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Rossana Fischer
  Fevereiro 29, 2004

AVISO AOS NAVEGANTES DO GRAFOLALIA.
Estou de mudanças. Depois de tudo que ocorreu o BLOGGER.COM BR não merece mais o meu crédito nem minha permanencia por aqui. Consegui salvar, a duras penas, meus arquivos em meu computador. Deixei aqui no blogger. apenas o suficiente para que ele não seja deletado, como eles nos disseram. Fiquei apenas com 9 mb, apenas para escrever aqui os avisos aos amigos. Isto se eles não deletarem tudo, mesmo abaixo dos 10. Vai saber o que estas corporações capitalistas querem, eu sei muito bem. Pretendo arranjar outro blog, por enquanto o Grafo fica por aqui , é que não tive tempo de arrumar outro lugar. Tive que ficar salvando os arquivos e aí o tempo passou. Eu lhes avisarei meu novo endereço, em breve, por enquanto eu saio do ar, deixo aqui apenas alguns recados. Já tinha tido experiencias ruins com a Globo.Com, que cortou os emails e passou a cobrar. Tenho emails gratuitos em outros lugares e nunca tive problemas. Enfim, a Globo que fique em paz.Abraços amigos.
por JoãoAntônioBührer às 9:08 AM 9:08 AM


Fevereiro 27, 2004


MOUZAR BENEDITO é jornalista e humorista, da mesma linhagem de um BARÃO DE ITARARÉ ou então um CORNÉLIO PIRES, onde se inspirou para contar seus causos caipiras, de Minas Gerais. Eu já conhecia o Mouzar da imprensa em geral, desde os anos 70 no jornal Versus, e por toda a Imprensa Nanica. Cheguei até a comprar o livro dele, SANTA RITA VELHA SAFADA ( Ed. Busca Vida, 1987), quando saiu, e que hoje até virou um clássico do gênero. No prefácio o Henfil fala que os humoristas vem de Minas, no que tem razão, e que o mineiro fica assuntando e observando, com o ar de quem não está vendo mas a tudo percebe. O livro é muito bom e engraçado, começa já na orelha, com o autor dizendo que quer ocupar o livro todo com os causos, a partir da orelha. Não disperdiça papel né. Em geral o papel da orelha é mesmo pra louvar os méritos da obra, para fazer o sujeito comprar o livro. Ele começa ali contando o causo justamente de uma orelhada. Não conhecia pessoalmente o Mouzar, até que no final de 2003 a minha amiga Cacau me apresentou o sujeito, que tem a cara do Barão de Itararé, vide esta bela caricatura de Paulo Caruso, que postei aqui para os amigos do Grafo. Mouzar explica que foram os amigos jornalistas do Alamanque Globo Rural que praticamente o forçaram a publicar o livro, cujos causos já tinham sido publicados em revistas e jornais. Lembra do Décio Bar, que morreu muito cedo,que foi um dos redatores deste redatores do Almanaque, e que o fez puvlicar o livro. Pois bem, os causos dispersos foram reunidos em livro, e eu reproduzo um deles aqui.Eles foram ouvidos pelo autor em sua cidade natal, Santa Rita, do Norte de Minas, não só lá como pela vida afora, já que ele viveu em outras cidades, Sampa entre elas. Reproduzo um deles aqui:

DEVOÇÃO

Sá Donana ficou muito irritada no domingo de manhã, quando saía para a missa e deu de cara com o Micuim dormindo bêbado bem em frente a sua porta. . Mas como estava indo para a igreja , em vez de fazer um esporro, resolveu demonstrar seu espírito cristão, tentando recuperar Micuim com conselhos ¿ que era o máximo que de dispunha a dar a quem quer que fosse.
Cutucou o bêbado com o pé, até ele acordar mal-humorado.
--Seu Micuim, o senhor não tem vergonha de viver bêbado todos os dias? O senhor parece que não gosta da vida, que não acredita em nada, que não tem fé...
--Peraí , fé eu tenho . Gosto muito de dois santos!Animada, pensando que que afinal ele tinha salvação e que sua boa ação ficaria um pouco mais fácil, ela prosseguiu:
--É !? E quais são os dois santos que o senhor gosta?
-São Risal quando to de fogo e São Duíche quando to com fome.


por JoãoAntônioBührer às 11:30 AM 11:30 AM


Fevereiro 23, 2004


O espetáculo OPINIÃO estreiou dia 11 de dezembro de 1964, no teatro do Super-Shopping Center, da Siqueira Campos, no Rio de Janeiro. Participaram dele NARA LEAO, ZÉ KÉTI e JOÃO DO VALE. A cantora NARA foi inicialmente substituída por SUZANA DE MORAES , que por sua vez foi substituída por MARIA BETHÃNIA. Teve texto de ARMANDO COSTA , ODUVALDO VIANNA FILHO e PAULO PONTES. Músicas de ZÉ KÉTI e JOÃO DO VALE. Em 1965 a EDIÇÕES DO VAL reproduziu em livro este acontecimento histórico. Vou postar aqui a capa do livro, que é as mãos da NARA e os depoimentos iniciais de cada um dos participantes.

JOÃO DO VALE

Meu nome é João Batista do Vale. Pobre, no Maranhão, ou é Batista ou é Ribamar. E saí Batista. Nasci na cidade de Pedreiras, rua da Golada. Modéstia á parte, a rua da Golada, hoje, chama rua João do Vale. Quer dizer; eu, com essa cara, já sou rua. Moro na Fundação da Casa Popular de Deodoro, rua 17, quadra 44, , casa 5. Duas horas, sem encontrar sem encontrar ladrão, chega lá. Tenho duzentos e trinta músicas gravadas, fora as que vendi. De quinhentos mil réis pra cima já vendi muita música. Acho que as que são mais conhecida do povo são as músicas mais assim só pra divertir. Elas interessam mais aos cantores e às gravadoras. É só tocar, já sair cantando. Tenho outras músicas que são menos conhecidas, umas que nem foram gravadas. Minha terra tem muita coisa engraçada, mas o que tem mais é muita dificuldade pra viver.

ZÉ KÉTI

Meu nome é José Flores de Jesus. Sou carioca, de Inhaúma. Tenho 43 anos, sou pai de filhos. Moro em Bento Ribeiro. Uma hora de trem até a cidade. Trabalho no IAPETEC, lotado na av. Venezuela, nível oito. Oitenta contos por mês. Quer dizer ¿ natal sem peru.
Vida de sambista vou te contar. Passei oito anos sem estúdio de rádio, atrás de cantor, até conseguir gravar minha primeira música.. O samba -- A VOZ DO MORRO (Eu sou o samba)¿ eu já tinha ele fazia sete anos na gaveta..
Aí ele teve mais de 30 gravações. Até o Carlos Ramirez, o Granada, gravou ele. O dinheiro que ganhei deu para comprar uns móveis de quarto estilo francês e comi três meses carne.Dava pra ir na feira nos domingos e trazer a cesta cheia de compras.

NARA LEÃO

Meu nome é Nara Lofego Leão. Nasci em Vitória mas sempre vivi em Copacabana. Não acho que porque vivo em Copacabana só posso cantar determinado estilo de música. Se cada um só pudesse cantar o lugar em que vive que seria de Baden Powell que nasceu numa cidade chamada Varre e Sai? Ando muito confusa sobre as coisas que devem ser feitas na música popular brasileira mas vou fazendo. Mas é mais ou menos isso- eu quero cantar todas as músicas que ajudem a gente a ser mais brasileiro, que façam todo mundo querer ser mais livre, que ensinem a aceitar tudo, menos o que pode ser mudado.

por JoãoAntônioBührer às 3:37 PM 3:37 PM


Fevereiro 20, 2004

O poeta da música, de minha preferência, é o HERMÍNIO BELLO DE CARVALHO. Suas letras são de longe as que mais gosto. Posso escutar suas músicas dezenas de vezes, uma após outra, e não me canso nunca. Letras como SEI LÁ MANGUEIRA tem os mais belos versos de música popular. Também curto muito PRESSENTIMENTO, feito em parceria com ELTON MEDEIROS. Vejam só que letra do baralho.

Ai, ardido peito/ Quem irá entender o teu segredo?/ Quem irá pousar em teu destino/ E depois morrer de teu amor?/ Ai, mas quem virá?/ Me pergunto a toda hora/ E a resposta é o silêncio/ Que atravessa a madrugada/ Vem, meu novo amor/ Vou deixar a casa aberta/ Já escuto os teus passos/ Procurando o meu abrigo/ Vem, que o sol raiou/ Os jardins estão florindo/ Tudo faz pressentimento/ Que este é o teu tempo ansiado/ De se ter felicidade.

por JoãoAntônioBührer às 6:16 PM 6:16 PM


Fevereiro 19, 2004


O maestro LINDOLFO GAYA morreu na década de 80, agora não me lembro da data correta.O que recordo, até guardei o necrológio, de umas vinte linhas(lastimável), é que não houve muita repercussão.Ele era casado com STELINHA EGG, também artista da música, era uma grande cantora, não sei se está viva . Trabalhou por décadas da Odeom, pelo que pude apurar, desde os anos 50 até o final dos anos 80. Se pegarmos os discos desta fábrica verificaremos que a direção artística e arranjos dos melhores discos dela tinha o timbre do GAYA. Desde artistas como Mário Reis, Paulinho da Viola, Dorival Caymi até Elza Soares. O maestro está totalmente esquecido, salvo o filho dele que está tentando resguardar a memória do seu pai. Torçamos para que ele consiga resgatar toda a obra deste grande maestro, injustamente jogado no limbo do esquecimento. A Fernanda me passou o endereço para quem queira saber algo sobre o maestro. Eu coloco aqui uma contracapa de um dos discos que o Gaya gravou com sua orquestra, há uma imagem em que vocês podem ver a silhueta do maestro sentado em seu piano.O disco é do final dos anos 50 ou começo dos anos 60, produzido pelo Aloysio de Oliveira, antes de sair pra criar a sua Elenco. A Fernanda no seu blog sabe mais coisas sobre o Gaya, quem quizer faz favor de visitar a Fezoca: http://www.fezocasblurbs.com/

por JoãoAntônioBührer às 6:19 PM 6:19 PM


Fevereiro 12, 2004


Esta figura que estão vendo, desta moça antiga, andando numa bicicleta igualmente antiga, é de uma exposição de JUAREZ MACHADO dos anos 70, denominada ESPELHOS. Nela ele trabalhou a imagem destas divas, geralmente envolvidas com bicicletas e espelhos, duas grandes fixações do artista.Neste desenho há um toque de humor, bastante por causa da brincadeira dele para com a perspectiva, à la EISCHER. Desculpem-e se errei a grafia do fabuloso artista que nos iludia com aquelas escadas e arquiteturas , que a gente nunca sabia bem para oçnde ia. Eu deixo para os meus amigos destacarem onde o artista brincou com a perspectiva neste pequeno desenho.
por JoãoAntônioBührer às 2:25 PM 2:25 PM


Fevereiro 11, 2004


HAMILTON CORREIA é um dos grandes conhecedores da arte do CARTAZ de cinema, tem planejado um livro sobre a história do cartaz de cinema no Brasil.Durante anos foi critico de cinema em jornais e rádios de Salvador .Periodicamente me presenteia com belíssimos exemplares de sua coleção, guardo estas reproduções com muito carinho aqui em meus arquivos implacáveis. Nesta semana recebi um envelope e nele entre outros veio esta caricatura do CANTINFLAS, uma obra prima do gênero. No verso ele escreveu a lápis o nome do caricaturado, como se fosse possível que alguém não reconhecesse o fabuloso ator mexicano. Dei muitas gargalhadas nos bons tempos, principalmente com o filme PEPE, que sempre passava por aqui na tv e no cinema. Infelizmente meu amigo não me informou de onde tirou esta caricatura, se de um cartaz ou de alguma revista de cinema. Raramente deixo de dar créditos aqui no meu blog, e se faço agora é por ignorância mesmo, se alguém souber fico muito feliz que me digam. Geralmente meus leitores são versáteis e teem comigo uma boa intelocução, de maneira que existe a possibilidade de alguém entrar nos comentários e matar a charada pra gente.
por JoãoAntônioBührer às 5:27 PM 5:27 PM


Fevereiro 7, 2004


EDMUNDO é um dos mais caros colaboradores deste blog, quer seja comentando , ou então mandando idéias e lousas. Agora me mandou esta capinha do desenhista JOSELITO, de um belo livro infantil, que achou num sebo. Que inveja tenho eu dele. Devo ter uns vinte livros ilustrados pelo cara, e justo este, dos mais bonitos, eu não tenho. Postei aqui para todos verem e anotarem em suas cadernetas: JOSELITO.
por JoãoAntônioBührer às 5:01 PM 5:01 PM


Fevereiro 6, 2004


SERGE GAINSBOURG e JANE BIRKIN era o casal perfeito, um feito feito para outro.Ele feio e desleixado, ela linda e delicada. O que os aproximavam era a irreverência e os casos escandalosos. Fizeram uma parceria na música, ela andou cantando; cantando é maneira de dizer, sussurando seria mais correto; músicas de autoria dele. Todos devem se lembrar da celebre JE T´AIME ... MOI NON PLUS, que inclusive foi censurada aqui no Brasil. O jornal O PASQUIM na época lançou um compacto com esta música. SERGE continuou escandalizando até os anos 80, ainda era casado com Jane, quando dirigiu um filme com a Charlotte,sua filha, então uma ninfeta . Acho que logo depois eles se separaram e poucos anos depois ele morreu. Deve ter sido um out-side. Tive a idéia de escrever sobre esta maravilhosa dupla mas quando fui pegar o lp verifiquei que o vinil está quebrado. Não posso ouvir nem tampouco tirar uma das músicas, estou falando naturalmente da letra. E o pior é que o disco não contém encarte de letras.Então fica aqui apenas o registro, da minha admiração pelo Serge, pelas loucuras todas, e pela Jane, por toda a beleza do mundo. Andei vendo fotos dela, de poucos anos atrás, e pude constatar que ela ainda esta muito bonita. Quem sabe um leitor deste blog não conhece uma letra da dupla e ponha nos comentários pra gente ler/rever.
por JoãoAntônioBührer às 7:50 PM 7:50 PM


Fevereiro 4, 2004


PATHÉ BABY é um livro espetáculo. O escritor paulistano ANTÓNIO DE ALCÃNTARA MACHADO publicou seu primeiro livro em 1926, com este titulo. Ele se refere a uma câmera de cinema famosa da época, afinal o escritor era um aficcionado da sétima arte. No prefácio Oswald de Andrade fala que o livro é uma reportagem, e muito violenta, ele faz uma gozação total com o velho mundo. Escrito numa linguagem também cinematográfica, em pílulas, ele vai repassando as principais cidades da Europa.E relatando o que viu. Convidou o desenhista e caricaturista PAIM para fazer a concepção visual do livro, que é um outro livro. É uma seqüência de cartums onde Paim vai colocando na tela , projetada, a cidade onde AAM está falando. A primeira ilustração já é a capa do livro, onde aparece projetada na tela o nome do livro. Vou mostrar um pedacinho do sétimo capitulo onde AAM fala de Milão, vejam a ilustração referente , onde os músicos que fazem a sonoplastia da tela estão já com o saco cheio de tocar.

COMPENDIO URBANO

Pella Galleria Vittorio Emanuele Milão gira. Italianas lindas. A qualquer hora. Alugáveis ou não. Olhos de tragédia. Atitudes cinematográficas de mulher fatal.
Homens caricatos. Elegância desopilante. Não usam chapéu: usam juba. Formidável. Os cabelos formam chumaço. Calças saco. Os paletós param inesperadamente. Bengalinha em punho, os temíveis com o olhar despem e apalpam as mulheres. Reúnem-se em grupos, riem e cantarolam, gesticulam, berram, cospem e assobiam.

por JoãoAntônioBührer às 9:03 AM 9:03 AM


Fevereiro 2, 2004


Sob o formato de um opúsculo, grampeado, a Editora Civilização Brasileira S/A publicou a série CADERNOS DO POVO BRASILEIRO, bem no começo dos anos 60. Os grandes problemas de nosso País estudados nesta série com clareza e sem qualquer sectarismo; seu objetivo principal é o de informar. Somente quando bem informado é que o povo consegue emancipar-se. Assim a editora apresentava a coleção na quarta capa. Até 1962 os volumes lançados eram os que se seguem:
1- Que São As Ligas Camponesas?, de Francisco Julião; 2-Quem É O Povo No Brasil?, de Nelson Werneck Sodré; 3- Quem Faz As Leis No Brasil?; de Osny Duarte Pereira; 4- Por Que Os Ricos Não Fazem Greve?, de Álvaro Vieira Pinto; 5- Quem Dará O Golpe No Brasil?, de Wanderley Guilherme.
O curioso desta coleção é que ela só fazia perguntas, mas tinha alguma premonição nestas questões, como no quinto livro, que pergunta quem dará o golpe no Brasil, pouco antes de 1964. A coleção também publicou livros extras do Cadernos do Povo Brasileiro, como os livrinhos VIOLÃO DE RUA, diversos poetas e Revolução E Contra-Revolução No Brasil, de Franklin de Oliveira. No caso de VIOLÃO DE RUA, que até virou um clássico da poesia política, reuniu vários poetas emergentes ou famosos, da época. Todos versavam naturalmente sobre organização política, antevendo os negros anos que viriam. O livrinho é de 1962, tem capinha de Eugenio Hirsch. Os poetas escolhidos foram AFFONSO ROMANO DE SANT ´ANNA, FERREIRA GULLAR, GEIR CAMPOS , JOSÉ PAULO PAES, MOACYR FELIX, PAULO MENDES CAMPOS, REYNALDO JARDIM e VINICIUS DE MORAES.Para terem uma idéia do quanto os poemas eram circunstancias, no caso a circunstancia era política, exigia que se fizesse um poema naqueles moldes, vejam o quanto eram engajados. Vou mostrar apenas dois deles, um de GEIR CAMPOS e outro de REYNALDO JARDIM.

POÉTICA
(Geir Campos)

Eu queria ser claro de tal forma
que ao dizer
- rosa!
todos soubessem o que haviam de pensar.
Mais: quisera ser claro de tal forma
que ao dizer
- já!
Todos soubessem o que haviam de fazer.


DITADO SOBRE O MEDO
(Reynaldo Jardim)

O que gera o fantasma são as fomes
E a funda insegurança dos meninos.
A queda repentina do horizonte
O horizonte manchado de inimigos.
O que provoca o medo são as pontes
Interrompidas sem qualquer aviso.
O tiro pelas costas e a escuridão
Fechando as portas de qualquer abrigo.
O que fermenta o medo e a rebelião
É o esperar prolongado e mais aflito
Do filho sem saber ser trará pão
O pai que a vida toda plantou trigo.


por JoãoAntônioBührer às 7:10 PM 7:10 PM




Por onde anda TEREZINHA DE JESUS? Por onde anda DIANA PEQUENO? Por onde anda MARILIA BARBOSA? Falo hoje especificamente da Marilia, que há anos não vejo, seja gravando discos ou na tv. Por um certo período suas gravações faziam enorme sucesso, eram até escolhidas para fazerem parte de trilhas de novelas. Foi assim com O CIRCO, belíssima marcha de SIDNEY MILLER (me perdoem se escrevi errado o nome dele), que estourou. Ou então com CASO VOCE CASE, de VITAL FARIAS, canção que participou da trilha de SARAMANDAIA, em 1976. Quando ouvi esta música, há uns vinte anos, um pouco antes da novela, num programa da Rádio Cultura , de Dorival Carper(dos grandes radialistas deste país, onde anda?), eu fiquei pasmo. Pasmo com os arranjos maravilhosos, cuja introdução eu nunca me canso de ouvir, e também fiquei petrificado com a intepretação da Marilia, que aparentemente parece frágil, como a Nara Leão. Esta composição nunca me saiu da cabeça, nunca mais soube da Marilia. Quando resolvi falar aqui dela tentei achar uma foto, uma capa de disco, seja recente ou não, e nada encontrei. Só não procurei na internet. Mas se está na internet está disponível né, aí não adianta ficar reproduzindo o que já está por aí. Queria uma imagem bem diferente. Na falta de algo diferente vale mesmo um ícone qualquer.E pra não ficar muito mixuruca este post eu me puz a ouvir a música umas quatro vezes e consegui tirar a letra. Mas confesso que acho que transcrevi algumas coisas erradamente, acho que não consegui entenderxatamente o que ela disse no estribilhotu: É necessário do, mudo, surdo, absurdo, nada em faz fazer. Este finalzinho aí, depois de absurdo eu não entendi mesmo. Aqui vai a letra como eu consegui entender:

CASO VOCE CASE
(Vital Farias)
intérprete: Marilia Barbosa

Caso você case/ não escreva nota/ não destrave a porta/ não esteja morta/ não estrague a horta/Não estrague a horta.
Faca que não corta, mulher semi-morta/ Sem casa, sem fala, sem vala , sem hora, sem alá/Sem cara, sem fala, sem vala, sem hora, sem alá.
É necessário tudo, mudo, surdo, absurdo/ É necessário nada em faz fazer/ É necessário nada, tudo, mudo, surdo, absurdo/ É necessário nada em faz fazer.

Caso você case/ não escreva nota no jornal/ não destrave a porta do quintal/ não esteja morta/Não estrague a hora/Não estrague a horta.
Faca que não corta, mulher semi-morta/ Sem casa, sem fala, sem vala, sem hora, sem alá/Sem cara, sem fala, sem vala, sem hora, sem alá.
É neessário tudo, mudo, surdo, absurdo/ É necessário nada em faz fazer/ É necessário nada, tudo, mudo, surdo, absurdo/É necessário nada em faz fazer.

Caso você case não escreva nota musical/ não destrave a porta do hospital/ não esteja morta/ Não estrague a horta/Não estrague a horta.
Faca que não corta, mulher semi-morta/ sem cara, sem fala, sem vala, sem hora, sem alá/ Sem cara, sem fala, sem vala, sem hora, sem alá.
É necessário tudo, mudo, surdo absurdo/ É necessário nada em faz fazer/ É necessário nada, tudo, mudo, surdo, absurdo/ É necessário nada em faz fazer.

por JoãoAntônioBührer às 10:12 AM 10:12 AM