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Agosto 29, 2005
Fui toda vida contra o Parlamentarismo, quando houve o plebiscito, com a maior arrogância votei a favor do Presidencialismo. Achava que havia algum golpe contra o Presidencialismo, em marcha. Na verdade era presidencialista sem argumentos. Estou lendo o fabuloso livro A GLÓRIA DE CÉSAR E O PUNHAL DE BRUTUS, do critico literário Álvaro Lins. Nesta obra o tão festejado critico, dos famosos rodapés de jornais, fala quase que exclusivamente de política, com todo o brilhantismo . Num determinado momento se debruça sobre o Presidencialismo.E me esclarece detalhes que eu nem suspeitava. Conta que não havia nenhuma discussão no Brasil sobre este sistema de governo, quando se proclamou a República. Os jornais e os políticos nem o citavam , nem havia no Brasil uma tradição de pensamento presidencialista.Adotamos este governo meio que às escuras, talvez influenciado pelo sistema americano, que parecia estar dando certo. Eu com toda ignorância e prepotencia , tempos atrás, me dizia presidencialista. Hoje não tenho tantas certezas. Ruy Castro num de seus textos sobre o capista Eugenio Hirsh, que fez esta bela capa do livro do AL, conta que o critico implicava com o irreverente artista gráfico. Dizia que ele transformava suas capas em sopas de letras. E ele tinha mesmo razão, apesar de belas, as letras do Eugenio embaralham . Esta é a segunda edição, publicada em 1963. por JoãoAntônioBührer às 10:33 PM 10:33 PM |
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