente os temas , e mesmo assim mereceu um lp inteiro. E os temas são geniais, gravados com uma orquestra e com qualidade sonora invejável até pros padrões de hoje.Os discos de novelas guardam verdadeiras pérolas. Outro dia mesmo peguei o disco da novela CARINHOSO, quase todo gravado na parte nacional pelo trompete fabuloso de MARCIO MONTARROYOS. Acho que sou um noveleiro sim, vai ver que é pelas músicas que eu assistia às novelas. Hoje eu tenho certeza. ![]() por JoãoAntônioBührer às 12:33 AM 12:33 AM Janeiro 11, 2004 Há um ano atrás dei uma entrevista a um jornalista, sobre blogues e cultura, e ele me veio com a idéia de que o que MICHEL DE MONTAIGNE fazia era blogar , isto há quase quinhentos anos.Fiquei com esta dica dele na cabeça e fui reler novamente o ENSAIOS dele, e vi que era isto mesmo. Quem entra nos blogues pelai e se depara com assuntos dos mais diferenciados, com gente discorrendo sobre coisas que a gente nem imaginava, leva a crer que se vivesse nos dias de hoje ele estaria escrevendo seus ensaios num blog, ou seja estaria plugado na internet. Ele falou sobre os assuntos mais incríveis, como por exemplo sobre POLEGAR. A tradução é de Sergio Milliet, retirei da coleção Os Pensadores, da Abril. Conta Tácito que entre certos reis bárbaros os mais sagrados compromissos se assumem juntando as mãos direitas e entrelaçando os polegares. Quando, pela pressão, o sangue alcança a extremidade dos dedos, espetam-nos e chupam-nos reciprocamente. Dizem os médicos que os polegares são os dedos essenciais das mãos e que a palavra de que derivam significa em latim "forte, poderoso". Em grego o sentido do vocábulo porque são designados é o de "outra mão". E parece que por vezes os latinos o empregaram no sentido de mão inteira: "para erguer-se não precisa de doces palavras nem ser incitada pelo polegar". Em Roma, os polegares voltados para cima era sinal de aprovação: "teus partidários te aplaudem levantando os polegares". Ao contrário, o polegar voltado para baixo era sinal desfavor: "quando o povo baixa o polegar é preciso, para lhe agradar, que o gladiador seja morto". Os romanos excluíam do exército quem ferisse o polegar, considerando que não teria força bastante para empunhar armas. Augusto confiscou os bens de um cavaleiro romano que decepara o polegar de seus filhos na primeira infância, a fim de isentá-los do serviço militar. Antes dele, o Senado, por ocasião das guerras sociais, condenara Caio Vatieno à prisão perpétua e à confiscação dos bens, por haver voluntariamente cortado o polegar da mão esquerda com o objetivo de se esquivar à guerra. Alguém, cujo nome esqueço, tendo ganho uma vitória naval, mandou decepar o polegarde todos os prisioneiros pra tirar-lhes a possibilidade de lutarem e manejarem o remo. Os atenienses fizeram o mesmo com os habitantes de Egina, para despojá-los da superioridade nas artes marítimas. Na Lacedemônia os professores puniam os alunos mordendo-lhes o polegar. por JoãoAntônioBührer às 9:00 PM 9:00 PM
O blogueiro MONTAIGNE, aos 47 anos, em 1580, publicou os seus célebres ensaios, que acabaram ficando com este nome mesmo; ENSAIOS. Eu fui buscar lá o que disse tão nobre escritor sobre o tema POESIA. Ando ultimamente a procura de definições ou opiniões, peguei já Paulo Mendes Campos citando Portinari e agora o genial escritor MONTAIGNE. Geralmente curto tudo que ele escreve, mas confesso que neste caso acho que não conseguiu me agradar muito não.A tradução é de Sergio Milliet, e peguei de um livro da Martins Fontes, que por sinal traz uma bela gravura , que peguei para ornar este post, e não dá o crédito. Quem será o autor deste desenho incrível? Quase uma caricatura. ...Coisa maravilhosa: temos mais poetas do que críticos e intérpretes de poesia; é mais fácil fazê-las do que conhecê-la. Em suas manifestações mais medíocres é possível julgá-la segundo as regras da arte; mas a boa, a suprema, a divina poesia coloca-se acima das regras e da razão. Não lhe distingue a beleza quem a procura com o olhar firme e tranqüilo, como assim não distinguirá o esplendor do relâmpago; ela não apela para o nosso juízo, antes o seduz e o abala. O arrebatamento que se apossa de quem a sabe entender fere ainda aos terceiros que a sabem recitar; assim o imã, que não sòmente atrai a agulha mas também a imanta, transmite-lhe a faculdade de atrair outras fagulhas. É o que se vê melhor nos teatros; a inspiração sagrada das Musas depois de ter instigado o poeta à cólera, ou à dor, ao ódio, ao delírio, atinge através do poeta e do ator todo o público. É como a nossa cadeia de agulhas suspensas umas às outras pela imantação. Desde a minha primeira infância a poesia me comoveu e arrebatou... por JoãoAntônioBührer às 7:30 PM 7:30 PM Janeiro 9, 2004
De um monte de revistas CLAUDIA apanhadas do AR, não estou dizendo apanhadas no ar, retirei esta bela crônica de PAULO MENDES CAMPOS. É do mês de julho de 1965. Na verdade parafraseei um dos títulos que PMC gostava de dar as suas páginas publicadas na imprensa, seja na Manchete ou na Cláudia. Um dos títulos que ele vivia dando pra suas páginas era este FRASES APANHADAS NO CHÃO. Quando não traduzia, não contava causo, ele cronicava, isto é escrevia crônicas fabulosas, como essa sobre a Poesia e Portinari. Vejam a crônica que fac-similei para os sres freqüentadores deste buteco. por JoãoAntônioBührer às 6:00 PM 6:00 PM Janeiro 8, 2004
GUTO E SEU CALENDÁRIO PET Todo mundo quer receber o calendário anual da PIRELLI, ou então aquele majestoso calendário da Gráfica Niccolini, que talvez seja o mais tradicional dos calendários brasileiros.A Niccolini produz esta beleza desde 1923, há mais de ointenta anos.E sempre maravilhosos, nas ultimas décadas sempre desenhados por Fred Jordan. Mas não dou a mínima para estas maravilhas, não porque não queira, mas sim pelo fato de não poder ter acesso a estas maravilhas. É para poucos, e bons , o que não é meu caso. Deixando eles do lado, e falando do que conheço bem, pois todo ano adquiro, é o CALENDÁRIO PET, do designer GUTO LACAZ. É um troço indescritível , só vendo mesmo pra crer. Muito engraçado.Vou postar todo mês uma das imagens que ilustram o mês. A primeira correspondente a janeiro, podem ver aqui, tem a seguinte legenda feita pelo Guto: FRANKLIN, SEU CACHORRO E SEU CAVALO. Há anos que o tema deste calendário é sempre o mesmo , animais em situações estranhas, e contracenando com eles alguns representantes da raça humana. Acho que ele fica revirando coleções de antigas revistas pra achar estas fotos, e aí guarda e monta seu calendário. A legenda , mais ou menos séria, é hilária pois não sei onde o Guto vai achar nomes tão exatos. Claro que nenhum nome combina, mas é esta a graça mesmo, duvido que ele ponha o nome João . Este nome não combina . O que combina é Carlos Eduardo e seu golfinho, não acham? Na imagem do mês de junho Guto colocou lá HÉLIO E SEUS PATOS. E botou a exótica foto de um sujeito levando seus patos pra passear, um deles é mecânico. Numa das fotos a Inês dá leite para um montão de ratinhos. Todos meus anos tem sido divertidos, muito por causa destes calendários dele. Não tem como não rir de um calendário que no mês de setembro mostra a foto do pequenino Euclides que lava em sua bacia, com uma escova, uma enorme jibóia, cuja cabeça mal cabe nesta bacia. ![]() por JoãoAntônioBührer às 7:38 PM 7:38 PM
Estou tão por fora que me esqueci da efeméride de dezembro do ano passado.Como é que poderia ter me esquecido dos 40 anos da revista do TIO PATINHAS? Foi com este gibi , lançado em dezembro de 1963, que eu praticamente me alfabetizei. Falar hoje em Tio Patinhas, ou nos personagens todos dos gibis, parece meio fora de moda. Os gibis da Disney não vendem mais nada, a criançada de hoje nem conhece mais os personagens, tanto é que a própria Disney, produtora de cinema , nem lança mais filmes com estes personagens , falo naturalmente da família Pato, do Mickey, João Bafodeonça, por aí.Lembro-me que até os anos 80 estes gibis eram campeões de vendas da Abril, suplantavam em muito a Turma da Mônica. E o que aconteceu foi o contrário, Mauricio de Souza conquistou de fato a criançada de hoje, pergunte a qualquer uma de 4 a dez anos se conhece Tio Patinhas , ou a Mônica. A resposta invariavelmente será a segunda hipótese. A minha geração aprendeu a amar os personagens dos gibis da Disney. Mas aí chegou num momento politizado da década de 70, um sujeito resolveu lançar um livro metendo o pau no Disney, chamado PARA LER O PATO DONALD. Ariel Dorfman fazia uma leitura critica, à luz do marxismo, e praticamente desmontou o castelo de cartas.O resultado é que nós todos que o lemos ficamos com ojeriza da família pato. E aí partimos para o quadrinho adulto , politizado , europeu, melhor falando de arte. Ou então partimos pra imprensa alternativa que publicava o melhor deste quadrinho cult. Distanciados no tempo, longe de ideologias, vemos que os gibis do Disney não eram ruins não. Pelo contrário, há obras primas, como por exemplo as aventuras do Indiana Jonas Tio Patinhas, pelo mundo, junto com seu sobrinho trapalhão e os três patinho sabichões. Carls Barks criou histórias belissimas, como aquela em que Patinhas vai ao centro da Terra a procura de um povo que é responsável pelos terremotos que ocorrem neste planeta. Milhões de seres circulam por baixo da terra e em determinados lugares começam a pular juntos, e neste lugar ocorre então um terremoto. Histórias fan´tasticas saídas da imaginação de Barks, que era um dos principais desenhistas e argumentistas do Walt. Provavelmente Spielberg se inspirou nas aventuras do pato pra fazer a sua série de filmes do Indiana Jonas. por JoãoAntônioBührer às 1:22 PM 1:22 PM Janeiro 7, 2004
Este blog andou parado e não estou dando conta de registrar aqui tudo que me tem chego. Hoje mesmo chegou um envelopaço da Helô, e nele um punhado de coisas, algumas sobre Juiz de Fora e outras sobre Pedro Nava, notório cidadão Juiz de Forano.Ela me mandou um fabuloso jogo de memória, distribuído como brinde por ocasião do centenário do escritor, que ocorreu em junho de 2003. Também enviou o suplemento do jornal local, da Tribuna de Minas, com fartas reportagens sobre o centenário de Nava. Também enviou uma série de fotografias , belíssimas, do fotógrafo Heitor Magaldi, sendo algumas delas de Juiz de Fora mesmo. E curtam um pedacinho do jogo de memória. Agora me ocorreu que a idéia foi genial, o que é o memorialismo que não um jogo mesmo, onde descartamos coisas e damos atenção a outras? por JoãoAntônioBührer às 12:31 AM 12:31 AM
Pelo correio tradicional me chegam coisas muito especiais, uma delas foi a revista PAPEL BRASIL, enviada generosamente pelo confrade Edmundo Metello, ao qual agradradeço empenhoradamente, em público. É uma revista que eu perseguia já tem uns anos, já que ela saiu no ano de 2000, e pelo que parece distribuída apenas em livrarias. Falei em revista mas ela é visivelmente um livro port-fólio, mais parece com um livro de arte, tem um formato horizontal. Como é uma publicação periódica temos que chamá-la naturalmente de revista. Não sei se de lá para cá saíram outros números, quem sabe?É uma revista que procura registrar o trabalho dos ilustradores gráficos brasileiros, de hoje, uma classe que não é muito levada em conta.Quando se fala em arte gráfica, desenho, vai se diretos pra charge, caricatura pessoal, tira ou cartun. Ninguém presta muito atenção , como deveria, aos desenhistas que procuram interpretar um texto , um conto, uma reportagem ou crônica graficamente.Estes rapazes fizeram a publicação pra mostrar que existem os ilustradores sim, sempre estiveram por aí, a mídia é que não os releva.Os editores de PAPEL BRASIL são Cavalcante, Cruz, Lula e Walter Vasconcelos, e a revista saiu pela ediotora GARAMOND.Pois a revista neste primeiro número registrou justamente o trabalho destes quatro editores, que hoje no Brasil são justamente os principais ilustradores do gênero.Alem de mostrar os trabalhos deles ainda louvam o trabalho de dois importantes ilustradores gaúchos: Fábio Zimbres e Jaca. Há também uma reportagem sobre Tatuagens, por Toni Marques e uma seção com o registro de grandes ilustradores atravaés da história.Gente como Luis Sá, Guto Lacaz, Nássara, Nine entre outros. Se parece muito com a Gráfica , do Miran. Ainda vou mostrar algumas ilustrações dos citados artistas aqui no post.Aguardem e virão. por JoãoAntônioBührer às 12:14 AM 12:14 AM |
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